"Olimpíada dos Sonhos" - Augusto Dutra é ouro com recorde mundial no salto com vara e Braz é bronze; Arthur Nory e Isaquias Queiroz/Erlon Souza são campeões no 11º dia - Surto Olimpico

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"Olimpíada dos Sonhos" - Augusto Dutra é ouro com recorde mundial no salto com vara e Braz é bronze; Arthur Nory e Isaquias Queiroz/Erlon Souza são campeões no 11º dia

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Esportista brasileiro em ação

Com colaboração de Wesley Felix

Vamos fazer um dia-a-dia dos Jogos Olímpicos de 2020 como se eles tivessem acontecendo agora (estamos um dia atrasado, ou seja falando do dia de ontem). Ou seja, não tem coronavírus (ou teve, mas acabou rápido)! Mas como é para fantasiar, por que não sonhar alto? Vamos ter uma tendência declarada a pensar nos melhores resultados possíveis - e imaginários - para os brasileiros. 

Antes de mais nada, é uma brincadeira fantasiosa, mas as escolhas para o "Time Brasil" e os resultados são baseados nos verdadeiros potenciais dos atletas e em resultados alcançados em outras competições. Ah e para homenagear os japoneses que estão recebendo tão bem a equipe do Surto Olímpico, os nomes japoneses serão escritos da maneira correta (sobrenome antes do nome).

Venham conosco e esperamos que tudo torne-se realidade em 2021!


Relembre aqui o Dia 1Dia 2Dia 3Dia 4Dia 5Dia 6Dia 7Dia 8Dia 9 e Dia 10 da Olimpíada dos Sonhos.

Se a segunda-feira passada e sexta-feira viram o Brasil levar nove medalhas, recorde histórico, nunca tivemos antes um dia tão dourado quanto esta terça-feira, que viu três campeões olímpicos e oito pódios brasileiros. Arthur Nory confirmou seu título mundial no salto da ginástica artística, Isaquias Queiroz e Erlon Souza levaram o ouro que quase veio no Rio e tivemos uma nova surpresa no salto com vara: numa prova histórica, Augusto Dutra bateu o recorde mundial para levar o segundo ouro do Brasil na prova e Thiago Braz conseguiu um bronze que poucos esperavam.

Dentre outras medalhas, vieram algumas entre os principais queridinhos do Time Brasil: Rebeca Andrade igualou o recorde de Isaquias no Rio e levou três medalhas - mas foi melhor ainda, pois uma delas foi de ouro - Flavinha Saraiva voltou ao pódio e Alison dos Santos, o Piu conquistou a primeira medalha na pista desde o 4x100m masculino em Sidnei 2000 (os revezamentos de Pequim vieram apenas em 2016 pelo doping).

Jucielen Romeu confirmou sua prata na abertura das finais do boxe e o Brasil garantiu sua terceira final seguida no futebol masculino, com o sonho do biolímpico vivo. O dia terminou com um saldo de 12 ouros, 17 pratas e 24 bronzes, num total de 57 medalhas, incluindo as quatro garantidas pelas semifinais e finais no boxe e futebol.

Veja abaixo todos os detalhes deste 4 de agosto de 2020 dourado para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020!


Salto com vara nas alturas e 400m com barreiras 

Se os fãs do atletismo já haviam achado espetaculares as finais da Rio 2016 e Doha 2019, eles testemunharam em Tóquio uma final do salto com vara masculino que entrou para a história, não só do esporte brasileiro mas do atletismo mundial.

Com todos os principais nomes em ótima forma, oito varistas chegaram a 5,97 metros. Alguns passando de forma limpa como o sueco Armand ‘Mondo’ Duplantis e o bicampeão mundial Sam Kendricks, dos EUA, e outros aos trancos e barrancos como o campeão olímpico Thiago Braz, que precisou de três tentativas para ultrapassar a barreira inicial de 5,55 e do campeão mundial de 2015, Shawn Barber (CAN) que só passou na última chance em 5,70, 5,80, 5,87 e 5,92.

