Teddy Riner volta a dominar e judô da França termina Masters de Doha com cinco ouros


O Masters de Doha chegou ao fim nesta quarta-feira, dia 13, com a esperada volta aos tatames da mega estrela francesa Teddy Riner nos pesados, mas também contou com a definição dos melhores judocas em outras quatro categorias. Novamente sem brasileiros nas decisões de medalhas, todos eliminados ainda na manhã local, a França levou três ouros no último dia e terminou na liderança do quadro geral de medalhas - confira ele completo ao fim do texto -, enquanto os hinos de Geórgia e Países Baixos também foram tocados

O dia foi de completo domínio francês nas duas categorias femininas mais pesadas. Na decisão dos 78kg, a francesa Madeleine Malonga confirmou o favoritismo e derrotou a japonesa Hamada Shori, num repeteco da final do campeonato mundial de 2019. Os bronzes foram para Guusje Steenhuis, dos Países Baixos e Loriana Kuka, do Kosovo.

Romane Dicko derrotou a lenda cubana Idalys Ortiz, campeã mundial e olímpica, na primeira rodada para levar o título para as maiores de 78kg, ao vencer a azeri Iryna Kindzerska na final. Nihel Cheikh Rouhou, da Tunísia, e Kayra Sayit, da Turquia, levaram as medalhas de bronze.


Dicko foi tão dominante que faturou, ao fim do dia, o prêmio de melhor atleta geral do Masters. O prêmio foi distribuído de acordo com o número de ippons aplicados e o tempo que os campeões passaram em combate. Dicko lutou por 9 minutos e 3 segundos enquanto o melhor atleta masculino foi o geórgio Tato Grigalashvili, com 16 minutos e 33 segundos no tatame na terça-feira. Ambos venceram por quatro ippons e receberão um prêmio especial da IJF.

Na primeira categoria masculina em jogo, 90kg, o atual campeão mundial Noel Van T End, dos Países Baixos, teve dificuldade em avançar e sofreu muito na final diante de Beka Gviniashvili, da Geórgia, mas acabou levando o ouro. Eduard Trippel, da Alemanha e Lasha Bekauri da Geórgia foram os medalhistas de bronze.

A bandeira da Geórgia foi ao lugar mais alto do pódio com a vitória de Varlam Liparteliani nos 100kg diante do azeri Zelym Kotsoiev. O israelense Peter Paltchick venceu o português Jorge Fonseca, atual campeão mundial, para levar uma das medalhas de bronze, e Arman Adamin, da Rússia, levou o outro bronze.

Depois de um 2020 atípico, com a perda da invencibilidade de nove anos no Grand Slam de Paris em fevereiro  e uma nova derrota, desta vez para um rival local e com direito a reclamação da arbitragem, Teddy Riner  apareceu com 20kg a menos e uma gana de voltar ao topo. Atual 26º colocado na corrida olímpica, o maior judoca do século XXI sabia que um mau resultado não só poderia colocar mesmo sua vaga em risco, mas deixaria os adversários mais confiantes. Os 1800 pontos em jogo também eram  importantes para lhe dar a condição de cabeça de chave em Tóquio e um caminho mais tranquilo em busca do tricampeonato olímpico. 

Com Rafael Silva, eliminado mais cedo, na plateia, ele dominou por completo o russo Inal Tasoev que acabou levando três punições e deu o título ao francês. Henk Grol, dos Países Baixos, e Yakiv Khammo, da Ucrânia ficaram com o bronze.

Confira o quadro geral de medalhas ao fim dos três dias e 14 categorias:




Fotos: 


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