Guia Tóquio 2020: Levantamento de Peso - Surto Olímpico

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Guia Tóquio 2020: Levantamento de Peso

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Como funciona o levantamento de peso

FICHA TÉCNICA
Local: Tokyo International Forum
Período: 23/07 a 04/08
Número de delegações participantes: 76
Total de atletas: 197
Brasil: 2 atletas: Nathasha Rosa (49kg feminino) e Jaqueline Ferreira (87kg feminino)

HISTÓRICO
Embora não tenha entrado como esporte nos Jogos da Grécia Antiga, o levantamento de peso já era praticado à época, principalmente como forma de preparação para outras modalidades. Presente na primeira Olimpíada da Era Moderna, em Atenas 1896, o levantamento de peso ficou de fora das edições de Jogos Olímpicos em Paris 1900, Londres 1908 e Estocolmo 1912.

Somente em Antuérpia 1920 é que a competição passou a ser dividida por categorias de pesos e disputada regularmente a partir de então. Já as mulheres só figuraram nas competições de levantamento de pesos apenas em Sydney 2000, 104 anos depois.

A extinta União Soviética é a maior vencedora do levantamento de peso com 62 medalhas, sendo 39 de ouro. China (com 54 medalhas, 31 de ouro) e Estados Unidos (44 medalhas, 16 de ouro) completam o pódio geral de maiores medalhistas na modalidade.


BRASIL
A primeira participação olímpica do Brasil no levantamento de peso foi nos Jogos de Helsinque, em 1952, com Silvino Robin, Bruno Barabani e Valdemar de Silveira. Desde então, o país só não competiu na modalidade em Tóquio-1964 e Los Angeles-1984. Em Sydney-2000, Maria Elisabete Jorge foi a representante brasileira na estreia do levantamento de peso feminino.

Brasileira no levantamento de peso Olimpíadas
Rosane Santos fez história na Rio 2016 (foto: Rafael Bello/COB)
O Brasil nunca conquistou uma medalha nessa modalidade, tendo os melhores resultados obtidos na Rio 2016: Rosane Santos, na categoria até 53kg, e Fernando Reis na categoria acima de 105kg. Os dois terminaram na quinta colocação em suas respectivas categorias.


DOPING
Em Tóquio, o levantamento de peso tem uma categoria a menos do que no Rio de Janeiro, em 2016 (14 contra 15). O número máximo de atletas por país em todas as classes de peso também foi limitado devido a violações antidoping, um dos grandes problemas do levantamento de peso, o que põe a modalidade em risco para os próximos Jogos Olímpicos. Alguns limites foram impostos pela Federação internacional de Levantamento de pesos (IWF, sigla em inglês):

- Se uma nação teve entre 10 e 19 atletas punidos por exames antidoping adversos do período dos Jogos Olímpicos de 2008 até o final da qualificação de 2020, ele só poderá levar para Tóquio dois homens e duas mulheres. É o caso de Bulgária, Ucrânia, Moldávia, Albânia, Venezuela, Uzbequistão, Índia, Turquia, Irã e México. A Colômbia, que também se encaixa nessa limitação, levará excepcionalmente três halterofilistas (dois homens e uma mulher).

- Se o país teve 20 ou mais violações antidoping, era limitado a um homem e uma mulher. Rússia (que vai competir com a bandeira do Comitê Olímpico Russo), Belarus, Azerbaijão, Cazaquistão, Armênia e Vietnã vão para Tóquio com essa limitação.

Países banidos do levantamento de peso de Tóquio
Sem Romênia no levantamento de peso em Tóquio (Foto: Mike Groll/AP Photo)
Em casos em que os números de casos antidoping de determinado país seja muito alto, a IWF proíbe a nação de disputar a Olimpíada. Egito, Malásia, Romênia e Tailândia acabaram suspensos de Tóquio-2020 por esse motivo.

Estados Unidos, Coreia do Sul e China foram os únicos países a conseguirem preencher a cota máxima de atletas do levantamento de pesos em Tóquio: oito pesistas, sendo quatro homens e quatro mulheres. A Coreia do Norte, país com tradição de medalhas na modalidade nas últimas Olimpíadas, desistiu de ir aos Jogos deste ano, por conta da pandemia.

Saiba tudo sobre o levantamento de peso em Tóquio 2020

FORMATO DE DISPUTA
Cada categoria terá a participação de 14 atletas - 15 no caso da 96kg masculina, que conta com Cyrille Tchatchet II, do Time Olímpico de Refugiados. Os pesistas são divididos em grupos A e B baseados em suas posições no ranking. Quem tem o ranking mais baixo vai para o grupo B e os de ranking mais alto competem no A, de onde, na maioria das vezes, saem os medalhistas olímpicos.