Thiago Braz se prepara para saltar pela primeira vez acima dos 6 metros depois do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução

O primeiro a cair nos 6,02m é o campeão olímpico de 2012 e antigo recordista mundial, Renaud Lavillenie (FRA). Foi a primeira vez que o brasileiro Augusto Dutra e o norte-americano Cole Walsh passaram da marca. Logo em breve, no 6,07 o recorde olímpico já havia sido quebrado por nada menos do que seis competidores, e todos alcançando suas melhores marcas ao ar livre, sendo que o polonês Piotr Lisek terminava em sétimo lugar e Cole Walsh abandonava em sexto lugar.

No 6,12, Dutra e Braz quase tocaram no sarrafo na terceira tentativa, mas ultrapassaram a marca, novo recorde americano. Foi a vez de Hendricks dar adeus ao sonho olímpico,com a quinta melhor marca. Todos passaram de 6,15m e Armand Duplantis, recordista mundial, não conseguiu ultrapassar a marca de 6,18, estabelecida por ele indoors em Glasgow. 

Thiago Braz foi outro a se despedir ao falhar para 6,18m. Ele empatou com Mondo, mas como fez menos tentativas para chegar naquele estágio do que o sueco, conseguiu o que muitos duvidavam e levou sua segunda medalha olímpica, desta vez de bronze. 6,15m foi disparada a melhor marca da carreira de Braz, 12 centímetros acima do que conseguiu no Rio.

Thiago Braz se despede de Tóquio, mas com uma segunda medalha olímpica - Foto: Divulgação / Estadão Conteúdo

A luta ficou então entre Barber, em renascimento similar ao de Braz, amargando uma maré de resultados ruins desde o título mundial de 2015 e Augusto Dutra. Já era quase 2 da madrugada, e o Estádio Olímpico permanecia cheio, passando energia para os atletas. 

Na terceira tentativa para 6,20 metros, o brasileiro conseguiu ultrapassar o sarrafo, estabelecendo novo recorde mundial, incríveis 38 centímetros acima da sua antiga maior marca pessoal, de junho de 2013. 

Em seguida, o canadense não conseguiu completar o salto, e conseguiu a medalha de prata, numa das maiores provas da história dos Jogos Olímpicos, que terminou assim como terminou no rio de Janeiro, com festa brasileira, desta vez em dose dupla, com ouro para Augusto Dutra, com novo recorde mundial, e bronze para Thiago Braz.

Dutra, exausto, abdicou de continuar e tratou de comemorar o recorde mundial e o ouro que irá receber amanhã. A história de superação da zebra brasileira, em uma prova de tão alto nível, foi destaque nos principais portais do mundo.

Piu conquista medalha
O dia foi tão marcado pela final do salto com vara que quase esquecemos que algumas horas antes, outro brasileiro que não era exatamente favorito fez história e alcançou o pódio. Na final dos 400 metros com barreira, Alison dos Santos, o Piu, se superou e conseguiu ultrapassar na linha de chegada o norte-americano Rai Benjamin para conquistar a medalha de bronze, com 47,98, novo recorde brasileiro - a marca anterior era de Eronilde de Araújo de 1995.

Karsten Warholm, bicampeão mundial. confirmou o favoritismo e levou o ouro para a Noruega e Kyron McMaster com a medalha de prata conquistou a primeira medalha da história das Ilhas Virgens Britânicas, chegando a dois centésimos a frente do Piu, que por sua vez ficou apenas um centésimo a frente de Benjamin. 

Ainda nos 400 metros com barreira, Márcio Teles conseguiu sua melhor marca pessoal para finalizar em sétimo, com 48.49.

Alison dos Santos, o Piu, leva a primeira medalha brasileira em uma prova com barreiras - Foto: Jonne Roriz/COB


Entre outras brasileiras na final, Eliane Martins melhorou sua melhor marca em 10 centímetros - alcançada no ano passado - para terminar em quinto lugar na final do salto em distância, com 6,84 metros.

Completando o time brasileiro em finais no Estádio Olímpico, Vitória Rosa terminou em sexto nos 200 metros rasos, com 22.47. A marca é o novo recorde sul-americano, um centésimo melhor que a antiga marca de Ana Cláudia Lemos, do Troféu Brasil de 2011.

