Brasil, 100 anos olímpicos - Rio 2016 - Surto Olimpico

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Brasil, 100 anos olímpicos - Rio 2016

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Pela primeira vez os Jogos Olímpicos rumaram para a América do Sul e desembarcaram no Brasil, 96 anos depois da primeira participação olímpica do nosso país. Com um aporte nunca antes visto e apesar dos atrasos típicos - além do tradicional desvio de verbas - de qualquer planejamento de grandes eventos no Brasil, a Olimpíada foi realizada e foi um grande sucesso de público e entre os atletas.

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A delegação brasileira foi a maior da história, pois por ser país-sede ganhou vagas em diversos esportes que nunca tinha conseguido se classificar antes. Mesmo que a previsão de ficar entre as dez melhores nações no quadro de medalhas tenha falhado, o Brasil fez a melhor campanha da história, com recorde de ouros e de medalhas.

Um dos ouros mais desejados por muitos anos era o do futebol brasileiro. A seleção masculina, comandada por Neymar, que abdicou da Copa América realizada meses antes para se dedicar aos Jogos Olímpicos, conseguiu o ouro após um início abaixo do esperado, com empates com África do Sul e Iraque. Mas após a vitória contra a seleção da Dinamarca, a seleção deslanchou e engatou uma sequência de vitórias até a final, com a Alemanha, seleção que mesmo sendo sub23, dava arrepios por conta do 7 a 1 imposto aos Brasileiros na semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Foto:Jonne Roriz/Exemplus/COB
Após o empate de 1 a 1 no tempo normal - gol de falta de Neymar para o Brasil e Meyer para os alemães -, tivemos progocação e disputa de pênaltis. Com o goleiro Weverton sendo o herói, defendendo a cobrança de Petersen e com Neymar fechando a disputa concluindo sua penalidade, o Brasil conseguiu o inédito ouro olímpico. Esse foi o primeiro torneio sem ter a chancela de data Fifa desde 1992 – ou seja, os clubes não eram mais obrigados a ceder jogadores - e por isso, a disputa ficou um pouco esvaziada. Mas isso não foi um empecilho na comemoração brasileira do inédito ouro.


Foto: Washington Alves/Exemplus/COB

Outro ouro inédito veio com o boxeador Róbson Conceição. O baiano fez um campeonato excepcional no peso leve, com direito a nocaute técnico na primeira luta.  Na final, uma vitória tranquila em cima de Sofiane Oumiha (FRA) para escrever seu nome na história. Detalhe: o brasileiro não perdeu um round sequer na decisão dos juízes. Incontestável.

Mas talvez o ouro mais surpreendente de todos conquistado veio no salto com vara masculino. Thiago Braz, jovem e ainda sem resultados relevantes em outras competições internacionais, foi crescendo durante a prova e quando o mundo reparou, ele estava disputando o ouro contra o grande favorito Renaud Lavillenie (FRA).

Foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB

Com o apoio da torcida, que incentivava o brasileiro e vaiava o francês, Thiago Braz atingiu a incrível marca de 6,03m, novo recorde olímpico da prova e 10 centímetros a mais da sua melhor marca da carreira até então. Lavillenie ainda tentou bater 6,08m, mas falhou e a medalha de ouro veio para Thiago, com o estádio vindo abaixo. Após a prova, o francês fez sérias críticas a atuação da torcida brasileira na prova e na cerimônia de medalha, foi muito vaiado, se tornando o vilão dos Jogos Olímpicos para muitos brasileiros.

Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB

As velejadoras Martine Grael/Kahena Kunze tiveram uma medalha de ouro emocionante. Na regata da medalha, a disputa do ouro na classe 49er FX estava entre o barco brasileiro e o da nova Zelândia, de Alex Maloney e Moley Meech. Quem chegasse primeiro levaria o ouro e os dois barcos disputaram metro a metro nas águas da Baía de Guanabara pela vitória. No fim, Martine e Kahena conseguiram chegar na frente e conquistaram a primeira medalha de ouro olímpica da vela feminina do Brasil.