O formato da competição é muito simples: cada atleta pode fazer até seis levantamentos, sendo três no arranque e três no arremesso. O objetivo é levantar a maior carga de pesos possível. A soma dos pesos do arranque e no arremesso determina o vencedor. Em caso de empate, o atleta que tiver o menor peso corporal, vence. Se o empate persistir, vence aquele que tiver levantado primeiro.

No arranque, o atleta tem que levantar a barra acima da cabeça em um movimento único, sem apoiá-la em qualquer parte do corpo. Já no arremesso, o atleta pode erguer a barra acima dos ombros e apoiá-la na região peitoral, usando a força dos braços e das pernas para levantar o peso acima da cabeça.


ANÁLISES

HOMENS
61kg
Grupo B: 24/07 às 23h50
Grupo A: 25/07 às 03h50

Favoritos ao ouro: Li Fabin (CHN) e Eko Yuli Irawan (INI)
Candidatos ao pódio: Thạch Kim Tuấn (VIE), Yoichi Itokazu (JPN) e Shota Mishvelidze (GEO)
Brasil: Sem representantes

O peso mais leve do levantamento de peso masculino vai ser quase um torneio asiático. Pelo ouro, o chinês campeão e recordista mundial, Li Fabin, conta com o favoritismo, mas o indonésio Eko Yuli Irawan, bronze em Pequim-2008 e Londres-2012 e prata na Rio-2016, vai tentar igualar o grego Pyrros Dimas em número de medalhas, e pretende que esta seja quarta medalha seja dourada. 

O vietnamita Thạch Kim Tuấn e o japonês Yoichi Itokazu estão na briga pelo pódio olímpico, com o "intruso" europeu Shota Mishvelidze, da Geórgia.


67kg
Grupo B: 24/07 às 23h50
Grupo A: 25/07 às 07h50

Favoritos ao ouro: Chen Lijun (CHN)
Candidatos ao pódio:  Muhammed Furkan Ozbek (TUR), Luis Javier Mosquera (COL), Adkhamjon Ergashev (UZB) e Bernardim Matam (FRA)
Brasil: Sem representantes

O grande favorito desta categoria é o chinês Chen Lijun. Depois de quatro títulos mundiais em duas categorias diferentes, ele busca a sua primeira medalha olímpica, que deve ser a dourada. Principalmente pela falta do pesista da Coreia do Norte, que poderia brigar pelo ouro se o país não tivesse desistido de ir aos Jogos.

China levantamento de peso Olimpíadas
Chen Lijun é o grande favorito no 67kg (Foto: news.cn)
Correndo por fora temos o jovem turco Muhammed Furkan Ozbek, o colombiano Luis Javier Mosquera,bronze na Rio 2016, o uzbeque Adkhamjon Ergashev e o francês Bernardim Matam.

Outro destaque, não para medalha obviamente é a participação de Ruben Katoatau, de Kiribati. Ele é irmão mais novo de David Katoatau, presente em Londres 2012 e Rio 2016 e famoso pela dancinha após levantar seu peso para chamar atenção dos efeitos do aquecimento global na ilha de Kiribati, que pode desaparecer. Teremos dancinha de novo?


73kg
Grupo B: 28/07 às 13h50
Grupo A: 28/07 às 07h50

Favoritos ao ouro: Shi Zhiyong (CHN)
Candidatos ao pódio:  Won Jeong-sik (KOR), Bozhidar Andreev (BUL), Briken Calja (ALB) e Julio Mayora (VEN)
Brasil: Sem representantes

Esta é mais uma categoria que o halterofilista da China vai ter o seu trabalho para conquistar o ouro facilitado pela ausência da Coreia do Norte. Campeão olímpico no Rio de Janeiro e recordista mundial, Shi Zhiyong é o favorito ao ouro em Tóquio, podendo se tornar bi olímpico. Quem pode ser uma surpresa pelo título é o búlgaro Bozhidar Andreev, bronze no último Mundial. O albanês Briken Calja, o venezuelano Julio Mayora e o coreano Won Jeong-sik correm por fora por um lugar ao pódio


81kg
Grupo B: 30/07 às 23h50
Grupo A: 31/07 às 03h50

Favoritos ao ouro: Lu Xiaojun (CHN)
Candidatos ao pódio: Harrison Maurus (USA), Rejepbay Rejepow (TKM), Brayan Rodallegas (COL) e Antonino Pizzolato (ITA)
Brasil: Sem representantes

Após perder a chance de ser bi olímpico no Rio de Janeiro, o pentacampeão mundial Lu Xiaojun terá em Tóquio mais uma chance de conquistar o feito, por estar bem acima dos rivais. Brayan Rolladegas, da Colômbia; Rejepbay Rejepow, do Turcomenistão; Antonino Pizzolato, da Itália; e Harrison Maurus, dos Estados Unidos, correm por fora na tentativa de "cometer o crime" e levantar mais peso do que o chinês.