Nas eliminatórias do salto triplo, Almir dos Santos saltou a 17,01 e conseguiu a quarta melhor marca para ir a final. Alexsandro Melo, 5º na final do salto em distância se garantiu na sua segunda final em Tóquio ao saltar para 16,80, 10ª melhor marca da manhã, logo atrás de Mateus Adão que conseguiu sua melhor marca da carreira a 16,89 para classificar-se em nono lugar.

Thiago André passou para as semifinais dos 1.500m ao ficar em quarto na sua bateria, com 3:38.40. Laila Domingos conseguiu passar para a final do lançamento de dardo, marcando 62.41 metros, em 11º da qualificatória. Gabriel Constantino e Eduardo Rodrigues de Deus seguiram para as semifinais ao vencer suas baterias no 110 metros com barreira.

Darlan Romani só precisou de uma tentativa para alcançar 21.20 e se garantiu na final do arremesso de peso masculino, onde é um dos favoritos a medalha. No dia seguinte ao ter sido o 13º nos 3.000 com obstáculos, Altobeli Santos da Silva voltou ao Estádio Olímpico para se classificar à final dos 5.000 metros, com a 14ª melhor marca. Seus 13:25.42 são um personal best.

Depois de passar pela fase eliminatória com facilidade, Aldemir Júnior será o representante brasileiro na final dos 200 metros rasos masculino, ao conseguir o oitavo melhor tempo, e recorde pessoal, com 20.12. Já Gabriel Constantino conseguiu uma melhor marca pessoal, com 20.15 para terminar em décimo lugar geral. Paulo André, quinto lugar nos 100m rasos, conseguiu sua melhor marca da carreira ainda na fase eliminatória, com 20.20 e com 20.22 na semifinal ficou em 15º.


Ginástica Artistica leva ouro e três medalhas finalizando campanha histórica
Mesmo competindo com dores que o atrapalharam na fase de eliminatórias, Arthur Nory conseguiu repetir seu desempenho brilhante no Mundial de Stuttgart de 2019 e saiu com o ouro na prova da barra fixa, conseguindo 14.950, uma nota maior ainda do que aquela no mundial. Com 14.866, o britânico Nile Wilson surpreendeu e levou a prata, a frente do campeão mundial de 2017 e vice em 2019, Tin Srbić, da Croácia.

Arthur Nory crava sua série na barra fixa e é campeão olímpico - Foto: Reuters/Henry Romero 

Apesar de ser o campeão mundial, havia muitas dúvidas quanto ao seu estado físico. Em março, Nory havia dito que talvez fizesse uma cirurgia para competir sem dores, se o novo coronavírus forçasse o adiamento dos Jogos. 

Com o fim da pandemia do COVID-19 e a confirmação da data, o brasileiro voltou aos treinos, mas ainda era motivo de preocupação interna pela equipe, chegando a causar um boato de que seria cortado pela delegação. CBG e atleta afirmaram que a alegação não tinha base em fatos, e sua preparação para Tóquio provou-se a melhor possível. 

Com Simone Biles fazendo uma apresentação de gala na trave feminina para conquistar seu quarto ouro e sexta medalha em Tóquio, a disputa era pela prata e bronze e deu Brasil! Apesar de não cometerem quedas graves, as chinesas abriram a competição com algumas falhas que abaixaram as notas, deixando a disputa pelo pódio mais embolada. 

De qualquer maneira, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva fizeram suas partes, com apresentações perfeitas. Rebeca foi a quinta a se apresentar conseguiu 15.000 para liderar temporariamente, ultrapassando a francesa Melanie de Jesus dos Santos e a atual campeã olímpica, Sanne Wevers (NED).

Biles se apresentou em sequência para levar o ouro incontestável com 15.300, e sua companheira de equipe, Kara Eaker, teve uma queda logo no início do movimento para a tirar da disputa, garantindo a prata para o Brasil. Restava saber de quem era.

Rebeca Andrade e Flavia Saraiva comemoram dobradinha no pódio da trave - Foto: Dylan Martinez/Reuters

Flavinha assumiu o tablado e encantou o público presente no Centro de Ginástica Ariake, com 15.133, e levando a prata na trave, sua segunda medalha em Tóquio, depois do bronze no solo. Foi a terceira medalha de Rebeca, que iguala o recorde de mais medalhas conquistadas em uma edição por um atleta brasileiro, de Isaquias Queiroz, na Rio 2016. Ela foi bronze no individual geral e ouro no salto.

