"Olimpíada dos Sonhos" - Mayra Aguiar leva ouro, Rebeca Andrade vai ao pódio e Brasil garante 30 medalhas ao fim do sexto dia - Surto Olimpico

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"Olimpíada dos Sonhos" - Mayra Aguiar leva ouro, Rebeca Andrade vai ao pódio e Brasil garante 30 medalhas ao fim do sexto dia

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Com colaboração de Wesley Felix

Vamos fazer um dia-a-dia dos Jogos Olímpicos de 2020 como se eles tivessem acontecendo agora (estamos um dia atrasado ainda). Ou seja, não tem coronavírus (ou teve, mas acabou rápido)! Mas como é para fantasiar, por que não sonhar alto? Vamos ter uma tendência declarada a pensar nos melhores resultados possíveis - e imaginários - para os brasileiros. 

Antes de mais nada, é uma brincadeira fantasiosa, mas os resultados são baseados nos verdadeiros potenciais dos atletas e em resultados alcançados em outras competições. E algumas escolhas duras tiveram que ser feitas especialmente para selecionar o “Time Brasil”! Ah e para homenagear os japoneses que estão recebendo tão bem a equipe do Surto Olímpico, os nomes japoneses serão escritos da maneira correta (sobrenome antes do nome).

Venham conosco e esperamos que tudo torne-se realidade em 2021!

Relembre os dias anteriores:

Quinta-feira, 30 de julho de 2020

Depois de dois dias sem subir ao lugar mais alto do pódio, voltamos a ouvir o hino brasileiro em Tóquio, com aquela que já pode ser chamada de melhor judoca da história do Brasil: Mayra Aguiar, que aos 28 anos e 362 dias, levou sua terceira medalha olímpica e primeira de ouro no judô. 

Ana Sátila, na Canoagem Slalom, que já havia sido bronze na terça feira, levou agora uma prata no C1, Marcelo Chierrighini levou nova prata, agora nos 100m livre - ele já havia liderado o revezamento 4x100m na segunda -, e uma das queridinhas da torcida, Rebeca Andrade encantou a todos a caminho de uma medalha histórica na prova mais importante da ginástica.

Até agora já foram conquistadas 5 medalhas de ouro, 9 de prata e 10 de bronze. Além das 24 medalhas já computadas, já alcançamos 30 medalhas em Tóquio, pois além de 1 medalha assegurada ontem no boxe, hoje o Brasil classificou 5 atletas para as finais, garantindo ao menos a prata: foram 3 no surfe, 1 no tênis e 1 no tênis de mesa - confira a lista completa de medalhas ao fim do texto.


Mayra leva susto, mas faz história no Budokan
Mayra Aguiar já havia sido a primeira atleta a conseguir duas medalhas individuais no esporte feminino e agora ela conseguiu algo maior ainda: não só tornou-se a primeira judoca brasileira de qualquer gênero a ter três medalhas, e a primeira mulher a ter 3 medalhas individuais. Sua medalha de ouro, aliada às duas de bronze e aos dois títulos mundiais permitem que possa ser consagrada como a maior judoca brasileira da história

E tudo isso conquistado quatro dias antes de completar 29 anos, sendo que ela ainda pode conquistar uma quarta medalha olímpica no sábado, na disputa por equipes.

Sua campanha rumo ao sonhado ouro, começou com um susto, ao conseguir vencer a kosovar Loriana Kuka, bronze no último Mundial, apenas no golden score, com um shido da adversária. Em seguida, um ippon na portuguesa Patricia Sampaio e em uma reedição da final do Pan de Lima 2019, vitória por um waza-ari por imobilização na cubana Kaliema Antomarchi, bronze mundial em 2017 colocaram a brasileira na semifinal.

Foi a vez de desafiar a japonesa Hamada Shori, campeã mundial em 2018 e vice em 2019. As duas se observaram bastante, mas Mayra mostrou-se muito agressiva e conseguiu um ippon, garantindo a final inédita contra a francesa Madeleine Malonga, atual campeã mundial - com uma vitória sobre Mayra na semi.

