Governadora de Tóquio diz que conter expansão do vírus na capital japonesa é "pré-requisito" para realizar a Olimpíada - Surto Olimpico

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Governadora de Tóquio diz que conter expansão do vírus na capital japonesa é "pré-requisito" para realizar a Olimpíada

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Em meio à incertezas se os Jogos Olímpicos serão realizados ou não no próximo ano, Tóquio, a cidade-sede, vive uma preocupação com uma segunda onda de infecções pelo coronavírus. Para a governadora da prefeitura, Yuriko Koike, conter a disseminação do vírus na capital japonesa é a primeira etapa rumo ao sucesso da celebração do megaevento.

"A contenção do novo coronavírus na capital é um pré-requisito (para sediar o evento)", disse ela, em entrevista à agência japonesa Kyodo News, nesta quarta-feira. "Precisamos levar em consideração situações em cada país, mas tomaremos medidas constantemente aqui".

Tóquio registrou 250 casos nesta quarta-feira, chegando a uma soma de 11.861 infectados. Cerca da metade desse total foi registrada somente neste mês. A situação no país também começa a preocupar. Ainda nesta quarta, o Japão confirmou mais de mil casos em um único dia pela primeira vez, chegando a 34 mil registros, com 221 notificações vindas de Osaka, e 167 de Aichi.

Koike ainda admitiu estar mantendo conversas com o Comitê Olímpico Internacional (COI), com o Comitê Organizador de Tóquio-2020 e com o governo central japonês, propondo novas ideias para reduzir e simplificar os Jogos, tornando-os flexíveis para o coronavírus, a fim de evitar um cancelamento.

Segundo a governadora, o maior desafio para o Japão na organização do evento será receber atletas, torcedores e dirigentes, vindos de mais de 200 países, de forma segura. Por conta da pandemia, o país possui uma proibição de viagens imposta a 146 países no momento, incluindo o Brasil e os Estados Unidos.

Quanto a este ponto, vale lembrar que o governo central japonês já informou estar estudando a possibilidade de relaxar as restrições de viagens para o ano que vem, criando um esquema especial para facilitar a entrada no território local de todos os envolvidos. Esta é uma opção para caso ainda não haja uma vacina disponível contra o coronavírus e não seja possível abrir 100% as fronteiras.


Fotos: Kim Kyung Hoom/REUTERS

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