96kg
Grupo B: 30/07 às 23h50
Grupo A: 31/07 às 07h50

Favoritos ao ouro: Fares El-Bakh (QAT) e Anton Pliesnoi (GEO)
Candidatos ao pódio:  Olfides Sáez (CUB) e Yauheni Tsikhantsou (BLR)
Brasil: Sem representantes

O Catar tem algumas chances de conquistar o primeiro ouro de sua história em Olimpíadas em Tóquio. Nesta categoria, reside mais uma delas: Fares El-Bakh, que foi vice mundial em 2019. Como a China optou por não levar um pesista nessa categoria (o campeão mundial Tian Tao), Fares pinta como favorito a medalha de ouro. 

Medalhas olímpicas de catar Olimpíadas
Fares El-Bakh pode conquistar a primeira medalha de ouro olímpica do Catar (Foto: REUTERS/Beawiharta)
Seu maior concorrente pela medalha é o georgiano Anton Pliesnoi, bronze no Mundial de 2019. O cubano Olfides Saez e o belarusso Yauheni Tsikhantsou - campeão mundial, mas uma categoria acima - correm por fora pelo ouro olímpico e pelo pódio. Destaque também para o Time Olímpico de Refugiados, que terá o camaronês Cyrille Tchatchet como representante.


109kg
Grupo B: 03/08 às 01h50
Grupo A: 03/08 às 07h50

Favoritos ao ouro: Simon Martirosyan (ARM)
Candidatos ao pódio:  Akbar Djuraev (UZB), Hristo Hristov (BUL), Ali Hashemi (IRI), Jin Yun-seong e Arkadiusz Michalski (POL)
Brasil: Sem representantes

Talvez essa seja uma das categorias mais equilibradas do levantamento de peso, pelo menos na disputa pela prata, já que o favorito ao ouro é o armênio Simon Martirosyan, prata no Rio de Janeiro – quando o máximo da categoria era 105 kg – e atual bicampeão e recordista mundial. 

Na briga pelo pódio, vários nomes podem aparecer: os jovens valores Akbar Djuraev, do Uzbequistão, e Hristo Hristov, da Bulgária, o experiente Arkadiusz Michalski, da Polônia, e os halterofilistas que subiram de categoria Ali Hashemi, do Irã, e Jin Yun-seong da Coreia do Sul.


+109kg
Grupo B: 04/08 às 01h50
Grupo A: 04/08 às 07h50

Favoritos ao ouro: Lasha Talakhadze (GEO)
Candidatos ao pódio: Ali Davoudi (IRI), Walid Bidani (ALG) e Enzo Kuworge (NED)
Brasil: Sem representantes

Essa é mais uma categoria tem um favorito claro ao ouro: o georgiano Lasha Talakhadze, campeão olímpico, tetra e recordista mundial. Em condições normais de temperatura e pressão, ele vai competir contra ele mesmo pelo bi olímpico.

Pelo os outros lugares do pódio, a disputa promete ser interessante. Com destaque ao iraniano Ali Davoudi, o argelino Walid Bidani, o campeão mundial júnior Enzo Kuworge, dos Países Baixos, como os nomes mais cotados. 

Fernando Reis seria outro nome a estar entre os favoritos pela medalha em sua terceira Olimpíada, mas o pesista infelizmente foi pego em um exame antidoping em junho e sem tempo hábil para o julgamento está fora dos Jogos de Tóquio. O momento não poderia ter sido pior, pois Fernando estava em seu melhor momento na carreira e sem tantos adversários de países tradicionais na categoria, sendo o terceiro do ranking olímpico. Poderia faturar um pódio inédito para a modalidade no Brasil. Uma oportunidade que pode demorar a aparecer de novo.