A francesa saiu na frente com um waza-ari, mas Mayra não deixou de ir para cima e tentar reverter o resultado, conseguindo um ippon sensacional a seis segundos do final da luta, comemorando muito timidamente ainda no tatame do dojô mais reverenciado do judô, o Budokkan. No pódio, a judoca se debulhou em lágrimas, antes de finalmente sorrir muito com sua terceira medalha. 

E finalmente veio a medalha da ginástica artística feminina!
Depois de Daniele Hypolito, Daiane dos Santos, Jade Barbosa e a própria Rebeca Andrade ficarem no quase, a elusiva medalha da ginástica artística feminina chegou e na prova mais importante! Rebeca Andrade foi conquistou o bronze no individual geral, após um ciclo olímpico muito conturbado por lesões e dúvidas sobre sua participação em Tóquio. 

E quis o destino que o solo garantisse a medalha histórica de Rebeca. Nas eliminatórias, a ginasta acabou dando um passo errado e saindo do tablado, ficando de fora da final no aparelho. Já no fim da tarde desta quinta-feira, ela conseguiu 15.200 no solo, a maior entre todas as ginastas no aparelho para ultrapassar a canadense Ellie Black e a belga Nina Derwael e carimbar o bronze com 57.333.  

Rebeca Andrade celebra medalha de bronze no individual geral - Foto: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br
Simone Biles liderou do início ao fim e fechou com uma dobradinha norte-americana. Ela vem com tudo na sua tentativa histórica em conquistar seis ouros na mesma Olimpíada.

Flávia Saraiva fez uma belíssima apresentação para terminar em sétimo lugar e se colocou como forte candidata aos pódios no solo e na trave. Rebeca também volta para as finais do salto, barras e trave. Pelo masculino, Arthur Zanetti disputa sua terceira medalha nas argolas, Arthur Nory busca medalha na barra fixa e no solo, que também conta com o surpreendente retorno de Diego Hypolito

Sem Caeleb Dressel, Chierighini leva segunda prata em Tóquio
Inspirado na medalha de prata do revezamento 4x100, onde Marcelo Chierighini largou para seu personal best de 47.51, o nadador brasileiro estava na raia 6, no bolo pelas medalhas, ainda mais sem a presença do grande nome da prova Caeleeb Dressel, que terminou apenas em terceiro na seletiva norte-americana. No canto da piscina, na raia 8 estava Breno Correia, esperando surpreender tal qual César Cielo na corrida ao bronze em Pequim 2008.

Havia expectativa que Dressel, maior nome dos 100m livre da atualidade, fosse incluído pela Federação Norte-Americana, mas o próprio nadador sempre fez questão de parabenizar seus colegas por o superarem na seletiva e disse que não merecia disputar a prova, focando no 50m livre e 100m borboleta, além do revezamento.

Marcelo Chierighini recebe boneco dos Chapolins presentes em Tóquio e agradece torcida - Foto: Hola News

Chierighini respondeu bem ao tiro de largada, liderando os 30 primeiros metros, para virar em segundo lugar, 0.06 atrás de Ryan Held. O norte-americano disparou e deixou quase todos os outros em uma disputa acirrada pela prata, enquanto o australiano campeão na Rio 2016 Kyle Chalmers não manteve o embalo nos mestres finais. Chierighini conseguiu se manter no bolo para fazer a prova da sua vida e bater com 47.34, ficando com a medalha de prata. 

O italiano Santo Condorelli, quarto na Rio 2016 quando ainda representava o Canadá, surpreendeu a todos na raia 1 e fechou com 47.39 para levar o bronze, a frente do norte-americano Zach Apple e Chambers, que terminou em quinto com 47.42. Breno Correia nadou pela primeira vez na casa dos 47 segundos para terminar em sétimo com 47.93.


Ana Sátila leva segunda medalha em Tóquio
O maior nome da canoagem slalom feminino chegou a Tóquio com chances nas duas provas, mas todos sabiam que sua principal chance de medalha era no C1. Quando veio o bronze no K1, então as esperanças aumentaram mais ainda e Ana Sátila não decepcionou.

