Surto de Vôlei: História dourada de Sheilla não pode ser motivo de convocação para seleção brasileira - Surto Olímpico

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Surto de Vôlei: História dourada de Sheilla não pode ser motivo de convocação para seleção brasileira

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Na Coluna Surto de Vôlei, Sheilla atacando bola na Rio-2016

Sheilla Tavares de Castro Blassioli, a Sheilla - para o torcedor brasileiro - ou Sheillinha, para os mais íntimos. É impossível não conhecer e reconhecer Sheilla Castro. Quando falamos de vôlei brasileiro logo o nome de Sheilla é o primeiro a ser lembrado. O fácil reconhecimento é porque trata-se de uma das maiores de todos os tempos para o mundo esportivo. 


Não precisa, mas faço questão de dizer que Sheilla tem mais de 10 títulos com a seleção brasileira, incluindo o bicampeonato olímpico em Pequim-2008 e Londres-2012. Isso sem contar as atuações e títulos por clubes como São Caetano, Osasco, Rio de Janeiro, Minas, Pesaro (ITA) e Vakifbank (TUR). 


E o que falar de Sheilla nas quartas de final de Londres-2012 na memorável partida do Brasil diante da Rússia?! Eu diria que ela teve a melhor atuação de uma brasileira em uma partida olímpica, com incríveis 27 pontos naquela virada histórica. Sheilla é sinônimo de seleção brasileira, por tudo que ela fez e prestou com a bandeira estampada no peito.


Mas, aos 37 anos, Sheilla tem capacidade física e técnica de seguir na seleção brasileira? A resposta é NÃO! A idade pouco importa e não é isso o que pautamos. Aliás, Carol Gattaz que o diga, aos 39 e jogando um bolão digno de ser cotada a vestir a amarelinha em Tóquio-2020.


Para chegarmos aos motivos eu volto no tempo, mais precisamente para 2019. Em uma entrevista para o Web Vôlei, Sheilla disse que "faltava comprometimento com a geração mais nova", afirmando que as jovens atletas tinham que dar valor e amor ao lugar que estavam. Mas será mesmo que atletas que normalmente servem a seleção brasileira desde os 13 anos, não dão valor aos ensinamentos e evolução no voleibol que têm durante tanto tempo vivendo em Saquarema? 


Há uns três anos atrás, em uma conversa com uma atleta que durante anos representou o Brasil nas seleções de base, eu falava sobre a falta de renovação da seleção brasileira feminina. A atleta me dizia que o desânimo de algumas meninas jovens em relação a vestir a camisa do Brasil era grande.

 

Sheila em ação na liga americana - Foto: Athletes Unlimited

Mas por que, se há tanto tempos o vôlei e a nossa seleção era orgulho nacional pelo mundo, eu pensava. A resposta era simples: as preferências pelas convocadas eram sempre as mesmas, fazendo com que o brilho daquelas meninas em chegar à seleção brasileira adulta ficasse ultrapassado. 


Não é difícil ouvir relatos de atletas mais experientes quererem mandar e dar "carteiradas" em relação às mais novas. Essa pressão imposta indiretamente sob as jovens jogadoras, como uma espécie de sombra das veteranas, é traduzido totalmente de forma negativa para a evolução do vôlei brasileiro. Poucas são referências de verdade nesse quesito, não colocando o ego à frente e pensando realmente em crescer o voleibol nacional e passar o bastão para outras atletas.


Outro motivo é que Sheilla foi jogar na recém criada liga profissional americana, a Athletes Unlimited Volleyball, com um nível de exigência bem menor que uma Superliga brasileira, por exemplo. Físico e tecnicamente, ela não é a mesma jogadora do auge de seu bicampeonato olímpico, estando atrás de pelo menos cinco opostas brasileiras nesse quesito.