MULHERES
49kg
Grupo B: 23/07 às 21h50
Grupo A: 24/07 às 01h50

Favoritas ao ouro: Saikhom Mirabai Chanu (IND) e Hou Zhihui (CHN)
Candidatas ao pódio:  Jourdan Delacruz (USA), Windy Cantika Aisah (INI), Hiromi Miyake (JPN), Ludia Montero (CUB)
Brasil: Natasha Rosa

Em uma categoria com bastante postulantes ao pódio, duas se destacam na briga pelo ouro: a indiana Saikhom Mirabai Chanu e a chinesa Hou Zhihui. As duas disputaram o Campeonato Asiático este ano, com direito a quebras de recorde mundial. As duas podem repetir o feito em Tóquio e capitalizar a disputa pela medalha dourada.

Brigam pelo pódio a indonésia Windy Cantika Aisah, a estadunidense Jourdan Delacruz, a cubana Ludia Monteiro e a veterana japonesa Hiromi MIyake, dona de duas medalhas olímpicas (prata em Londres e bronze no Rio).

Suécia levantamento de peso
Dika Toua esteve na estreia do levantamento de pesos feminino em Sydney e estará em Tóquio, em sua quinta Olimpíada na carreira (Foto: IWF)
Por falar em veterana, temos Dika Toua de Papua Nova Guiné, que aos 37 anos vai para sua quinta Olimpíada. A primeira foi em Sydney 2000, aos 16 anos (!) – na estreia da modalidade nas Olimpíadas. É praticamente a Formiga do levantamento de peso.

O Brasil tem uma representante classificada nessa categoria, mas ela pode não competir. Explicamos: Nathasha Rosa tinha sua vaga encaminhada, mas teve um exame antidoping adverso em março e foi suspensa provisoriamente em maio. No início de julho, ela conseguiu revogar a suspensão preventiva e apareceu na lista de classificados. Se ela não for julgada antes dos Jogos, deverá competir normalmente em sua primeira Olimpíada. Longe das favoritas, um top-10 seria um resultado plausível para a brasileira.


55kg
Grupo B: 26/07 às 01h50
Grupo A: 26/07 às 07h50

Favoritas ao ouro: Liao Qiuyun (CHN)
Candidatas ao pódio: Hidilyn Diaz (PHI), Zulfiya Chinshanlo (KAZ), Kamila Konotop (UKR) e Kristina Sermetowa (TKM)
Brasil: Sem representante

Liao Qiuyun leva o peso do favoritismo nessa Olimpíada. Atual recordista mundial e sem a concorrência de compatriotas, deve levar essa medalha olímpica para casa. Na briga pelo pódio, estão a filipina Hidilyn Diaz; a cazaque Zulfiya Chinshanlo, que busca redenção na carreira após perder o ouro olímpico conquistado em Londres por conta de um reteste de sua amostra de urina em 2016; a ucraniana Kamila Konotop, campeã mundial júnior em maio; e a turcomena Kristina Sermetowa.


59kg
Grupo B: 26/07 às 23h50
Grupo A: 27/07 às 03h50

Favoritas ao ouro: Kuo Hsing-chun (TPE)
Candidatas ao pódio: Mikiko Ando (JPN), Hoàng Thị Duyên (VIE), Alexandra Escobar (ECU)
Brasil: Sem representante

A taiwanesa Kuo Hsing-chun é a favorita da vez na categoria até 59kg após ter sido bronze no Rio de Janeiro. Quem pode surpreender é a japonesa Mikiko Ando, que competindo em casa, mesmo sem torcida, pode conseguir a motivação necessária para carregar um peso maior e pelo menos disputar um lugar no pódio. A vietnamita Hoàng Thị Duyên e a veterana Alexandra Escobar, do Equador, correm também brigam por medalhas.


64kg
Grupo B: 26/07 às 23h50
Grupo A: 27/07 às 07h50

Favoritas ao ouro: Mercedes Perez (COL)
Candidatas ao pódio:Maude Charron (CAN), Sarah Davies (GBR) e Georgia Bordignon (ITA)
Brasil: Sem representante

Esta é, talvez, a categoria do levantamento de peso com os resultados mais difíceis de serem previstos. Com a China preferindo não levar a campeã mundial Deng Wei, a Coreia do Norte desistindo dos Jogos e a Romênia proibida de levar halterofilistas, as chances de uma azarona levando o ouro é grande, já que uma competição sem grandes favoritos é o momento certo para alguém se superar.

Colômbia levantamento de peso
A Colômbia se livrou de ser banida dos Jogos e pode conquistar um ouro com Mercedes Perez (Foto: Reprodução)
Na teoria, quem tem mais chances de ouro é a colombiana Mercedes Perez, bronze no último Mundial. Maude Charron, do Canadá; Sarah Davis, da Grã Bretanha; e Georgia Bordignon, da Itália, estão na briga. Entretanto, as pesistas de Equador, Taiwan e Cuba também estão no páreo.


