Jogos Olímpicos na Televisão brasileira : Barcelona 1992, Introdução - Surto Olímpico

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Jogos Olímpicos na Televisão brasileira : Barcelona 1992, Introdução

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Mais uma edição de Jogos Olímpicos, mais uma vez os direitos de transmissão eram vendidos na base da centralização inicial: a OTI (Organização de Televisão Iberoamericana) comprava os direitos da emissora do país-sede que geraria as imagens – no caso de Barcelona, a RTO’92, parceria entra a RTVE (Radio y Televisión Española) e a CCRTV (a regional Televisió de Catalunya). Direitos obtidos, a OTI os disponibilizava para suas afiliadas na América Latina – entre elas, claro, as tevês brasileiras. Quem estivesse com anuidade em dia e quisesse ter permissão para obter os direitos de exibição da Copa do Mundo de 1994, no futebol, deveria comprar e transmitir as competições em Barcelona.

Foi o que fizeram quatro emissoras abertas. Novamente seguindo o formato do pool – isto é, dividindo as parcelas igualmente para o pagamento à OTI pelos direitos, mais a divisão dos custos de satélite para envio de imagens e de montagem dos estúdios no IBC, o centro de imprensa na cidade-sede -, Globo, Bandeirantes, Manchete e SBT ganharam a permissão para exibirem as competições entre 24 de julho (data de início do torneio olímpico de futebol, véspera da cerimônia de abertura) e 9 de agosto de 1992. Todas elas teriam à disposição inovações televisivas, já esperadas entre uma edição e outra dos Jogos. Por exemplo: pela primeira vez, nos esportes aquáticos, haveria uma câmera “sub-aquática”, filmando o que ocorresse debaixo das piscinas. De quebra, todos os esportes do programa olímpico teriam competições gravadas (a não ser por algumas fases preliminares, nas modalidades menos vistas). Os números também impressionavam: 410 câmeras fixas, 36 câmeras especiais e sete câmeras comandadas por controle remoto, espalhadas por todos os locais de competição.

E se Barcelona-1992 ficou conhecida por ser uma edição marcante de Jogos Olímpicos em vários sentidos, não podia ser diferente nem com o uso do mascote na televisão. Está certo que o personagem a simbolizar Olimpíadas já era bastante usado em termos televisivos: Hodori, mascote de Seul-1988, já era exemplo disso. Todavia, nunca antes o mascote fora tema para um desenho animado infantil. Pois foi o que aconteceu com o simpático Cobi, tema da animação exibida em vários países, antes e durante os Jogos. Aqui no Brasil, coube à TV Cultura mostrar os episódios das aventuras da turma do mascote genial, que vivia junto ao mar, em Barcelona.


(Abertura da versão brasileira de “Cobi e Sua Turma”, desenho com o mascote dos Jogos Olímpicos de Barcelona, exibido pela TV Cultura, em 1992)

Haveria ainda uma novidade fundamental para os destinos das transmissões esportivas pela televisão brasileira: pela primeira vez, uma emissora a cabo transmitiria os Jogos Olímpicos. Era, de certa forma, uma evolução acelerada: as primeiras concessões do sistema haviam sido dadas pelo Ministério das Comunicações em 30 de julho de 1990, e em 1991 já começaram a funcionar duas redes de televisão. Uma delas era a TVA, que tinha no esporte o sinal original da ESPN norte-americana – a TVA Esportes (futura ESPN Brasil) só surgiria em 1994. A outra era a Globosat, parceria entre a Multicanal e as Organizações Globo. Um de seus canais era esportivo: o Top Sport, que só em 1994 mudaria de nome para SporTV. E caberia à emissora de esportes da Globosat ser o primeiro canal brasileiro a cabo que transmitiu os Jogos na história da televisão brasileira.

Mais uma novidade, entre tantas que cercaram aqueles Jogos em Barcelona. Para saber detalhadamente sobre cada cobertura, é só clicar abaixo.






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