Em bate-papo "olímpico" durante live, Álvaro José revela expectativas para Olimpíadas de Tóquio - Surto Olimpico

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Em bate-papo "olímpico" durante live, Álvaro José revela expectativas para Olimpíadas de Tóquio

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Em grande bate-papo "olímpico" na live do Instagram do site Surto Olímpico, o jornalista, narrador e comentarista, Álvaro José, contou histórias curiosas ligadas ao evento e detalhou seus momentos mais marcantes nas Olimpíadas, além de ter dado um panorama de como deverão ser os Jogos de Tóquio em 2021 e no que afetará o adiamento por conta da pandemia de coronavírus. 

Próximo de sua 11ª cobertura de Olimpíada de Verão, Álvaro revelou suas expectativas em torno ao desempenho brasileiro em Tóquio, no qual acredita que poderá passar no número de medalhas em relação ao que foi conquistado durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. 

"Falam do fator torcida na Rio 2016, mas tem também o fator pressão. O vôlei feminino, creio eu, se surpreendeu diante da China e acabou caindo naquele momento. Acho que o Brasil fará uma ótima campanha na Olimpíada, o vôlei masculino e feminino são muito fortes por exemplo. O vôlei de praia também", disse Álvaro, que fez uma ressalva na sequência. 

"Apesar que no vôlei de praia não tem mais ‘bobo’. O favoritismo deu uma embaralhada, mas temos chance. Assim como na ginástica também temos chance com o Zanetti e Nori. O leque abriu um pouco e podemos superar as medalhas do Rio de Janeiro. Talvez não tenha tanto ouro como teve aqui. É bem mais difícil", afirmou o jornalista. 

Ao especular sobre como o adiamento dos Jogos Olímpicos poderão afetar os atletas brasileiros, Álvaro José apontou pontos positivos e negativos. 

"No começo eu estava realmente muito otimista. O surfe é uma condição de medalha, entre os homens, invejável. E o skate todos nós sabemos que o Brasil e os Estados Unidos devem levar equipes completas, com três homens e três mulheres no Park e no Street. No surfe já estão definidos os representantes, Ítalo e Medina. No skate pode embaralhar um pouco. Vamos ter umas mudanças de panorama no esporte", argumentou. 

"Por outro lado, atletas que eu achava que teriam muita dificuldade de chegar bem, e que eu conversei com eles no Maratona Bandsports, tanto Arthur Zanetti quanto o Robert Scheidt, ambos responderam que o adiamento foi uma boa. Não se sentem mais velhos, sentem que estarão mais preparados para chegar lá", ponderou. 

O jornalista também avaliou que com a possível participação de Neymar em mais um torneio olímpico de futebol masculino, o Brasil pode obter mais uma boa campanha. "Ele quer jogar a Olimpíada. Ele deve ser um dos poucos na história da modalidade, tem a prata em Londres 2012, o ouro da Rio 2016 e deve disputar uma terceira Olimpíada, podendo se dar muito bem. E melhor, o Brasil pode se dar bem". 

Doping russo e a origem da trapaça no esporte

A possível exclusão da Rússia dos Jogos Olímpicos de Tóquio, assim como em outras competições internacionais, por quatro anos, devido os sistemas de doping e fraude no controle desses dados, que será julgada em novembro deste ano, foi outro assunto debatido na live com Álvaro José. Para ele, o COI "não vai aliviar" para os russos, não interferindo no que a Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidir no julgamento. 

Ao citar o caso da Rússia, Álvaro relembrou o surgimento do doping e a relação disso com a Segunda Guerra Mundial. 

"A partir da Segunda Guerra Mundial, as tropas alemãs avançavam rapidamente. Então os soldados de infantaria percorriam ‘brincando’ 40 quilômetros por dia, carregando peso, equipamentos, calçando botas.  E qual o resultado disso? Eles tinham um estimulante chamado Perventin, que passou a ser vendido para a Alemanha inteira. Os ingleses fizeram algo parecido, mas usaram só durante a guerra", explica o jornalista. 

"Só que a Alemanha Oriental e a União Soviética pegaram essas lições e viram que dava resultado. Se você ver os resultados das Olimpíadas pós-guerra, principalmente Helsinque 1952, havia muitos atletas que tinham desempenho superiores às condições deles e foi ai que o doping passou a dar seus primeiros passos".

Carreira e memórias olímpicas

Em quase cinquenta anos de carreira no jornalismo esportivo, Álvaro José garante: quer participar da cobertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028, para retornar ao local onde fez sua primeira participação no evento pela televisão, nas Olimpíadas de 1984. 

No início do bate-papo Álvaro afirmou ter uma memória muito boa. E ele recordou os momentos olímpicos que mais marcaram sua carreira, incluindo uma narração inusitada durante as Olimpíadas de Barcelona em 1992. 

"Tive um grande privilégio de narrar Joaquim Cruz nos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles. Ele e o técnico Luís Alberto elegeram a minha narração como a melhor. Teve o Aurélio Miguel em 88 no judô, sem placar eletrônico e ai eu tive que usar conhecimento das regras, fiquei muito ligado. Outros narradores se atrapalharam e chegaram a falar que ele era medalhista de prata. Mas a gente carimbou o ouro", ressaltou. 

"Teve a luta sem imagem também, do Rogério Sampaio, que foi ouro em Barcelona 1992 no judô.  Eu estava no estádio Olímpico narrei a prova dos 10.000 metros. Ai entramos na transmissão do judô. Naquela época estávamos com todos os sinais, menos a do tatame B do judô. A primeira luta do Rogério foi no tatame B e eu só tinha sinal do tatame A. Fechei os olhos e narrei", contou. "Mas tudo tem um porque. Colocaram no meu ouvido o retorno do  Rogério Carneireiro, hoje editor da Record Internacional, que foi árbitro de judô. E ele foi me avisando sobre o que estava acontecendo na luta". 

"Ele falava quando a luta estava no chão e eu ia fazendo a 'fantasia'. E acabou que bateu com a informação dele, tanto que ninguém acredita que eu não vi a luta. Já na segunda luta que narrei ainda nesta ocasião falaram, ‘bateu mas não foi tão perfeito quanto na primeira’. Ai depois eu desci e fiz as outras narrações", afirmou Álvaro.

Você pode acompanhar a live na íntegra logo abaixo. 




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Foto: Divulgação

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