No total foram sete medalhas conquistadas pela ginástica artística brasileira, com o ouro de Nory e bronze de Arthur Zanetti nas argolas. Até Tóquio o Brasil havia conquistado um ouro, duas pratas e um bronze entre Londres 2012 e Rio 2016, todas entre homens.


Canoagem velocidade leva primeiro ouro
Isaquias Queiroz fez história na Rio 2016 ao conquistar três medalhas em uma mesma edição, feito inédito por um atleta brasileiro - isto é, até esta tarde, feito alcançado por Rebeca Andrade. Mas faltava a ele o ouro. E ele chegou na manhã desta terça-feira em uma disputa eletrizante na final do C2 1000 metros na Sea Forest Waterway ao lado de Erlon Souza.

Os primeiros 500 metros pareciam uma reedição do Mundial, com os chineses Liu Hao e Wang Hao e os cubanos Serguey Torres e Fernando Jorge disparando na liderança. Pouco a pouco, Isaquias e Erlon que chegaram a passar em sexto nos 500 metros foram se recuperando. Nos 750, passaram os alemães Sebastian Brendel e Tim Hecker para entrar na zona de medalhas. 

Só que nos últimos metros brasileiros e alemães conseguiram ultrapassar as duplas que lideravam e as quatro embarcações terminaram em 3:59, com apenas 32 centésimos de segundo de diferença. Melhor pra Isaquias e Erlon que chegaram ao quilômetro em 3:59.49. A dupla cubana fez 3:59.70 e Brendel e Hecker 3:59.75.

Isaquias Queiroz e Erlon Souza comemoram título olímpico em zona mista - Foto: Mateus Nagime / Surto Olímpico


Foi literalmente a primeira competição internacional da dupla alemã, uma aposta ousada de Brendel em fim de ciclo olímpico que vingou, dando à estrela alemã a quarta medalha. Sexta de manhã, Brendel volta para defender o bicampeonato do C-1 1.000m, prova na qual Isaquias levou o título mundial em 2019.

Vagner Souta foi o outro canoísta brasileiro em ação em Tóquio, e fez caiu nas semifinais do K-1 1.000m. Na final B, ele terminou em terceiro lugar, ficando com a 11ª colocação geral.


Vela brasileira fecha campanha com dois novos pódios
Sem representantes nas finais da 470 amanhã, o Brasil encerrou a campanha na vela com mais uma edição histórica para o Brasil levando as duas medalhas em disputa hoje: uma prata com Jorge Zarif na Finn e bronze na Nacra 17 mista, com Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino de Sá.

Foram cinco medalhas em Tóquio, recorde numa mesma edição: 1 ouro, conquistado ontem por Martine Grael e Kahena Kunze, e outros 2 bronzes, por Patrícia Freitas e Robert Scheidt. A vela com 8 ouros ainda é o líder do quadro de medalhas do Brasil, a frente do atletismo que hoje conquistou seu sexto título olímpico.

Jorge Zarif comemora medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 - Foto: Divulgação/On Board

Na medal race da categoria Finn, os principais líderes disputaram a liderança boia a boia, fazendo jus ao nome. Jorge Zarif venceu, controlando com perfeição os ventos e os adversários em uma prova incrível que terminou com dobradinha sul-americana. 

Ele ficou a apenas um ponto do medalhista de ouro, o argentino Facundo Olezza, mas empatou com o neerlandês Nicholas Heiner, e levou a prata por ter terminado em uma posição a frente do adversário. que terminou em terceiro na medal race, a frente do canadense Tom Ramshaw.

Na Nacra 17 mista, Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino de Sá também fizeram uma corrida perfeita e levaram a medal race e pularam para a terceira colocação geral. Ruggero Tita e Caterina Banti confirmaram o ouro, enquanto a embarcação norueguesa de Nicholas Fadler Martinsen e Martine Steller ficou com a prata.

Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino de Sá levaram quinta medalha da vela em Tóquio - Foto: Reprodução/Facebook


Boxe tem dia de primeira final brasileira feminina e garantia de cinco medalhas
Jucielen Romeu foi a primeira mulher brasileira a disputar uma final nesta terça-feira, na categoria até 57kg. Ela fez uma luta parelha, em que estava muito confiante da vitória, mas acabou derrotada pela norte-coreana Jo Son-hwa por 3 a 2 e levou a inédita medalha de prata para o boxe feminino, e segunda na história. A equipe brasileira chegou a ameaçar um recurso, mas não entrou no prazo previsto. 

Beatriz Ferreira também garantiu sua medalha, ao vencer Rashida Ellis por 3 a 2. pelas quartas da 60kg. A norte-americana é praticamente uma freguesa da brasileira, pois foi derrotada também no Mundial e nos Jogos Pan-Americanos de 2019. Bia volta aos ringues na quinta-feira para uma reedição da final do mundial de 2019, em que ela venceu a chinesa Wang Cong.


Logo em seguida, Wanderson Oliveira venceu Richard Colin das Ilhas Maurício, por decisão unânime dos árbitros e  também garantiu seu lugar no pódio. Ele enfrenta Jonas Jonas, da Namíbia na semifinal desta sexta-feira na categoria dos 63kg.

 Jucielen Romeu ficou chateada com prata inédita do boxe feminino em Olimpíada dos Sonhos - Foto: Wander Roberto/COB

O boxe brasileiro levou 3 medalhas em 2012 e 1 medalha em 1968 e 2016, mas já dobrou o número e vai sair de Tóquio com cinco pódios. Até agora foi uma prata, 1 final garantida e mais 3 semifinais.


Futebol segue em busca do bi sem Salah no caminho
Enquanto o Brasil já comemorava antecipadamente o bicampeonato do futebol masculino depois da derrota do Egito liderado por Mohamed Salah para El Salvador na outra semifinal, o time de Honduras, quarto colocado no Rio de Janeiro mostou que não estava para brincadeira e abriu o placar logo aos 10 minutos do jogo.

O Brasil desperdiçou várias oportunidades, incluindo um pênalti que Neymar chutou para fora aos 30 minutos do segundo tempo, quando Paulinho conseguiu achar uma brecha da defesa e empatou aos 42 minutos do segundo tempo. A prorrogação parecia certa e Neymar conseguiu se infiltrar para dar um passe certeiro a Paulinho que meteu a bola no gol hondurenho e selou a virada aos três minutos de acréscimo. 

No sábado, o Brasil busca o bicampeonato olímpico contra El Salvador, pequeno país da América Central que subirá a um pódio olímpico pela primeira vez. A vizinha Honduras busca o mesmo feito e completar um pódio 100% americano na sexta-feira na disputa do bronze contra o Egito.

Vôlei garante primeiras vagas na semi na quadra e na praia
Após o escândalo de doping que desclassificou o time russo, a equipe masculina de vôlei do Brasil assumiu a liderança do grupo e enfrentou a Venezuela nas quartas de final, passando por 3 sets a 1, com parciais de 25-20, 22-25, 25-18 e 25-17.

Na quinta-feira o Brasil enfrenta na semifinal o Japão, em busca de sua quinta final consecutiva no vôlei masculino. É a primeira vez que o time da casa chega a semifinal do masculino desde 1976, e eles não ganham medalha desde o ouro em 1972.

Na praia, as duplas brasileiras garantiram suas primeiras vagas nas semifinais. Evandro e Bruno Schmidt venceram por 2 sets a 1 a dupla tcheca Ondrej Perusic e David Schweiner, com parciais de 21-18, 20-22, 15-10 e enfrentam na semifinal a dupla número 1 do mundo Anders Mol e Christian Sørum, da Noruega.

Ana Patrícia e Rebeca passaram pela lenda tricampeã olímpica Kerri Walsh Jennings (2004, 2008, 2012), que buscava sua quinta medalha olímpica - ela foi bronze em 2016 -  ao lado de Brooke Sweat em duros sets diretos (23-21, 22-20). Elas encaram as canadenses Sarah Pavan e Melissa Humana-Paredes, atuais campeãs mundiais, pela semifinal.

Laís Nunes na briga pelo bronze nesta quarta-feira
No dia seguinte da medalha histórica do wrestling brasileiro com Aline Soares, Laís Nunes estreou na competição dos 62kg com vitórias por 9 a 1 sobre a romena Kriszta Tunde Incze. Depois, veio uma para mais dura diante de Berthe Emilienne Etane Ngolle, dos Camarões, por 7 a 5. Nas quartas de final, veio uma derrota para a atleta de Quirguistão, Aisuluu Tynybekova, por 10 a 8.

A número 1 do mundo do ranking e campeã mundial venceu a norte-coreana Rim Jong Sim em seguida, levando Lais à repescagem e garantindo-se na busca do inédito ouro olímpico para seu país, contra a vice-mundial e dona da casa Kawai Yukako.

Laís Nunes enfrenta amanhã de manhã a alemã Luisa Niemesch, campeã sub-23 em 2018, no início do caminho pelo bronze. A vencedora deste confronto define a medalha de bronze contra Rim ao fim do dia.

Handebol brasileiro garante vaga inédita na semi
Num tira-teima das quartas de final de 2016, o Brasil enfrentou a França pelas quartas de final do handebol masculino. Curiosamente o primeiro tempo terminou igualzinho no Rio, com um empate de 16 a 16. Mas em seguida, o Brasil deslanchou, com um show de José Toledo e Haniel Langaro que fizeram oito gols cada para liderar a vitória do Brasil de 24 a 21 e a vaga inédita para a semifinal onde desafia a Islândia. Do outro lado da chave, Alemanha e Espanha disputam a outra vaga na final.

Saltos Ornamentais- Ian Matos termina em 13º lugar
O brasileiro Ian Matos competiu nas semifinais do trampolim 3 metros e ficou bem perto da classificação para a final, terminando em 13º lugar.

Ian Matos em ação nas provas dos Saltos Ornamentais em Tóquio 2020 - Foto:  Foto: Wilton Junior/Estadão


Nado Artístico tem dueto brasileiro na final
Luisa Borges e Laura Micucci tiveram uma participação incrível na rotina técnica da competição de dueto e conseguiram por uma vantagem mínima de 0.2674 diante da dupla norte-americana, classificando-se para a final com a 12ª melhor nota. Amanhã, a dupla fluminense de Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes fará mais uma vez a performance da rotina livre, desta vez na briga por medalhas.

Hipismo começa competição de saltos - individual com Brasil na liderança
Marlon Zanotelli, Pedro Veniss e Luiz Francisco de Azevedo tiveram um bom desempenho no primeiro dia de competição individual. Após zerarem a primeira rodada, quase zeraram a segunda, mas Luiz cometeu um erro ao fim do percurso.  Marlon e Pedro estão entre os 10 líderes com 0 pontos e Luiz está empatado em 15º lugar com outros 9 conjuntos.


Relembre os dias anteriores:
Dia 5 do "Olimpíada dos Sonhos" - Rafael Macedo é prata, Wild derrota Djokovic e Brasil faz 8x1 na Alemanha no 5º dia
Dia 6 do "Olimpíada dos Sonhos" - Mayra Aguiar leva ouro, Rebeca Andrade vai ao pódio e Brasil garante 30 medalhas ao fim do sexto dia
Dia 7 do "Olimpíada dos Sonhos" - Domínio no surfe garante 7 ouros para o Brasil após 7º dia; Calderano e Melo/Soares levam prata e Andinho surpreende
Dia 8 do "Olimpíada dos Sonhos" - Judô fecha com prata; Lanza, Marcus Vinícius e Patrícia Freitas são bronze em 8º dia de 'quases'
Dia 9 do "Olimpíada dos Sonhos" - Rebeca Andrade, Bruno Fratus, e Núbia Soares saltam para ouro, prata e bronze no nono dia; Robert Scheidt leva sexta medalha
Dia 10 do "Olimpíada dos Sonhos" - Martine e Kahena são bicampeãs, Flavinha no pódio e Zanetti completa coleção em 10º dia


Relembre as medalhas brasileiras:

