Surto em Tóquio #15 e #16: visita à vila olímpica é destaque do(s) dia(s) - Surto Olímpico

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Surto em Tóquio #15 e #16: visita à vila olímpica é destaque do(s) dia(s)

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Surto em tóquio vila olímpica

Fala pessoal, tudo bem? As coisas andam corridas, mas para não perder o TOC do dia e número resolvi juntar os diários do dia 15 e 16 aqui. Teve visita à Vila Olímpica, escolha de porta-bandeiras, dia trancafiado no hotel trabalhando no guia, saídas ozuanas ao mercado e mais reflexões. Bora lá:


Trabalhar no Centro de Imprensa é incrível por toda a estrutura lá oferecida. Mas é um deslocamento chatíssimo e o que eu mais reclamo aqui é da incerteza do horário que o ônibus vai passar né? Dai no dia 15, eu tirei o dia para trabalhar do hotel, focar nos últimos detalhes de minha parte do Guia de Tóquio 2020 que o Surto Olímpico está preparando e está quase nos trinques, fruto de trabalho coletivo maravilhoso e que Wesley Felix e Luis Fellipe Borges estão organizando.


Depois de tantos anos (ops, meses que parecem anos) trabalhando só de casa, eu até rendo mais sozinho e sem distrações, mas o contato humano (com todo cuidado possível) tem sido uma das melhores experiências de estar aqui em Tóquio. Sigo preocupado com as notícias do Brasil que apesar da queda nos números de covid-19 eles ainda são bem altos, e também, é claro, com o aumento aqui no Japão. Mas que é bom trabalhar ao lado de mais gente é.


Com o dia no hotel, a única diversão foi a compra no mercado e eu me dei de presente uma ida para o mercado em outro quarteirão para sair da rotina do mesmo Family Mart. Não posso nem virar o pé, mas vislumbrar as ruelas de Tóquio que se conectam com o quarteirão do hotel me lembra muito os antigos filmes de Ozu Yasujiro, a qual recomendo muito, especialmente os realizados entre os anos de 1949 e 1963. O Seven Eleven foi mais longe do que eu imaginava e quase tive que correr para chegar em 15 minutos. Como já comentei aqui, existe um guardinha para controlar nosso horário sempre que saímos. Olha ele aí embaixo à direita. À esquerda é um entregador e esse é o uniforme padrão, achei bem bonito!





Já na sexta, dia 16, tivemos a oportunidade de ir pela primeira vez para a Vila Olímpica, entrevistar João Victor Oliva que foi o primeiro brasileiro a desembarcar. Os jornalistas não podem entrar propriamente na vila, só podem ficar numa área específica para a mídia, mas que é bem bonita, com uma arquitetura toda de madeira e que faz parte do tema geral de Tóquio 2020 de reaproveitamento dos materiais. Olha eu aí embaixo com os colegas Daniel Castro (Folha de São Paulo), Guilherme Costa (Globoesporte.com) e André Rossi (Olimpíada Todo Dia).



Em seguida fomos para o centro de mídia para deixar mais frascos de saliva para testes de covid-19. O dia foi marcado pelas previsões a respeito de quem seria os porta-bandeiras no Brasil e pelos meus últimos ajustes nas previsões de medalhas. Por exigência do Comitê Olímpico Internacional, esse ano o Brasil apresentou um homem e uma mulher. Mas nada que já não estivéssemos acostumados: no Pan de Lima, também foi uma dupla a representar o país. Martine Gral e Kahena Kunze se divertiram muito e foram um dos destaques da Cerimônia de Abertura. 

Na manhã de sábado (noite de sexta aí) descobrimos os nomes de Ketleyn Quadros e Bruninho. Eu gostei, e vocês?? Achei legal que finalmente o vôlei recebeu a honra e é bacana que Quadros que fez história para o judô brasileiro receba essa honra aqui no Japão.


As coisas começam a ganhar corpo aqui. As menções sobre os Jogos aumentam de dia em dia nos jornais e na televisão. Obras pelas ruas estão aos montes, mas é difícil saber se são exatamente por conta dos jogos ou não. Às vezes vemos algumas pessoas gritando algo na rua, e bate a sensação "opa, é protesto" e realmente rolam protestos por aqui sempre. Mas de novo, difícil relacionar tão assertivamente com os Jogos Olímpicos. Inclusive, acabei dando uma breve entrevista para a televisão venezuelana, desculpem pelo portunhol:



O Japão é um país que aparentemente (me corrigem se estiver enganado, por favor) respeita muito as regras, mas sempre exigem figuras um tanto  exóticas que quebram elas de forma grandiosa (Mishima é um exemplo clássico). Outra coisa que nunca sei se é o que penso é quando o hotel dá uns minitremores. No Brasil a gente pensaria que é um carro pesado passando na rua, metrô ou alguma porta próxima que bateu forte. Mas aqui já ligamos o alerta: "seria um terremoto?". Ainda não!! Mas aviso.


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