76kg
Grupo B: 01º/08 às 01h50
Grupo A: 01º/08 às 07h50

Favoritas ao ouro: Neisi Dajomes (ECU) e Aremi Fuentes (MEX)
Candidatas ao pódio: Katherine Nye (USA), Darya Naumava (BLR), Emily Muskett (GBR) e Iryna Dekha (UKR)
Brasil: Sem representante

Se em tantas outras categorias os asiáticos dominam as disputas pelo ouro, nesta a briga é da América Latina. - mais uma vez pela ausência de China e Coreia do Norte. Neisi Dajomes, do Equador, e Aremi Fuentes, do México, são as favoritas. A equatoriana pode, aliásm dar ao seu país uma medalha de ouro que não vem desde Atlanta 1996.

Correndo por fora pelo título e no páreo pelo bronze, temos a belarrussa Darya Naumava, prata na Rio 2016; a ucraniana Iryna Dehka, atual campeã europeia; e a estadunidense Katherine Nye e a britânica Emily Muskett, que subiram de categoria para poderem estar nos Jogos – a categoria até 71kg não é olímpica.

87kg
Grupo B: 02/08 às 23h50
Grupo A: 02/08 às 03h50

Favoritas ao ouro: Wang Zhouyu (CHN)
Candidatas ao pódio: Tamara Salazar (ECU), Maria Fernandez Valdez (CHI), Naryury Perez (VEN), Crismery Santana (DOM), 
Podem surpreender: Elena Ciclic (MDA), Kang Yeoun-hee (KOR) e Lídia Valentín (ESP)
Brasil: Jaqueline Ferreira

Poderia ser mais uma categoria com briga intensa das halterofilistas latino-americanas pelo ouro, mas a China resolveu levar Wang Zhouyu, que pinta como favorita. De Wang para baixo, a disputa está aberta: a equatoriana Tamara Salazar, a chilena Maria Fernandez Valdez, a venezuelana Naryury Perez e a dominicana Crismery Santana fazem uma briga franca pelo pódio. Elena Ciclic, da Moldávia, e Kang Yeoun-hee, da Coreia do Sul, correm por fora.

Mesmo sem estar entre as cotadas para o pódio acima, convém não duvidar da espanhola Lídia Valentín, que conquistou três medalhas olímpicas na categoria até 75kg e vai para sua quarta Olimpíada, tentando surpreender as halterofilistas consolidadas no peso e conseguir seu quarto pódio.

Levantamento de peso Rio 2016
Jaqueline Ferreira vai para sua terceira olimpíada em uma categoria muito concorrida (Foto: Reuters/Stoyan Nenov)
A brasileira Jaqueline Ferreira chegou a fazer um bom Mundial em 2019, ficando em sexto lugar, mas a concorrência pelo pódio é muito grande para ser colocada como postulante à medalha. É muito provável que ela esteja entre as oito melhores, principalmente se conseguir superar os 235kg levantados no último Mundial.


+87kg
Grupo B: 02/08 às 23h50
Grupo A: 02/08 às 07h50

Favoritas ao ouro: Li Wenwen (CHN)
Candidatas ao pódio: Sarah Robles (USA), Laurel Hubbard (NZL), Verónica Saladín (DOM), Emily Campbell (GBR), Charisma Amoe-Tarrant (NAU)
Brasil: Sem representantes

Mais uma categoria que a atleta da China é franca favorita. Li Wenwen brilhou no último Mundial, levando o título e quebrando recorde mundial, e em Tóquio não deverá ser diferente: o ouro deverá ser dela. Brigando por medalha, está a estadunidense Sarah Robles, bronze na Rio 2016; a neozelandesa Laurel Hubbard, vice mundial em 2017; a dominicana Veronica Saladin, a britânica Emily Campbell e a nauruense Charisma Amoe-Tarrant.

Laurel Hubbard faz história como a primeira atleta transgênero a disputar uma olimpíada (foto: Mark Schiefelbein/AP/Picture aliance)


Laurel Hubbard merece um parágrafo a parte. Assim que fizer sua primeira tentativa, ela se tornará a primeira atleta transgênero a competir oficialmente em uma Olimpíada. Aos 43 anos, Laurel conseguiu se recuperar de uma grave contusão no cotovelo sofrida na última edição dos Jogos da Commonwealth e vai brigar por uma medalha em Tóquio.

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