12 OUROS

25/07- Nathalie Moellhausen - Esgrima (espada feminina)
26/07- Larissa Pimenta - Judô (52kg feminino)
27/07- Pamela Rosa - Skate (street feminino)
27/07- Ícaro Miguel - Taekwondo (80kg masculino)
28/07- Mayra Aguiar - Judô (78kg feminino)
31/07- Tatiana Weston-Webb - Surfe (feminino)
31/07- Ítalo Ferreira - Surfe (masculino)
02/08- Rebeca Andrade - Ginástica Artística (salto)
03/08- Martine Grael e Kahena Kunze - Vela (49er FX feminino)
04/08- Isaquias Queiroz e Erlon Souza - Canoagem Velocidade (C-2 1.000m)
04/08- Arthur Nory - Ginástica Artística (barra fixa masculina)
04/08- Augusto Dutra - Atletismo (salto com vara masculino)

17 PRATAS

26/07- Kevin Hoefler - Skate (street masculino)
26/07- Edival ‘Netinho’ Pontes - Taekwondo (68kg masculino)
27/07- Rayssa Leal - Skate (street feminino)
27/07- Henrique Avancini - Ciclismo (mountain bike masculino)
27/07- Rafaela Silva - Judô (57kg feminino)
27/07- Marcelo Chierighini, Breno Correia, Pedro Spajari, Bruno Fratus, Marco Antonio Ferreira Junior (eliminatórias), André Luís Calvelo (eliminatórias) - Natação (4x100m livre masculino)
29/07- Rafael Macedo - Judô (90kg masculino)
30/07- Marcelo Chierighini - Natação (100m livre masculino)
30/07- Ana Sátila - Canoagem Slalom (C1 feminino)
31/07- Gabriel Medina - Surfe (masculino)
31/07- Hugo Calderano - Tênis de Mesa (individual masculino)
31/07- Bruno Soares e Marcelo Melo - Tênis (dupla masculina)
31/07- Rafael Silva - Judô (+100kg masculino)
01/08- Judô (equipes mista)
02/08- Bruno Fratus - Natação (50m livre)
04/08- Jucielen Romeu - Boxe (57kg feminina)
04/08- Flávia Saraiva - Ginástica Artística (trave feminina)

24 BRONZES

25/07- Nathália Brigida - Judô (48kg feminino)
25/07- Eric Takabatake - Judô (60kg masculino)
26/07- Daniel Cargnin - Judô (66kg masculino)
27/07- Leticia Bufoni - Skate (Street feminino)
27/07- Milena Titoneli - Taekwondo (67kg feminino)
27/07- Guilherme Toldo - Esgrima (florete masculino)
28/07- Ana Sátila - Canoagem Slalom (K1 feminino)
28/07- Ketleyn Quadros - Judô (63kg feminino)
28/07- Fernando Scheffer - Natação (200m livre)
30/07- Rebeca Andrade - Ginástica Artística (individual geral feminino)
31/07- Anderson Ezequiel- Ciclismo (BMX Racing)
31/07- Silvana Lima - Surfe (feminino) 
31/07- Maria Suelen Altheman - Judô (+78kg feminino)
01/08- Vinicius Lanza - Natação (100m borboleta)
01/08- Marcus Vinicius D'Almeida - Tiro com Arco (individual masculino)
01/08- Patrícia Freitas - Vela (RS:X)
02/08- Robert Scheidt - Vela (Laser masculino)
02/08- Núbia Soares - Atletismo (salto triplo feminino)
03/08- Aline Soares - Wrestling (76kg livre feminino)
03/08- Flávia Saraiva - Ginástica Artística (solo feminino)
03/08- Arthur Zanetti - Ginástica Artística (argolas masculinas)
04/08- Rebeca Andrade - Ginástica Artística (trave feminina)
04/08- Alison dos Santos - Atletismo (400m com barreira)
04/08- Thiago Braz - Atletismo (salto com vara masculino)

4 GARANTIDAS A ESPERA DE DEFINIÇÃO DA COR

31/07- Boxe - Keno Machado (final da categoria 81kg masculino em 05/08)
02/08- Boxe - Herbert Conceição (semifinal da categoria 75kg masculino em 05/08)
03/08- Futebol - equipe feminina (final em 06/08)
04/08- Futebol - equipe masculina (final em 07/08)

Surte +

Dia 12 do "Olimpíada dos Sonhos" - Ana Marcela é ouro, Laís Nunes e Yndiara se superam, e Fernando Reis conquista prata inédita em 12º dia
Foto: AFP / Luis ACOSTA

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