Pesquisa aponta que mais da metade dos residentes de Tóquio não quer que a Olimpíada aconteça em 2021 - Surto Olimpico

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Pesquisa aponta que mais da metade dos residentes de Tóquio não quer que a Olimpíada aconteça em 2021

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Uma pesquisa encomendada pela agência japonesa Kyodo News e pela rede de televisão Tokyo MX, divulgada nesta segunda-feira (29), mostrou que mais da metade dos habitantes de Tóquio são contra a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no próximo ano, defendendo um adiamento ou até mesmo o cancelamento completo do megaevento.

O levantamento escutou 1.030 pessoas, contatadas por telefone entre os dias 26 e 28 de junho. Cerca de 27,7% responderam que querem que os Jogos sejam cancelados, enquanto 24% veem um adiamento para 2022 (ou além) como a melhor solução para as finanças japonesas, tumultuadas pela crise da Covid-19.

Outros 46,3% das respostas apoiam a manutenção da Olimpíada conforme o planejado no próximo ano, sendo iniciada em 23 de julho e finalizada em 8 de agosto. No entanto, apenas 15,2% são a favor de realizar o megaevento com todas as condições "normais", sem restrições. Outros 31,1% acreditam que os Jogos poderão ser realizados de forma reduzida, incluindo sem a presença de público.

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Desde que a Olimpíada foi adiada, no começo de março, por conta da pandemia do coronavírus, questionamentos surgiram se de fato será possível realizá-la de forma segura no próximo ano. Tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto o Comitê Organizador dos Jogos garantem que não será possível um novo adiamento. O presidente do COI, Thomas Bach, já afirmou que os Jogos deverão ser cancelados caso sua realização não seja possível em 2021. 

Eleições de Tóquio

Uma das maiores defensoras da realização dos Jogos Olímpicos no próximo ano é Yuriko Koike, atual governadora de Tóquio e vista como favorita para se reeleger no cargo. Pesquisas também encomendadas pela Kyodo neste final de semana mostram que ela é a primeira opção de voto de uma parcela significativa dos habitantes da capital japonesa (não há números precisos).

Koike não quer um cancelamento do megaevento e, por isso, garante que a organização estará flexível para as diversas variáveis advindas com a pandemia. A governadora já listou itens para simplificar os eventos e reduzir os custos da Olimpíada. Segundo ela, Tóquio estará bem preparada contra o coronavírus durante o megaevento.

Yuriko Koike na inauguração do Estádio Nacional de Tóquio (Reprodução/Facebook)
Seus rivais diretos nas eleições, por outro lado, têm visões distintas às delas e defendem a não realização dos Jogos no próximo ano. O concorrente mais radical é Taro Yamamoto, ex-ator e líder de um partido anti-establishment, que disse que, se for eleito, sua primeira medida será cancelar os Jogos.

Kenji Utsunomiya, talvez o principal nome da oposição, também defende o cancelamento do evento, mas apenas se os especialistas sugerirem. Ele aponta que despesas "imensas" podem ser salvas e usadas para apoiar os moradores de Tóquio afetados pela pandemia.

Taisuke Ono, ex-vice-governador da prefeitura de Kumamoto, vai além e quer renegociar acordos com o COI para que os Jogos aconteçam em 2024. Segundo ele, este é o tempo suficiente para o Japão e Tóquio se recuperarem da crise gerada pela pandemia.

Sem união de seus adversários, Koike está bem a frente na corrida eleitoral. Ela ganhou ainda mais força após a pandemia, já que sua conduta durante a crise foi muito bem vista pela população local e a taxa de aprovação de seu governo subiu para 69,7%. As eleições das prefeituras japonesas acontecem no próximo domingo, dia 05.

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Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

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