Seleção brasileira de skate participa de evento antes do embarque para os Jogos Olímpicos - Surto Olímpico

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Seleção brasileira de skate participa de evento antes do embarque para os Jogos Olímpicos

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Atletas da seleção brasileira de skate participaram neste domingo (4) de uma coletiva de imprensa antes do embarque da equipe para os Estados Unidos, onde será finalizada a preparação para a Olimpíada. Lá, os atletas irão fazer baterias de treinos. O street viaja para Tóquio no dia 17 e o park no dia 27.  O evento foi realizado na sede de uma revista sobre o esporte em São Paulo.


O evento contou com a presença de Rayssa Leal Letícia Bufoni, do street, e Luiz Francisco, Pedro Quintas e Dora Varella, do park. Todos estão classificados para os Jogos Olímpicos. Além deles, também estiveram presentes Eduardo Musa, presidente da CBSk (Confederação Brasileira de Skate), os técnicos das duas modalidades e Bob Burnquist.


Essa é a primeira vez do skate em Jogos Olímpicos. A modalidade entrou com o objetivo de deixar o megaevento ainda mais popular, juntamente a surfe e a escalada esportiva. Segundo Burnquist, um dos primeiros brasileiros a despontar no cenário mundial e ex-presidente da confederação, esse momento é histórico e reflete o amadurecimento do skate brasileiro.


O Brasil é uma das potências do skate mundial e foi o único país ao lado dos EUA a conseguir ocupar todas as vagas olímpicas disponíveis, três em cada prova. O street feminino é uma das maiores esperanças de medalha brasileira, inclusive com a chance de um pódio triplo. 


O técnico da modalidade, Roger Mancha, afirmou que embora os resultados animem a torcida, o nível da prova é muito alto e os outros países também têm boas chances. "É tangível. Nós temos nossas três competidores no topo do ranking mundial. A gente não cria nenhuma expectativa. As pessoas esperam isso porque só veêm os resultados", falou o ele.


Estão na disputa Pamela Rosa, Rayssa Leal e Letícia Bufoni, pentacampeã dos X Games e inspiração de skatistas do mundo inteiro. Com apenas 13 anos, Rayssa falou sobre a ansiedade às vésperas da Olimpíada. "Estou muito ansiosa, assim como todas os outros (atletas) aqui. Eu acho que nessa olimpíada há uma grande chance de um pódio triplo não só no street mas no park também. Eu acho que vai dar tudo certo", disse ela.


Rayssa segurando seu ticket olímpico após o bronze no Mundial Foto: Júlio Detefon/ CBSk

Já a mais experiente falou ao Surto Olímpico que, mesmo com toda sua experiência, se vê em pé de igualdade dos outros skatistas. "Eu me vejo igual a todo mundo. Apesar de competir a muito mais tempo que eles, a gente é família! Nós andamos juntos, fazemos as coisas juntos. Lá, vamos compartilhar nossa paixão pelo skate. Por mais que eu tenha mais experiência, ali é sempre um ajudando o outro."


Nenhum dos brasileiros classificados para o street masculino estiveram no evento. Os atletas são Kelvin Hoefler, Giovanni Vianna e Felipe Gustavo, que já estão nos Estados Unidos para o período de treinamentos.


O skate park teve o Dew Tour como última competição antes dos Jogos. Foi lá que Dora Varella, Isadora Pacheco e Yndiara Asp conseguiram a classificação no feminino. Entre os homens, Luiz Francisco se garantiu antes mesmo do torneio ser realizado nos EUA, já Pedro Barros e Pedro Quintas carimbaram o passaporte durante a competição.


Quintas falou sobre como foi se preparar para Tóquio sem a realização do Mundial de park, cancelado ainda antes do Dew Tour. "Tem dois lados, foi muito bom não ter rolado o mundial, a gente não precisou se desgastar mais, ficar pensando em campeonato antas das Olimpíadas, conseguindo focar no que queríamos", afirmou o paulista.


"Mas ao mesmo tempo é um pouco ruim, porque se a gente tivesse tido este campeonato, poderíamos entrar melhor na vibe de competição, já que todo o tempo parado que tivemos em 2020 nos esfriou", finalizou Pedro. 


Única atleta do park feminino no evento, Dora Varella sempre mostrou tranquilidade durante as competições, sorrindo no antes, no durante e depois das suas voltas. Perguntada pelo Surto Olímpico, a skatista falou o que lhe deixaria nervosa pros Jogos.


"O que me deixaria nervosa seria não ter treinado o suficiente, mas eu sei que vamos ter tempo o suficiente pra treinar em Tóquio e venho treinando bastante. Ainda tem tempo para treinar as manobras eu quero fazer lá. Então com certeza eu vou estar tranquila", disse ela.


"É só mais um campeonato com volta de 45 segundos e é isso que tem que colocar na cabeça pra pressão não vir em cima e quero mostrar que o skate é diversão acima de tudo", completou Dora, que é a atual campeã brasileira.


Dora Varella treinando em Curitiba Foto: Júlio Detefon/CBSk



Dirigentes dizem estar muito felizes com o nível que o skate brasileiro alcançou

Os dirigentes demonstraram orgulho por todo o caminho que a confederação percorreu até chegar a este momento com todas as vagas disponíveis conquistadas e chance de medalhas nas quatro provas. O coordenador técnico do street, Roger Mancha, ressaltou que o skate pratica sempre os valores do olimpismo


"Eu acredito que o skate nas Olimpíadas signifique o resumo perfeito do que é o olimpismo. Só no skate a gente vê skatistas que estão disputando uma medalha de diferentes países treinando juntos. Um skatista torce pro outro acertar a melhor manobra. Quem ganhar o ouro vai ser o melhor. O esporte vai trazer esse olimpismo de uma forma muito verdadeira", falou Mancha.


Apesar de esperar medalhas, Eduardo Musa disse que eles não fazem previsão, já que nas Olimpíadas as condições de competição são diferentes. "Queremos que os nossos 12 atletas saiam do (Ariake) Skate Park dizendo fiz o meu melhor. Colocar pressão de um número x de medalhas não passa no nosso dia-a-dia", opinou o presidente.


O técnico do park, Edgard Vovô, comentou sobre os protestos no Dew Tour afirmou ter sido apenas um episódio isolado. Bob Burnquist também comentou o assunto e afirmou que, se fosse ele no lugar, não agiria como fizeram Pedro Barros, Luiz Francisco e Pedro Quintas. Porém, disse que que o fato de a competição ter sido interrompida por chuva e os skatistas virem de um longo período sem competições mexeu com o psicológico dos atletas.


O skate estreia no dia 24 de julho às 21h, no horário de Brasília, com o skate street masculino. No dia seguinte e no mesmo horário, será disputado o street feminino. O park acontece nos dias 3 e 4 de agosto, com as mulheres competindo primeiro.


Foto em destaque: Reprodução







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