CEO de Tóquio-2020 admite que Olimpíada pode ter público limitado - Surto Olimpico

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CEO de Tóquio-2020 admite que Olimpíada pode ter público limitado

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O chefe-executivo do Comitê Organizador de Tóquio-2020, Toshiro Muto, disse que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do ano que vem poderão ser realizados com limitações na quantidade de espectadores, mas descartou a possibilidade de um megaevento sem público. Ele também garantiu que os organizadores estão empenhados em organizar os Jogos conforme o planejado, em 2021.

"Todos devem se concentrar em realizar o evento no próximo ano - estamos na mesma página", disse Muto em entrevista à BBC. "Discutimos isso com o senhor Bach e ele está dizendo que não é apropriado pensar em cancelar ou adiar novamente", completou o japonês, se referindo à conversas entre os organizadores locais e o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Cabe ressaltar que os Jogos Olímpicos de Tóquio estão programados para 23 de julho de 2021 a 8 de agosto de 2021, depois de terem sido adiados em um ano por conta da pandemia do coronavírus. Ainda há incertezas quanto à plena realização do evento, já que temores permanecem sobre a possibilidade de a crise sanitária permanecer até o ano que vem e frustar os planos dos organizadores.

Muto já havia dito, em uma entrevista em maio, que os Jogos Olímpicos não serão "convencionais", como estamos acostumados a ver, tendo que passar por muitas mudanças para poder ocorrer no meio da crise. Até por isso, o lema dos organizadores tem sido "simplificar e reduzir", buscando diversas alternativas para a realização segura do megaevento, bem como para aliviar os impactos financeiros causados pelo adiamento de um ano.

No entanto, Muto garantiu que uma Olimpíada com portões fechados não é uma dessas propostas para se ter uma Olimpíada segura. O CEO admitiu que Thomas Bach é totalmente contra essa possibilidade. “O Sr. Bach não está procurando esse cenário. Ele pode estar pensando em um número limitado de espectadores com total consideração do distanciamento social", afirmou.

Ainda falando sobre as incertezas acerca da organização do megaevento, Muto também disse que os Jogos não necessariamente dependerão de uma vacina para serem celebrados. "Se uma vacina estiver pronta, isso será um benefício, mas não estamos dizendo que não podemos realizar o evento sem ela. Não é uma pré-condição", disse ele.

“Precisamos construir um ambiente em que as pessoas se sintam seguras. Atletas e a família do COI podem precisar de testes antes/depois de entrar no Japão e (precisamos de) fortes sistemas de saúde em torno de planos de acomodação e transporte", completou, citando como exemplo um decreto do governo japonês em vigor que proíbe a entrada de viajantes de 146 países em seu território

Como alternativas para contornar tais restrições e pensando em simplificar os Jogos, Muto citou a redução do número de funcionários e delegações individuais e a simplificação das cerimônias de abertura e de encerramento como alternativas viáveis. Por outro lado, ele disse não haver planos oficiais para reduzir os eventos olímpicos ou a quantidade de atletas.

"Se conseguirmos ter sucesso, Tóquio 2020 deixará um legado como o primeiro grande evento internacional realizado após a pandemia", disse. "Será um novo capítulo das Olimpíadas e será lembrado como a primeira Olimpíada realizada durante a crise dos coronavírus. Esse é o nosso forte desejo", finalizou.


Foto: AP Photo/Jae C. Hong

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