EHF cancela eliminatórias e define Campeonato Europeu de 2020 como evento classificatório para o Mundial de 2021 - Surto Olimpico

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EHF cancela eliminatórias e define Campeonato Europeu de 2020 como evento classificatório para o Mundial de 2021

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Jozo Cabraja / kolektiffimages
Como resposta aos cancelamentos e adiamentos de eventos provocados pela pandemia do coronavírus, a Federação Europeia de Handebol (EHF) tomou uma série de medidas visando ajustar seu calendário aos novos parâmetros globais. Entre diversas decisões, a federação extinguiu as rodadas restantes das eliminatórias europeias para o Campeonato Mundial masculino de 2021 e transformou o Campeonato Europeu, realizado em janeiro deste ano, em um evento classificatório.
As eliminatórias, que já estavam em andamento antes da paralisação total das competições por conta da pandemia, distribuiriam 10 vagas ao Mundial do Egito.  Dada a impossibilidade de realização de jogos até junho e com a dificuldade de encontrar datas para a continuidade deste, a entidade decidiu cancelá-lo e utilizar a classificação final do último Europeu para definir as vagas continentais restantes. 

Assim, os seguintes países carimbaram o passaporte para a África no próximo ano: Alemanha, Áustria, Belarus, Eslovênia, França, Hungria, Islândia, Portugal, República Tcheca e Suécia, que terminaram entre a 4ª e a 14ª colocações no Europeu deste ano. As dez seleções se juntam a Croácia, Espanha e Noruega, que já possuíam classificação - também via Campeonato Europeu -, além da Dinamarca, atual campeã mundial.

Seleções europeias classificadas ao Mundial de 2021 (Foto: Reprodução/Twitter_@EHFEURO)
Com as definições da Europa, agora restam apenas quatro vagas para o Mundial de 2021: uma da América do Norte, uma da América Central e do Sul e duas por convite. O Brasil é uma das seleções já qualificadas, após terminar em segundo lugar no Campeonato Centro-Sul Americano, disputado em Maringá, no começo do ano. Argentina e Uruguai também se classificaram através do campeonato em terras paranaenses. 


Campeonato Europeu Feminino

A EHF também definiu as 16 seleções que disputarão o Campeonato Europeu Feminino, que acontecerá entre 3 e 20 de dezembro deste ano, na Noruega e Dinamarca. Assim como no masculino, a entidade cancelou as eliminatórias e utilizou a classificação final da última edição do campeonato para distribuir as 14 vagas restantes (duas são das anfitriãs). Basicamente, a edição de 2020 terá os mesmos participantes de 2018

Alemanha, Croácia, Eslovênia, Espanha, França, Hungria, Montenegro, Países Baixos, Polônia, República Tcheca, Romênia, Rússia, Sérvia e Suécia, além de Noruega e Dinamarca, que são as anfitriãs, estão classificadas. O sorteio dos grupos acontecerá no dia 18 de junho. Em 2018, a França bateu a Rússia na final e foi campeã, numa revanche da final olímpica de 2016.


Janelas olímpicas

Mesmo sem datas definidas para os Pré-Olímpicos, a EHF já se precaveu para harmonizar o calendário da sua próxima temporada com as janelas olímpicas. A entidade decretou que as seis equipes que disputarão o torneio qualificatório masculino aos Jogos de Tóquio realizarão suas partidas eliminatórias para o Campeonato Europeu de 2022 em janeiro, durante a preparação para o Mundial. 

No feminino, as oito seleções europeias que buscam um lugar em Tóquio-2020 disputarão seus jogos classificatórios ao Mundial de 2021 em uma nova janela, entre março e abril.

Brasil já  tem vaga em Tóquio-2020 (Foto: Divulgação-CBHb)
Todas as decisões tomadas nesta sexta foram decretadas após uma reunião via videoconferência com o Conselho Executivo da EHF. As questões já vinham sendo trabalhadas há duas semanas com todas as partes interessadas, inclusive com a federação internacional (IHF). 

"O objetivo principal era terminar a temporada 2019/20 da melhor maneira possível, ao mesmo tempo, criar as bases para iniciar a temporada 2020/21 de maneira estruturada com o menor impacto possível da temporada atual", pontua um comunicado oficial da EHF, que alertou os organizadores para a crise financeira que sucederá a pandemia, definindo como um "ciclo econômico desafiador".

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