Passando em quarto lugar para a final, ela melhorou seu desempenho e conseguiu descer bem na rodada final, evitando penalidades garantindo um terceiro lugar, atrás de Jessica Fox e Andrea Herzog. Porém, depois da análise de um recurso, a alemã foi desclassificada e Sátila levou a prata e Monica Doria Vilarrubla levou o bronze, a primeira medalha de Andorra na história dos Jogos Olímpicos.

Ana Sátila em piquenique com a imprensa após sua segunda medalha olímpica - Foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB
Jessica Fox, depois da decepção do quarto lugar na final da terça-feira, conquistou seu primeiro ouro olímpico. A australiana, dona de 10 títulos mundiais, sete deles em individual, havia sido prata em Londres 2012 e bronze na Rio 2016 no K1.


‘Tempestade’ terá final verde-amarela no surfe masculino e viu duelo brasileiro na semi feminina
A manhã na praia de Shida começou com uma batalha de titãs: o atual campeão Ítalo Ferreira lutou muito e conseguiu, na última onda, a virada diante do norte-americano Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo, com o placar apertado de 15.10 a 14.94. Mais tarde, ele voltou aos mares já na semifinal para desafiar o polinésio Michel Bourez, conseguindo uma vitória mais tranquila por 10.34 a 5.42 em uma tarde ruim para o rival.

Do outro lado da chave, Gabriel Medina teve que superar o surfista californiano Kanoa Igarashi, que representa o Japão, e assim como Ítalo conseguiu apenas nos últimos instantes, vencendo por 8.40 a 7.59. A tarde, teve mais dificuldade contra o atleta da Ilha da Reunião, Jéremy Florès, vencendo por placar mínimo: 10.11 a 10.09, com uma última onda de Florès deixando todos na expectativa por uma virada que não se concretizou.

Como Florès e Bourez defendem a França, o pódio do surfe masculino já está garantido, restando a dúvida de quem leva ouro, prata e bronze.

Na disputa feminina, as brasileiras começaram bem o dia e Tatiana Weston-Webb conseguiu um impressionante 8.40 para vencer a norte-americana Caroline Markspor 14.20 a 7.14. Silvana Lima teve um duelo emocionante, cheio de trocas de vantagem contra Brisa Hennessy, da Costa Rica, mas acabou vencendo por 12.99 a 12.10.

Na semifinal entre brasileiras, Tatiana liderou do início ao fim e derrotou a compatriota por 13.92 a 8.40, classificando-se para a primeira final da história do surfe nas Olimpíadas, diante da francesa Johanne Defay. Quatro vezes campeã do circuito da WSL, a havaiana Carissa Moore, representando os EUA, tentará romper o domínio brasileiro e francês na disputa do bronze contra Lima.


Duplistas garantem medalha histórica ao tênis e Thiago Wild desafia Federer
O tênis brasileiro garantiu sua primeira medalha na história dos Jogos Olímpicos, com a vitória dos mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares em dois tie-breaks apertados sobre a dupla francesa Pierre Hughes Herbert e Nicolas Mahut, com placar final de 7-6 (6) e 7-6 (10), salvando 5 set-points em cada parcial. 
Marcelo Melo e Bruno Soares em partida que garantiu a primeira  medalha brasileira no tênis - Foto: Divulgação Facebook 

A final sul-americana será diante da dupla número 1 do mundo, formada por Robert Farah e Juan Sebastián Cabal,  da Colômbia, que derrotaram os irmãos Andy e Jamie Murray por duplo 6-3. 

No individual masculino, Thiago Seyboth Wild, 35º melhor do mundo, segue em uma campanha dos sonhos e venceu com tranquilidade o francês Gilles Simon, por 6-3 e 6-2 em jogo válido pelas quartas de final. 

Na semifinal, a ser disputada amanhã, ele enfrenta o suíço Roger Federer, vencedor de 21 Grand Slams e número 3 do mundo, que salvou três match-points diante do italiano Jannik Sinner, de 18 anos, impedindo uma semifinal next-gen. Federer está embalado após seu nono título de Wimbledon no início do mês.