Foto: Marcelo Pereira/Exemplus/COB

Já o ouro da dupla Alisson e Bruno Schimidt foi com uma boa dose de sofrimento, pois a dupla brasileira não dominou o campeonato, tendo vitórias difíceis por 2 sets a 1 contra Dallhauser/Lucena (USA) nas quartas de final e Brower/Meeuwsen (NED) na semi. Na final, contra Lupo e Nicolai (ITA), debaixo de chuva e com a partida começando meia noite, o ouro olímpico veio com uma vitória por 2 sets a 0 (21-19 e 21/17), com os dois se igualando a Ricardo e Emanuel como as únicas duplas campeãs olímpicas brasileiras entre os homens.


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A judoca Rafaela Silva levou o primeiro ouro do Brasil nos Jogos do Rio. E esse ouro, ganho em cima de Dorjsürengiin Sumiyaa (MGL), teve um significado especial para atleta por dois motivos:  estava competindo em casa - nascida no Rio de Janeiro, na comunidade da Cidade de Deus -, e pelo história de ataques racistas sofridos após sua eliminação precoce em Londres-12. Sua emoção após receber o ouro foi um momento especial do Brasil nas olimpíadas. Detalhe: ela venceu todas as suas lutas por Wa-zari.

Além do ouro de Rafaela, o judô brasileiro conquistou mais dois bronzes, com Mayra Aguiar, na categoria até 78kg, superando Yalennis Castillo (CUB), e Rafael Silva ‘Baby’, na categoria acima de 100kg, vencendo Abdullo Tangriev (UZB). Foi a segunda medalha olímpica dos dois, a segunda de bronze.

E quando a seleção de vôlei masculino estava menos cotada para o ouro, o tri olímpico veio. Após uma primeira fase claudicante, com o Brasil definindo a vaga na próxima fase em um jogo dramático de vida ou morte contra a França, na última rodada da fase inicial, vimos a equipe comandada por Bernardinho deslanchar com grandes atuações de Lipe e Lucarelli contra Argentina e Rússia, nas quartas de final e semifinal, respectivamente.

Foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB

Na final, o Brasil encarou a Itália, que esperava por uma revanche de Atenas 2004. Para a nossa alegria, ela não veio. Brasil venceu por 3 sets a 0 (25–22, 28–26, 26–24) e o vôlei masculino conquistou o tricampeonato olímpico para o Brasil. Bernardinho se despediu da seleção após 15 anos e quatro finais olímpicas – com duas vitórias e duas derrotas. O líbero Serginho, presente em todas as finais citadas, fez história se tornando o maior medalhista brasileiro em esportes coletivos com dois ouros e duas pratas.

Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB

Felipe Wu quebrou um longo jejum no tiro esportivo. Dono da primeira medalha olímpica do Brasil nos jogos do Rio de Janeiro, Wu perdeu o ouro no último tiro na pistola de ar 10m, mas sua prata fez história como a primeira medalha do Brasil no tiro esportivo desde Guilherme Paraense em Antuérpia em 1920. E por 0.4 ela não foi de ouro, graças ao tiro 'mágico' do Hoang Xuan Vihn (VIE) em sua última tentativa.

Mas se teve uma medalha redentora nos Jogos do Rio de Janeiro, foi para as mãos de Diego Hypolito. Sem o favoritismo de outrora, Diego pintou na final do solo e com a queda do grande favorito ao ouro Kenzo Shirai (JPN), viu a competição pelo pódio ficar aberta. Dessa vez, com uma apresentação sólida e sem nenhuma queda, ele espantou os fantasmas de Olimpíadas anteriores e conquistou a medalha de prata no solo. Sua frase “Caí de bunda em Pequim, caí de cara em Londres e agora caio de pé para a medalha olímpica” foi uma das grandes frases dessa Olimpíada.

Foto: Flávio Florido/ Exemplus/COB

Nessa mesma final, Arthur Nory, que também não era muito cotado no pódio, fez uma grande apresentação, surpreendeu e ficou com o bronze, com uma dobradinha brasileira no pódio. Essa foi a primeira vez que tivemos dois brasileiros em pódio de uma prova individual (antes só no vôlei de praia conseguimos 'pódios duplos')

A terceira medalha da ginástica brasileira veio com Arthur Zanetti nas argolas. Ele manteve sua regularidade impressionante do ciclo, mas na final não conseguiu superar o favorito Elefheterios Petrounias (GRE), que ficou com o ouro  com a nota de 16.000. O brasileiro acabou com a prata, com 15.766. Zanetti se tornou o primeiro brasileiro a ter duas medalhas olímpicas na ginástica.