Em relação a quem fez a convocação de Sheila Castro nesta sexta (16), Zé Roberto Guimarães é o cara que dá espaço para Kisy e Lorrayna, duas jovens opostas, brilharem no São Paulo/Barueri - time que tem essa filosofia de abraçar jovens talentos -, e mesmo assim continua com um pensamento arcaico de sempre tentar trazer atletas de ciclos anteriores em suas convocações na seleção brasileira. Simplesmente por nome e pela história que construiu. É no mínimo contraditório. Até quando Saquarema será baseado em preferências e jeitinhos?


Não é por aí, há páginas em branco prontas para serem preenchidas por outras histórias, outros personagens. A vitoriosa história de Sheilla na seleção já se encerrou, ou pelo menos deveria ter sido encerrada. O passado dourado e de glórias não pode ser justificativa para vestir a camisa brasileira. A presença de Sheilla na seleção é um desrespeito a sua própria história.


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Foto em destaque: Divulgação/FIVB

20 comentários:

  1. A manchete dizendo que a convocação de Sheilla é um desrespeito à sua história no vôlei brasileiro, diz quase tudo, porque é um desrespeito à atleta Pri Daroit, que fez uma excepcional Superliga.

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    1. Não só a Pri Daroit muitas outras atletas novas incríveis José Roberto está precisando ser substituído também chega de Mimi...

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  2. Além de nome a Sheila joga muito e pode sim ajudar a seleção em Tóquio é Pri Daroid é ponteira é não oposta.

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  3. Texto sem fundamento algum. Após 2016 milhares de jogadoras tiveram oportunidades e demonstraram que não são capazes de ganhar nem de um pífio time da Colômbia.

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  4. Por esta e por outras torcerei para o Brasil perder, apesar de amar o Brasil e o Volei, mas amo tb a justiça e as coisas corretas, acho que no momento outras opostos estariam na frente da Sheila, a primeira seria a Bruna, esta sim deveria estar na seleção. E no masculino, o Renan Buiati, deveria estar. Torcendo contra...

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  5. Sheila e fantástica merece MT

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  6. FALTA DE RESPEITO É ESSE PÔSTER. QUEM DISSE QUE A SHEYLA NÃO ESTÁ EM BOA FORMA FÍSICA OU TÉCNICA? FRANCAMENTE!

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  7. Concordo plenamente c a matéria

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  8. Convocar não significa estar na Olimpíada. Muito cuidado e respeito com o que se fala de alguém, afinal, assim como você tem o seu trabalho, é o trabalho da atleta que você está colocando em dúvidas. Se foi convocada por uma comissão técnica que tem a capacidade de conhecimento do esporte para fazer tal convocação, deve ser respeitada, assim como todas que lá estão. E, concordo que na hora que o bicho pega na quadra, são as mais experientes que assumem o grupo, pra quem acompanhou realmente as finais da superliga tá aí o exemplo, Thaisa e Carol puxando o Minas e Fê Garay puxando o praia. Cadê as novinhas pra resolver?

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  9. Tá na hora de Zé Roberto pedir pra sair, fazer que nem o Bernardinho que saiu na hora certa, viu que era o melhor pra ele e pra seleção. Thayssa era outra que ele convocaria, se não fosse a própria sinalização da mesma em dizer que está aposentada da seleção apesar de saber que ainda poderia contribuir, mas de forma inteligente recusou na hora certa. Tudo tem seu tempo de começar e de terminar, acho que chegou a hora do Zé Roberto sair, vai ser bom pra ele e bom pro Brasil.

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  10. Reportagem perfeita, isso verdadeiramente é um surto no voley brasileiro. Thayssa, Sheila, Jaqueline, são jogadoras que jamais esqueceremos e posso até arriscar dizer que dificilmente vamos ter um time bicampeão olímpico como o delas. Mas hoje pelo peso da idade não conseguiriam mais imprimir um ritimo forte de treino.

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  11. Matéria carregada de recalque e pífia. Brasil de fake news e mídias de falta de respeito e baixo serviço social. Esta, no mínimo, desrespeitosa! Quer fazer torcida pra alguém que se faça, mas em detrimento disso rebaixar alguém como Sheila,taxala como indevida a Seleção por parir (ter ficado afastada) e ter 37 anos é no mínimo uma visão tola. Aff!

