Copa América Feminina 2022: formato, histórico, destaques e transmissão


A Copa América Feminina 2022 vai começar. O torneio, que passará a ocorrer a cada dois anos após esta edição, será realizado entre os dias 8 e 30 de julho, na Colômbia. As cidades de Bucaramanga, Armênia e Cali abrigarão as partidas entre as dez seleções participantes.

Em sua nona edição, o campeonato promete refletir o desenvolvimento do futebol feminino sul-americano nos últimos anos. Como reconhecimento desta evolução e resposta à luta das atletas, a Conmebol aumentou a premiação da competição. O campeão deste ano levará 1,5 milhão de dólares e o vice, 500 mil. No futebol masculino, a Argentina, vencedora em 2021, levou 10 milhões de dólares como prêmio. 

Além do titulo de melhor seleção da América do Sul, as equipes também disputam um lugar nos Jogos Olímpicos de 2024. A Conmebol anunciou que os dois primeiros colocados garantem vaga direta para Paris, enquanto o terceiro, quarto e quinto estarão classificados para os Jogos Pan-Americanos de 2023, em Santiago. No caso da Copa do Mundo de 2023, que será realizada na Austrália e Nova Zelândia, campeão, vice e terceiro colocado estarão classificados, enquanto quarto e quinto precisarão disputar repescagem. 

O jogo de estreia será entre Bolívia e Equador, na sexta-feira (8), às 18h. O Brasil faz sua primeira partida contra a Argentina, no sábado (9), às 21h. 

Formato 

As dez seleções participantes estão divididas em dois grupos de cinco. Brasil, atual campeão, e Colômbia, país-sede, foram cabeças de chave para o sorteio. Na primeira fase, todos os times se enfrentam dentro do grupo e os dois melhores avançam para a semifinal. Os primeiros colocados enfrentam os segundos de cada grupo, em esquema: 1º A x 2º B, 1º B x 2º A. A final será disputada no dia 30 de julho, em Cali, no Estádio Olímpico Pascual Guerrero, que tem capacidade para 35.405 torcedores.  

Histórico 

A seleção brasileira é a maior vitoriosa da competição continental, com sete títulos em oito edições. A Argentina foi a única equipe a quebrar a sequência brasileira, tendo vencido a competição em 2006, em final contra o Brasil. O país ainda acumula três vice campeonatos, em 1995, 1998 e 2003, sendo seguido por Colômbia e Chile, com duas segundas colocações cada. 

Além do maior número de troféus, o Brasil também é recordista de participações ao lado do Chile: ambos os países são os únicos que participaram de todas as Copas América, realizadas desde 1991. 

Seleção Brasileira 

No cenário sul-americano, o Brasil é hegemônico. São sete títulos em oito edições, com uma campanha de 44 jogos, 41 vitórias, um empate e duas derrotas, ambas para a Argentina. Peru, Uruguai e Venezuela nunca sequer marcaram gols contra a seleção brasileira. Na última Copa América, em 2018, o Brasil foi campeão com vitória sobre a equipe da casa. 

Apesar do amplo favoritismo, o Brasil chega à competição com um retrospecto ruim de amistosos recentes: em cinco jogos, foram duas derrotas, dois empates e uma vitória. No entanto, é preciso pontuar que a seleção só enfrentou equipes europeias, que estão um nível acima do desempenho apresentado no futebol sul-americano. A equipe de Pia Sundhage empatou com Finlândia e Espanha, venceu a Hungria e perdeu para Dinamarca e Suécia. 

Com uma equipe em processo de renovação desde os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, esta será a primeira vez em mais de uma década que o Brasil não contará com nenhuma das atletas da geração dourada: Formiga, Cristiane e Marta. A atacante seis vezes melhor do mundo, no entanto, só está fora devido à uma lesão. 

Entre as jogadoras mais experientes do elenco estão Tamires, lateral esquerda, Rafaelle, zagueira, e Debinha, artilheira da equipe desde a chegada de Pia, em 2019. Entre as novatas, pode-se destacar a goleira Lorena, do Grêmio, que fará sua estreia pela seleção em jogos oficiais, e Geyse, recém contratada pelo Barcelona e artilheira do campeonato espanhol.

Convocadas 

Goleiras:

Natascha - Flamengo (substitui Lelê, do Corinthians, machucada)

Lorena - Grêmio

Luciana - Ferroviária

Defensoras:

Antonia - Levante (Espanha)

Fernanda Palermo - São Paulo

Kathellen - Inter de Milão (Itália)

Letícia Santos - Frankfurt (Alemanha)

Tainara - Bayern de Munique (Alemanha)

Tamires - Corinthians 

Rafaelle - Arsenal (Inglaterra) 

Meio-campistas:

Adriana - Corinthians 

Angelina - OL Reign (EUA)

Ary Borges - Palmeiras

Duda Santos - Palmeiras 

Gabi Portilho - Corinthians

Kerolin - North Carolina Courage (EUA)

Luana - Corinthians   

Maria Eduarda Francelino - Flamengo 

Maria Eduarda Sampaio - Internacional (substitui Gabi Nunes, do Madrid CFF, lesionada)

Atacantes:

Bia Zaneratto - Palmeiras

Debinha -  North Carolina Courage (EUA)

Geyse - Barcelona (Espanha)

Gio - Levante (Espanha)

Destaques 

Grupo A: Colômbia e Chile são favoritas.

Colômbia: 

  • Uma das principais forças do continente, a Colômbia fortaleceu seu campeonato nacional nos últimos anos e colheu frutos no nível de clubes. Na Libertadores, o país conquistou um título, em 2018, com o Atlético Huila, e chegou a outras duas finais, em 2020 e 2021, com América de Cali e Santa Fé. 
  • A maioria das atletas convocadas jogam em times colombianos e espanhóis. Catalina Usme, do América de Cali, foi artilheira da última edição da Copa América e é uma das atletas mais experientes da equipe, assim como Liana Salazar, meia do Corinthians. Manuela Vanegas Cataño, lateral esquerda do Real Sociedad (ESP), também é uma jogadora de quem se espera um bom desempenho.

Chile: 

  • Finalista da última edição de Copa América, o Chile talvez tenha a melhor jogadora da competição: Christiane Endler, melhor goleira do mundo e campeã da Champions com o Lyon nesta temporada. Endler deverá ser a maior arma chilena para a conquista da primeira colocação no grupo.
  • Além da arqueira, a seleção chilena ainda tem dois destaques vindos do futebol europeu: a defensora Camila Sáez, do Rayo Vallecano, e a meia Francisca Lara, do Villareal. 

Equador, Paraguai e Bolívia:

  • Entre estas equipes, o Paraguai é quem tem o melhor desempenho no futebol sul-americano, tanto no futebol de clubes, quanto no de seleções. O destaque individual é Jessica Martínez, atacante do Sevilla e campeã da Libertadores com o Sportivo Limpeño (PAR), em 2016.


Grupo B: Brasil e Argentina devem avançar sem maiores problemas. 

Brasil: 

  • Amplo favorito, o Brasil chega na competição para manter o bom retrospecto contra os adversários sul-americanos e garantir vagas na Copa do Mundo de 2023 e nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Pia buscará entrosar a equipe e acertar aspectos ofensivos que não vêm funcionando. Além disso, manter a intensidade durante os 90 minutos também está entre as prioridades da treinadora. 
  • