Guia do Masters 2021: o que está em jogo, quem é favorito e quem pode surpreender - Surto Olímpico

Anúncio

Anúncio
Se inscreva em nosso canal!

Guia do Masters 2021: o que está em jogo, quem é favorito e quem pode surpreender

Compartilhe

Disputado no Augusta National Golf Club, o Masters Tournament é um dos torneios mais tradicionais do golfe, sendo um dos quatro Majors do circuito masculino. Ao longo de seus 87 anos de história, 83 edições foram organizadas, já que durante a Segunda Guerra Mundial, o evento sofreu um hiato de quatro anos. 

O Masters vive uma situação peculiar. Por causa da pandemia de coronavírus, esta será a segunda edição do torneio em apenas cinco meses. Em 2020, o campeonato vencido pelo atual número 1 do mundo, o estadunidense Dustin Johnson, foi disputado apenas em novembro. 

Maior campeão do Masters entre os golfistas em atividade, Tiger Woods, dono de cinco títulos, não disputará o evento neste ano, devido seu grave acidente de carro sofrido em 23 de fevereiro. O atleta sofreu múltiplas lesões, passou por cirurgias e já está em casa se recuperando. No entanto, seu retorno aos campos não tem uma data prevista. 

Mas afinal de contas, o que está em jogo na edição 2021 do Masters, que ocorre entre os dias 8 e 11 de abril? Quem pode ficar com a tradicional jaqueta verde? Confira neste Guia especial do Surto Olímpico. 

Quem é o ‘favoritaço’? 

É difícil não apontar Dustin Johnson como o favorito ao título no Masters 2021. Além de ser o líder do ranking e atual campeão, com direito a recorde de menor número de tacadas para o título (268), o golfista estadunidense conquistou cinco troféus desde a retomada do circuito mundial, em junho do ano passado, após meses de paralisação devido à pandemia. 

Além do Saudi International, vencido neste ano, Johnson ergueu os troféus do Travelers Championship, The Northern Trust, Tour Championship (e consequentemente a FedEx Cup) e o Masters 2020. 

Porém, nem tudo são flores para Johnson. O atleta, que já confirmou que não disputará os Jogos Olímpicos de Tóquio, não teve bons resultados nos últimos eventos do PGA Tour. De quebra, a própria história do Masters joga contra o número 1 do mundo. A última defesa de título ocorreu em 2002, quanto o então campeão, Tiger Woods, alcançou o segundo título consecutivo. 

Johnson é o favorito ao título de acordo com as casas de apostas, que colocam 10% de chance para o estadunidense, a maior porcentagem entre os 88 atletas que deverão entrar em campo neste ano. 

Podem ganhar o título 

Bryson DeChambeau. Foto: Charles Krupa/AP Photo


Bryson DeChambeau: Atual campeão do US Open, ele é outro caso de golfista que evoluiu bastante após a paralisação do circuito. Foram três títulos desde então, incluindo o Arnold Palmer Invitational deste ano, quando reverteu uma situação desfavorável e passou o inglês Lee Westwood para ficar com o caneco. 

Atual número 5 do mundo, DeChambeau estaria qualificado aos Jogos Olímpicos de Tóquio, caso o ranking olímpico fosse encerrado nesta semana. Mas ele é seguido de perto por outros sete compatriotas, que devem esquentar de vez a disputa pela vaga na Olimpíada até o dia 21 de junho, data que de fato será fechada a classificação. 


Justin Thomas: Número 1 do mundo por apenas uma semana em 2020, o golfista estadunidense poderá alcançar novamente a posição de honra, principalmente se vencer o Masters. Em oito anos como profissional, Thomas conquistou um título de Major, o PGA Championship de 2017, quando venceu com duas tacadas de vantagem. 

Thomas está em boa fase, principalmente após vencer o The Players Championship, há quase um mês. A última vez que esteve fora do top-5 do ranking mundial foi em 20 de outubro de 2019. Só ele pode tirar Johnson do topo da classificação da OWGR. 

Jon Rahm: Dono de 12 títulos na carreira e ex-número 1 do mundo (por quatro semanas), o golfista espanhol ainda busca seu primeiro título de Major. Sua melhor colocação no Masters foi o 4º lugar obtido em 2018. 

Além disso, Rahm pode voltar a dar um título de Major para seu país. O último golfista da Espanha a erguer um caneco de tal importância foi Sergio Garcia, exatamente no Masters, na edição 2017. Uma boa atuação neste final de semana poderá devolver a segunda colocação do ranking mundial da modalidade. 

Podem surpreender 

Brooks Koepka. Foto: Allen Eyestone/The Palm Beach Post 


Brooks Koepka: Empilhando troféus de Majors desde 2017, o golfista nascido na Flórida não ganhou nenhum dos quatro torneios mais importantes no conturbado 2020, quebrando sua sequência de três anos seguidos vencendo eventos deste nível. 

Em 2019, Koepka bateu na trave e ficou muito perto da conquista do título do Masters, quando perdeu para Tiger Woods e acabou ficando com o vice-campeonato, empatado com Johnson e Xander Schauffele. Ele busca em 2021, seu quinto título de Major na carreira. 

Rory McIlroy: Quatro títulos de Major, 106 semanas como número 1, capa de jogos eletrônicos e possivelmente, atleta olímpico da Irlanda na Olimpíada de Tóquio . McIlroy tem uma carreira fantástica e cheia de glórias. Mas ainda falta uma coisa: o título do Masters

Em baixa, o norte-irlandês tentará seu primeiro título em Augusta. O melhor desempenho foi alcançado em 2015, quando ficou em quarto lugar. Vivendo uma das ‘piores’ fases da carreira, McIlroy deixou o top-10 do ranking mundial pela primeira vez após três anos e agora ocupa a 12ª posição. 

Com um possível título, McIlroy poderá voltar ao top-5 da OWGR. 

Foto: Curtis Compton/Atlanta Journal 

Nenhum comentário:

Postar um comentário