Sem lutar final, Nathan Torquato é ouro no taekwondo em Tóquio - Surto Olímpico

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Sem lutar final, Nathan Torquato é ouro no taekwondo em Tóquio

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É ouro! O brasileiro Nathan Torquato sagrou-se na manhã desta quinta-feira (02) o primeiro campeão paralímpico do taekwondoDepois de vencer dois adversários nas preliminares e bater o italiano Antônio Bossolo na semifinal, ele faturou a medalha de ouro da categoria até 61kg em Tóquio 2020 mesmo sem lutar a final.


Garantido na decisão, Nathan aguardava o vencedor do duelo entre o egípcio Mohamed Elzayat e o russo Daniil Sidorov. O europeu vencia o combate com muita tranquilidade, com 24 a 8 no placar, mas cometeu um golpe irregular na cabeça do adversário, e foi desclassificado do combate. 


Elzayat sofreu uma concussão e saiu de maca do Makuhari Messe Mall. Declarado vencedor da semifinal, o egípcio foi atendido pela equipe médica local durante o tempo entre o fim da semifinal e o tempo programado para a final, um intervalo de quase três horas. 


Após avaliação dos médicos, Elzayat até foi liberado para a final e compareceu para o local de disputa, mas a arbitragem encerrou o combate assim que ele foi iniciado, por entender que o egípcio não tinha condições de luta. Assim, o brasileiro foi declarado o vencedor.


Natural da Praia Grande, no estado de São Paulo, Nathan tem apenas 20 anos e entra para a história ao tornar-se o primeiro campeão paralímpico do taekwondo. A modalidade faz sua estreia no programa nos Jogos de Tóquio.


Nathan começou no taekwondo aos três anos de idade e entrou na seleção brasileira em 2017, quando tinha 16 anos. Entre suas principais conquistas da curta carreira, está também o ouro nos Jogos Parapan-Americanos de 2019. Ele também disputou os Mundiais de 2017 e 2019 e chegou nas oitavas de final em ambos.

Torquato ainda ajudou o Brasil no quadro de medalhas em Tóquio. Sua conquista foi a 19ª medalha de ouro do Brasil nesta Paralimpíada, a 54ª no total, e o país voltou para o sexto lugar no quadro geral de medalhas, ultrapassando os Países Baixos. O Brasil ainda tem 13 pratas e 22 bronzes.



Foto de capa: Rogério Capela/CPB

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