Quem brilhou mesmo com quantidade de medalhas foi o canoísta Isaquias Queiroz. Foram logo três, se tornando o brasileiro com mais medalhas em uma só edição de Olimpíadas e de quebra conquistando as primeiras medalhas da canoagem velocidade brasileira nos Jogos.

Foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB

Ele foi prata na C1 1000m, atrás do multicampeão Sebastian Brendel (GER). Isaquias também foi prata ao lado de Erlon Souza no C2 1000m, mais uma vez com o baiano sendo derrotado por Brendel, que remou ao lado de Jan Vandrey (GER). os brasileiros ficaram a menos de 1 segundo dos alemães. No C1 200m, Isaquias foi bronze praticamente no photo-finnish, já que os quatro primeiros chegaram com uma diferença entre 0s370 entre si.

Ágatha e Bárbara não eram consideradas a principal dupla do vôlei de praia do Brasil antes dos Jogos, mas foram crescendo na competição, até chegarem à dupla favorita Walsh/Ross (USA) e conseguirem uma vitória espetacular por 2 sets a 0 para se garantirem na final. Detalhe: Essa foi a primeira derrota da tricampeã olímpica Walsh em Jogos Olímpicos! Mas na disputa pelo ouro, a dupla brasileira não foi párea para Ludwig/Walkenhorst (GER), perdendo por 2 sets a 0  (18-21, 14-21) e ficando com a prata.

Foto: Marcelo Pereira/Exemplus/COB

Na maratona aquática veio a tão esperada medalha. Mas ela demorou e só veio um pouco depois do fim da prova. Poliana Okimoto terminou em quarto lugar, mas nem teve tempo de lamentar o revés, pois Aurelie Muller (FRA) foi investigada por ter se apoiado em Rachele Bruni (ITA) para poder bater primeiro e ficar com a prata. O movimento da francesa foi considerado ilegal e ela foi desqualificada, fazendo Poliana subir para a medalha de bronze e se tornar a primeira brasileira medalhista em um esporte aquático.  Foi uma redenção para a brasileira, que em Londres acabou abandonando a prova por conta de um quadro de hipotermia.

Maicon Andrade foi responsável pela medalha mais inesperada dos Jogos, no taekwondo, na categoria acima de 80kg. Ele perdeu nas quartas de final para Abdoul Issofor (NGR), mas como o atleta do Níger chegou até a final, Maicon pôde disputar a repescagem e a medalha de bronze contra Mahama Cho (GBR), em um confronto que o brasileiro conseguiu a vitória com um chute a 10 segundos do fim da luta, garantindo assim a segunda medalha olímpica do Brasil no taekwondo.

Na trave!

O Marchador Caio Bonfim fez grande prova nos 20km da marcha atlética e por pouco não foi ao pódio, ficando em quarto lugar com 1h19m42s, cinco segundos atrás do medalhista de bronze Dane Bird-Smith (AUS).

Darlan Romani foi outro destaque no atletismo que ficou próximo do pódio, com o quinto lugar no arremesso de peso com a marca de 21,02m a 34 centímetros da medalha. A marca foi recorde sul-americano na época, já batida pelo próprio Darlan diversas vezes desde então. Atualmente, a marca é de 22,63m, de 2019.

Michel Borges (peso meio pesado) e Andreia Bandeira (peso médio) quase conquistaram mais medalhas para o boxe brasileiro, mas perderam a uma luta das semifinais para Julio Cesar La Cruz (CUB) e Li Qian (CHN), respectivamente.

O futebol feminino do Brasil bateu na trave pela terceira vez em sua história. Após uma boa primeira fase, o Brasil precisou dos pênaltis e da goleira Bárbara contra a Austrália para passar para as semifinais. Na luta pela vaga para a final contra a Suécia, novas penalidades e dessa vez foi o Brasil que perdeu (Cristiane e Andressinha perderam as cobranças). Na disputa pelo bronze contra as canadenses, uma derrota por 2 a 1, e Marta, Cristiane, Formiga e cia ficaram fora do pódio.

Aos 17 anos e 1,45m de altura, a ginasta Flávia Saraiva se tornou o xodó do Brasil na Olimpíada. Ela ainda conseguiu igualar o melhor resultado do Brasil na ginástica feminina, um quinto lugar na trave de equilíbrio a 0.200 do bronze. Ela recebeu elogios até da multimedalhista Simone Biles (USA), que brilhou nos tablados do Rio de Janeiro com quatro ouros e um bronze.