Wild iguala o feito de Fernando Meligeni, que alcançou a semifinal olímpica e espera superar seu quarto lugar de Atlanta 1996. Desde então, Gustavo Kuerten, em Sidney 2000, e Thomaz Bellucci, na Rio 2016, caíram nas quartas-de-final.

Nas duplas mistas, Marcelo Melo e Luisa Stefani viraram o jogo diante de Rafael Nadal e Garbiñe Muguruza, classificando-se à semi com 2-6, 6-3 e 6-4. Na semifinal eles enfrentam os canadenses Vasek Pospisil e Bianca Andreescu. No outro confronto, Kim Clijsters e David Goffin, da Bélgica, desafiam Sania Mirza e Rohan Bopanna da Índia.


Vitória histórica sobre chinês melhor do mundo garante medalha no tênis de mesa
Hugo Calderano passou a maior parte da sua carreira sofrendo diante de chineses nos momentos decisivos, mas parece ter esperado o momento certo para surpreender. Completo azarão, apesar do posto de 6 do mundo e cabeça 4, ele não se assustou diante do currículo de três ouros olímpicos e 12 títulos mundiais de Ma Long, considerado o melhor mesa-tenista da história.

Logo no primeiro set, parecia que era Calderano que havia liderado o ranking por um recorde de 64 meses e passeou por Ma com 11 a 3. Em seguida, continuou o embalo para fazer 11 a 9 antes de ver o adversário fechar o 3º e 4º set por 11-9 e 11-8.

Parecia que era um roteiro já conhecido do grande favorito demorar para engrenar e sacramentar uma virada rotineira. Mas o atleta conhecido como "thrill from brazil" conseguiu resgatar forças e surpreender o adversário novamente, voltando a liderar o placar ao vencer o quinto set por 11-6 e segurar as forças e salvar 3 set-points a partir de 8-10 para enfim vencer o jogo por 13-11. 


Com apoio da torcida, Hugo Calderano celebra final olímpica - Foto: Jonne Roriz/COB

Calderano não parecia acreditar na vitória por 4 sets a 2 e comemorou muito, assim como a torcida japonesa que foi adotando Hugo durante o torneio e terá uma final mágica. Calderano pela primeira vez terá certamente torcida contra diante do japonês, de apenas 17 anos, Harimoto Tomokazu, que venceu por 4 a 0 o nigeriano Quadri Aruna.

Ygor Coelho é top8 olímpico com virada sobre dinamarquês favorito
O badmintonista brasileiro Ygor Coelho conseguiu sua vitória mais importante da carreira ao derrotar por 2 sets a 1 sobre Anders Antonsen, número 3 do mundo. A sensação dinamarquesa de 23 anos venceu com facilidade o primeiro set por 21 a 12 e liderou boa parte do segundo set, mas Ygor não deixou o europeu avançar no placar e embalou na hora certa, vencendo por 21 a 19. No terceiro set, o carioca deslanchou e venceu por 21 a 14.

Melhor badmintonista da história do Brasil, Ygor Coelho se garante nas quartas de Tóquio - foto: Jonne Roriz/COB

Nas quartas de final, muito perto da medalha histórica para o badminton, ele enfrenta o número 12 do mundo B. Sai Praneeth, bronze no mundial da Basileia 2019, representante da Índia. De qualquer maneira, ele já conquistou a melhor campanha brasileira da história do esporte. 


Tandara e Tiffany são destaques em vitória apertada do Brasil sobre o Japão 
Depois de duas vitórias tranquilas, o Brasil conheceu seu primeiro desafio em busca do terceiro ouro no vôlei feminino justamente contra as donas da casa. O Japão, bronze em Londres 2012, venceu o primeiro set por 25-18 e liderou boa parte do segundo, até que Tiffany conseguiu uma série de bons ataques para liderar a virada do Brasil por 27-25. 

Em seguida, o time voltou a jogar bem e conseguiu vencer um terceiro set apertado por 25-22 em que esteve atrás do placar durante muito tempo, antes de voltar a ter tranquilidade e fechar em 25-17. Tandara fez 22 pontos e foi a maior pontuadora da partida. Com a vitória por 3 sets a 1, o Brasil garante sua classificação para o mata-mata e segue líder do grupo com 9 pontos.


Mais brasileiros garantem vagas em finais e batem recordes na natação
A natação brasileira não se resumiu à medalha de Marcelo Chierighini nesta quinta-feira em Tóquio. Na final dos 800m livre masculino, que abriu a manhã desta quinta-feira, Guilherme Costa terminou em sexto-lugar. O "Cachorrão" nadou para 7:45.92, novo recorde sul-americano.

Nas semifinais dos 100m livre, Larissa Oliveira e Etiene Medeiros terminaram em 12º e 13º lugar, com os tempos de 53.92 e 53.98. As duas brasileiras abaixaram da marca de 54 segundos pela primeira vez na história, batendo o antigo recorde sul-americano de Larissa Oliveira de 54..03 marcado na Maria Lenk de 2016. 

Na semifinal dos 200m medley, Caio Pumputis garantiu vaga na final com 1:57.77, sétimo melhor tempo. Leonardo Coelho Santos melhorou ainda seu personal best alcançado nas eliminatórias, mas 1:58.49 o colocou em 14º lugar. 

Já na semi dos 200m costa, Leonardo de Deus bateu seu próprio recorde sul-americano com 1:56.86, para terminar em 10º lugar. Com personal best, Nathan Bighetti nadou para 1:57.25, marcando o 14º melhor tempo no mesmo evento. 

Nas eliminatórias dos 100m borboleta, destaque para Vincius Lanza que com 51.50 conseguiu o segundo melhor tempo na prova, enquanto Iago Moussalem Amaral classificou-se também com o 15º melhor tempo, 52.00. Lanza ficou só atrás de Caeleb Dressel, que mordido por ter ficado de fora dos 100m livre, mostrou que veio para vencer todos os ouros em disputa, batendo novo recorde olímpico de 50.20.

O time brasileiro do 4x100 misto, formado por Guilherme Guido, João Gomes Júnior, Daynara de Paula e Larissa Oliveira, bateu o recorde brasileiro fazendo 3:42.68  e classificando-se com o quarto melhor tempo. Nas eliminatórias dos 200m costas, Fernanda de Goeij quebrou seu recorde brasileiro estabelecido em Lima 2019, ao nadar para 2:10.64, classificando-se com o 15º melhor tempo para as semifinais. 

Na eliminatória dos 800m livre, Viviane Jungblut bateu recorde brasileiro de mais de 10 anos que era de Joanna Maranhão para fazer 8:32.71, terminando em 12º lugar.  Apenas as oito primeiras vão direto à final.


'Bolo Cru' fica no quase e termina em 5º no judô
Na categoria meio-pesado masculina, para judocas até 100kg, Rafael Buzacarini iniciou sua campanha com vitória por ippon diante de Miklos Cirjenics e venceu seu confronto de oitavas diante de Mikita Sviryd, de Belarus.

Rafael Buzacarini em ação nos Jogos Olímpicos - Foto: Jovem Pan

Nas quartas, veio a derrota para o eventual campeão olímpico, Michael Korrel, dos Países Baixos. Na repescagem, Buzacarini conseguiu um ippon sensacional logo no início da luta diante o japonês Aaron Wolf, campeão mundial em 2017 e qualificou-se para disputar o bronze, mas levou ippon num contra-golpe do canadense Shady Elnahas. 


Com fome de bola, Bruno Caboclo volta ao time, mas não impede derrota do basquete 
Depois da derrota sofrida para a Argentina, o time brasileiro de basquete masculino entrou visivelmente desfocado na partida contra a Espanha, perdendo o primeiro quarto por 27 a 12. Aos poucos, o Brasil entrou na partida e conseguiu diminuir o marcador para 45 a 38. Mas no terceiro quarto, a vantagem voltou à casa dos três dígitos (65 a 53) e a Espanha segurou bem na linha de defesa para não deixar a vantagem reduzir-se a uma bola e venceu o jogo por 81 a 76.

O jogo marcou a volta de Bruno Caboclo ao time, após ter sido suspenso temporariamente por furando a "quarentena" imposta pelo técnico da seleção ao time para ir ao restaurante da Vila Olímpica [aqui, a quarentena não é do covid, que já não teve casos novos em Tóquio desde maio, mas só um regime de concentração!]. Vale lembrar que o jogador, destaque da NBA, já havia sido afastado por ato de indisciplina em 2017, e só voltou à seleção após uma longa negociação. Ele mostrou ter fome também de bola e foi o cestinha do time no jogo, com 20 pontos e fazendo ainda 12 rebotes.


Handebol feminino garantido nas quartas com 3ª vitória
O Brasil impôes uma postura muito ofensiva sobre a Coreia do Sul, indo ao intervalo com larga vantagem de 19 a 11. Na volta, as asiáticas jogaram melhor, mas o Brasil conseguiu segurar bem o marcador e assegurar a vitória larga por 35 a 22 e classificação para as quartas-de-final. 

Mais vitórias brasileiras no vôlei de praia
Em seu último jogo da primeira rodada, Alison e Álvaro Filho venceram Delcio Soares e Aldevino Nguvo, representantes de Moçambique, por 2 sets a 0 (21-14, 21-13), e com duas vitórias e uma derrota a dupla garantiu a classificação ao mata-mata, esperando outros resultados para ver se vão diretamente para as oitavas ou ao play-off de repescagem. A colocação final virá do confronto entre os belgas Dries Koekelkoren e Tom van Walle (BEL) e os catari Cherif Younousse–Ahmed Tijan amanhã.

Na última partida do dia, Ana Paula e Rebecca protagonizaram um jogão contra Nicole Laird e Becchara Palmer, com vitória da dupla brasileira por 2 sets a 1 (21-18, 17-21, 21-15). A dupla brasileira encerra sua participação como líderes invictas do grupo.

Três ciclistas brasileiros avançam na BMX Racing
Anderson Ezequiel, medalha de bronze no Mundial de 2018 e prata em Lima 2019, mesmo competindo doente, passou em segundo de sua bateria nas quartas-de-final.

Renato Rezende melhorou seu resultado da Rio 2016, mas terminou em 5º lugar em seu grupo ficando em 18º geral.

Na competição feminina, Priscilla Carnaval e Paola Reis classificaram-se para as quartas de final. Ambas ficaram em 4º lugar de seus grupos eliminatórios.


Primeira volta no golfe tem atuação discreta de brasileiros
Pela disputa masculina, Adilson da Silva completou o primeiro circuito em 70 tacadas, 1 abaixo do par, para empatar com outros dez golfistas na 20º colocação. com três birdies e dois bogeys. Já Luisa Altmann, no torneio feminino, disparou 81 tacadas, com um birdie e sete bogeys e dois bogeys duplos, dividindo a 50º colocação com outras três atletas. 


Brasil luta mas cai para atuais campeões olímpicos no polo aquático
Depois de duas vitórias, o Brasil conheceu sua primeira derrota na competição de pólo aquático masculino diante da Sérvia, em jogo apertado decidido apenas no último tempo, com vitória de 7 a 5 para a equipe dos Balcãs. 


Brasil vence em estreia no rugby sevens
O Brasil estreou contra Papua Nova Guiné na estreia do torneio feminino de rugby e venceu a seleção da Oceania por 36 a 12. Destaque para Isadora Cerullo, que marcou três tries, dois deles convertidos. Em seguida, as Yaras voltaram em campo à tarde para enfrentar a Grã-Bretanha com vitória das europeias por 20 a 12. 

Brasil vence Papua Nova Guiné no rugby sevens na estreia - Foto: Mike Lee - KLC para World Rugby

Amanhã, a seleção feminina volta a campo para enfrentar o Japão, em confronto que vale vaga para as quartas de final. Vale lembrar que na Rio 2016, o Brasil derrotou as agora donas-da-casa por 26 a 10 e 33 a 5, terminando em nono lugar.

Os ventos sopraram bem para o Brasil nesta quinta-feira no Porto de Enoshima e cinco embarcações brasileira estão em posição de pódio ao fim do dia na vela.
Robert Scheidt segue na trilha de sua sexta medalha olímpica, o que seria um recorde brasileiro. Em um dia com boas campanhas, ele ficou em 7º, 8º e 8º para seguir na vice-liderança da categoria laser após 12 regatas, a 9 pontos do líder, mas com apenas 10 pontos de distância ao quinto colocado.

Patrícia Freitas subiu para a segunda colocação da RS:X Feminina ao ficar em 3º nas duas primeiras regatas do dia e 20º na última, já que está está temporariamente descartada. Charline Picon, francesa campeã olímpica segue na frente, mas a polonesa Zofia Noceti-Klepack e Lilian de Geus, dos Países Baixos, estão a apenas 3 pontos da brasileira, com 12 regatas . 

Jorge Zariff venceu a primeira regata do dia, mas com um 10º e 9º lugar, ele caiu para terceiro lugar na categoria Finn ao final da nona regata, atrás do neerlandês Nicholas Heiner (filho de Roy Heiner, bronze na finn em Atlanta 1996) e do norte-americano Luke Miller.

Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino de Sá tiveram uma quinta-feira melhor que o dia anterior na Nacra 17 mista e com três chegadas entre os 8 primeiros, subiram para o sexto lugar no geral, em categoria que conta com uma impressionante e rara liderança da dupla italiana Ruggero Tita Caterina Banti, vencedores de nada mais nada menos do que todas seis regatas já disputadas, disparando na corrida do ouro.

Geison Dzioubanov e Gustavo Thiesen tiveram um dia melhor na 470 masculina e pularam para o 15º lugar após seis regatas. Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan fizeram três corridas regulares e subiram para o 12º lugar geral na 470 feminina.
Hoje Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX feminina) e Marco Grael e Gabriel Borges (49er), líderes e vice-líderes de suas categorias, respectivamente, tiveram dia de folga.


Relembre as medalhas brasileiras:

5 OUROS

25/07- Nathalie Moellhausen - Esgrima (espada feminina)
26/07- Larissa Pimenta - Judô (52kg feminino)
27/07- Pamela Rosa - Skate (Street feminino)
27/07- Ícaro Miguel - Taekwondo (80kg masculino)
28/07- Mayra Aguiar - Judô (78kg feminino)

9 PRATAS

26/07- Kevin Hoefler - Skate  (Street masculino)
26/07- Edival ‘Netinho’ Pontes - Taekwondo (68kg masculino)
27/07- Rayssa Leal - Skate (Street feminino)
27/07- Henrique Avancini - Ciclismo (Mountain Bike masculino)
27/07- Rafaela Silva - Judô (57kg feminino)
27/07- Marcelo Chierighini, Breno Correia, Pedro Spajari, Bruno Fratus, Marco Antonio Ferreira Junior (eliminatórias), André Luís Calvelo (eliminatórias) - Natação (4x100m livre masculino)
28/07- Rafael Macedo - Judô (90kg masculino)
28/07- Marcelo Chierighini - Natação (100m livre masculino)
28/07- Ana Sátila - Canoagem Slalom (C1 feminino)

9 BRONZES

25/07- Nathália Brigida - Judô (48kg feminino)
25/07- Eric Takabatake - Judô (60kg masculino)
26/07- Daniel Cargnin - Judô (66kg masculino)
27/07- Leticia Bufoni - Skate (Street feminino)
27/07- Milena Titoneli - Taekwondo (67kg feminino)
27/07- Guilherme Toldo - Esgrima (florete masculino)
28/07- Ana Sátila - Canoagem Slalom (K1 feminino)
28/07- Ketleyn Quadros - Judô (63kg feminino)
28/07- Fernando Scheffer - Natação (200m livre)
28/07- Rebeca Andrade - Ginástica Artística (individual geral feminino)

GARANTIDAS A ESPERA DE DEFINIÇÃO DA COR

29/07- Boxe - Jucielen Romeu (semifinal da categoria 57kg feminina em 01/08)
30/07- Surfe - Gabriel Medina (final masculina em 31/07)
30/07- Surfe - Ítalo Ferreira (final masculina em 31/07)
30/07- Surfe - Tatiana Weston-Webb (final feminina em 31/07)
30/07- Tênis - Bruno Soares e Marcelo Melo (dupla masculina em 31/07)

Foto no topo: Judo Inside

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