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  12. Opinião cada um tem uma. Isso é democracia. Quem decide é o técnico. Isso é lei. E ainda bem que é assim ! E ponto final !

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  13. O torcedor é passional, isto é um fato, mas ainda assim me espanta a dificuldade das pessoas de interpretar uma simples convocação. Vamos aos fatos do texto, do qual eu discordo quase que integralmente do conteúdo.

    - A seleção feminina não teve uma renovação satisfatória. As jogadoras que surgiram não estão no mesmo nível das anteriores que levaram o ouro em Pequim e Londres. Há uma perspectiva de melhora para a próxima geração, segundo os treinadores que trabalham no Brasil.

    - Não sei se essa história de que a seleção feminina é um ambiente hostil à novas convocadas é verdadeira, mas se realmente for verdade, isso não deveria ser motivo de desânimo das mais jovens e sim motivação, para tentar buscar seu espaço. Isso talvez ilustre a fraquesa desta geração, pois as grandes seleções de todos os esportes sempre foram marcadas por jogadores com personalidades fortes. É assim que deve ser, e os jovens que tem personalidade acabam ganhando seu espaço, como a Thaísa conquistou o seu em 2008 e Adenízia em 2012, entre outros casos.

    - Esta convocação realizada pelo Zé Roberto é uma convocação para teste e avaliação das condições das jogadoras antes das Olimpíadas, simples assim. Será um período para provarem que estão prontas para os jogos, e o Zé irá cortar quem não estiver (seguindo os critérios dele, de um treinador tricampeão olímpico). E certamente não terá dificuldade de deixar de fora uma jogadora consagrada como a Sheilla se perceber que não está no nível das demais, como fez com a Mari em 2012, Venturini em 2008.

    - Uma jogadora do nível técnico da Sheilla DEVE ser testada até o último momento, pois caso ela recupere sua melhor forma; tem uma bagagem e um "teto" bem acima das demais jogadoras da posição.

    - Aos que estão comentando besteiras aqui: Pri Daroit é PONTEIRA, e não está no mesmo patamar técnico de Gabi, Nathalia e Fernanda Garay (ÓBVIAMENTE).

    - Na minha opinião, a Bruna Honório poderia ser observada de perto também antes dos jogos.

    Dito isso, boa sorte à seleção, Zé e a Sheilla. Se ela estiver bem será de muita utilidade para a seleção, com sua bagagem e respeito que as adversárias tem por ela.

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  14. No vôlei é que nem no futebol: Nome não ganha jogo. Se liga!!!

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  15. Já era tempo do ZRG ter saído. Paneleiro e cheio de preferências injustificáveis. Foi multicampeão? Sim. Tem feito trabalhos bons nas últimas temporadas? não. Incentiva a renovação da seleção? Não. Deixa as melhores do momento atuarem? De modo algum. Então para que continuar um trabalho fadado ao fracasso? Fora antes que seja tarde.

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  16. Excelente matéria! É uma grande análise à situação no nosso voleibol hoje: jogadoras mais novas enfrentando problemas psicológicos por conta de falta de acolhimento e frustração. Precisamos renovar e respeitar a base. Essas jogadores dão suas vidas desde cedo, perdem a infância em função da seleção brasileira. A renovação é preciso assim como também as atletas veteranas devem entender o momento do adeus para dar lugar à próxima geração.

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  17. Nos Jogos Pan-Americanos de 2019, no qual o Brasil perdeu 2 vezes pra Argentina e 1 pra Colômbia, aí é que TODOS nós vimos o quanto Sheila faz falta sim à seleção, e muita falta! As opostas novatas tiveram sua oportunidade e não corresponderam, nenhuma delas é melhor que Sheila. Para Tóquio tem que ser Tandara e Sheila de opostas. Além disso, na Liga Americana, as capitãs Jordan Larson e Bethania De La Cruz ficavam disputando a Sheila no draft para ser a oposta de seus times. E Zé Roberto é TRICAMPEÃO OLÍMPICO, ele deve entender mais da Sheila e de vôlei do que quem escreveu esse texto aí de cima!!!

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