Outro quase na ginástica, foi de Francisco Barretto Júnior, na barra fixa. Ele terminou em quinto lugar com a nota de 15.208, a 0.258 do bronze. foi o melhor resultado de um brasileiro nesse aparelho em Olimpíadas.

No judô, Érika Miranda (Categoria até 52kg) e Mariana Silva (até 63kg) chegaram à disputa do bronze, mas foram derrotadas por Misato Nakamura (JPN) e Anicka Van Emden (NED) respectivamente.

Foto:Wander Roberto/Exemplus/COB

Na vela, mais duas batidas na trave: Jorge Zarif terminou em quarto na classe Finn (a 11 pontos da medalha) e Robert Scheidt, que voltou a classe Laser porque a classe Star foi retirada do programa olímpico, terminou na mesma quarta posição,a quatro pontos da medalha,  sua pior posição em seis Jogos Olímpicos na carreira, sendo a primeira vez que saiu sem medalha. 

Talita e Larissa eram as favoritas a medalha no vôlei de praia, mas nas semifinais elas pararam em Ludwig/Walkenhorst (GER) por 2 sets a 0. Na disputa do bronze, não conseguiram igualar o feito de Ághata e Bárbara e perderam para Walsh/Ross (USA) por 2 sets a 1 e ficaram fora do pódio.


Estreias

O Brasil fez várias estreias em esportes do programa olímpico no Rio de Janeiro.  No badminton, Ygor Coelho e Lohaynny Vicente representaram o Brasil, mas caíram na primeira fase perdendo suas partidas.

No hóquei na grama, o Brasil fez sua estreia no masculino, e perdeu todas as suas  cinco partidas, marcando apenas um gol e amargando um último lugar.

No golfe, tivemos três representantes – um homem e duas mulheres – e o melhor resultado foi com Adilson da Silva, na 39ª colocação. No feminino, Mirian Nagl terminou em 52º lugar e Victoria Lovelady, terminou em 53º

Na ginástica de trampolim, Rafael Andrade terminou na décima quinta e penúltima colocação.

No rugby sevens – forma simplificada do famoso esporte para que pudesse fazer parte dos Jogos Olímpicos e que estreava no Rio de Janeiro –, o Brasil terminou em último lugar no masculino perdendo todos os seus jogos, enquanto o feminino terminou em nono lugar, com três vitórias em seis partidas.

A seleção de polo aquático feminino do Brasil finalmente estreou em Jogos Olímpicos e ficou na última colocação, sem vencer uma partida sequer.  

O Brasil também jogou pela primeira vez a competição de duplas mistas no tênis, com Teliana Pereira e Marcelo Melo ficando nas quartas de final após derrota para Bethanie Mattek-Sands e Jack Sock (USA).

Ana Paula Vergultz foi a primeira brasileira a participar da prova olímpica da canoagem velocidade ficando nas semifinais do K-1 200m e na primeira fase do K-1 500m.

Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COB

O Brasil teve uma equipe no nado artístico pela primeira vez no Rio de Janeiro.  Capitaneadas por Lara Teixeira, as brasileiras fizeram uma bela apresentação, terminando em sexto com o total de 171.9985, a frente das egípcias e australianas.


Melhores resultados em vários esportes

Disputar uma Olimpíada em casa foi bom para inúmeros esportes, que se não conseguiram chegar até ao pódio, conquistaram a melhor posição do país em olimpíadas. Foram eles:

- Pepê Gonçalves terminou em sexto lugar no K-1 da canoagem slalom com o tempo de 91s54, a menos de três segundos da medalha;

- Flávia Oliveira estava na disputa pelo quinto lugar no fim da prova, mas terminou em sétimo na prova do ciclismo pista;

Foto: Flavio Florido/Exemplus/COB

- Guilherme Toldo, no florete, e Nathalie Moellhausen (foto acima), na espada, ficaram entre os oito melhores na esgrima perdendo nas quartas de final para Daniele Garozzo (ITA) e Lauren Rembi (FRA), respectivamente;

- Na ginástica artística, a equipe masculina terminou em sexto lugar superando Alemanha e Ucrânia. Já Sérgio Sasaki terminou em nono no individual geral - com direito a quarta melhor nota no salto;

- Fernando Reis, levantando no total 435kg e Rosane Reis, que levantou 193 kg, terminaram em quinto no levantamento de pesos. E quem sabe, alguma reanálise futura de testes antidoping do Rio de Janeiro faça algum dos dois chegar ao pódio daqui a alguns anos?


Frustração no basquete masculino e no vôlei feminino

Dois esportes coletivos que frustraram os brasileiros foram os homens no basquete e as mulheres no vôlei. A seleção masculina de basquete tinha um grupo muito difícil na primeira fase, mas conseguiram uma boa vitória sobre a Espanha e decidiria sua vida contra a Argentina, quem vencesse se classificava. Mas apresentando a inconstância de sempre, em um jogo com duas prorrogações e chances claras de fechar o jogo, o Brasil foi derrotado pelo último suspiro da geração de ouro argentina por 111 a 107 e deu adeus à competição.

Já o vôlei feminino, em busca do tricampeonato olímpico consecutivo, vinha de uma primeira fase perfeita e enfrentava o quarto do outro grupo, a China. As chinesas, comandadas por Ting Zhu,  dentro de quadra, e por Lang Ping fora dela, fizeram grande jogo e venceram o Brasil no tie break, frustrando o sonho do inédito tri. No fim, as chinesas se tornaram campeãs olímpicas.


Vexame na natação

Mas o esporte que mais decepcionou foi a natação, celeiro de medalhistas brasileiros. Cesar Cielo não conseguiu se classificar para os Jogos, um possível prenúncio do que viria. No fim, foram oito finais disputadas por brasileiros e nenhuma medalha. O melhor resultado foi o quinto lugar de João Gomes Júnior nos 100m peito - tempo de 59s31 - e do revezamento 4x100m, formado por Marcelo Chierighini, João de Lucca, Gabriel Santos e Nicolas Oliveira - tempo de 3m13s21.

Sentimento dúbio no handebol

O handebol causou sensações distintas no torcedor. No masculino, o Brasil fez ótima campanha, com direito a vitória sobre a Alemanha e classificação para a próxima fase, com uma derrota previsível para a forte seleção da França por 34 a 27 nas quartas de final, terminando em um bom sétimo lugar.

Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB

Já no feminino, a seleção campeã mundial de 2013 fez uma campanha ótima na primeira fase, assim como em 2012, mas nas quartas de final, uma partida abaixo do esperado contra a Holanda fez a equipe ser derrotada por 32 a 23 e se despedir mais cedo dos Jogos e terminar em um triste quinto lugar.

Polo Aquático masculino de volta

Depois de trinta e dois anos ausente dos Jogos Olímpicos, o polo aquático masculino voltou com atletas brasileiros repatriados e alguns naturalizados, fizeram uma boa campanha no rio de Janeiro, com vitória épica sobre a Sérvia, que na época era considerado o dream team das piscinas. Nas fases eliminatórias, o Brasil não conseguiu manter o bom ritmo da primeira fase e terminou na oitava colocação.

A polêmica 

Foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB

A atleta dos saltos ornamentais Ingrid Oliveira se viu no centro de uma grande polêmica durante a Rio 2016 ao levar o canoísta Pepê Gonçalves ao seu quarto na Vila Olímpica à noite, 'expulsando' a companheira Giovana Pedroso. O ocorrido vazou para mídia e o tribunal da internet decidiu que Ingrid foi a única culpada do ocorrido, sofrendo pesadas críticas em suas redes sociais. Ela ainda competiu junto de Giovana na plataforma de 10 metros, ficando em oitavo lugar. A dupla se separou logo após os Jogos e compete separado atualmente.

O pedido de casamento

Ao encerrar sua participação nos Jogos Olímpicos, a jogadora de rubgy Isadora Cerullo teve uma grande surpresa ao ver sua namorada Marjorie Yuri Enia - que trabalhava como voluntária na Olimpíada - a pedir em casamento ainda no gramado. O pedido viralizou e virou notícia mundialmente, com Isadora se tornando a primeira atleta a aceitar um pedido de casamento em uma Olimpíada.

Quadro de medalhas

Com sete medalhas de ouro, seis medalhas de prata e seis medalhas de bronze, o Brasil terminou na décima terceira posição dentre as oitenta e seis nações que conquistaram medalhas no Rio de Janeiro.



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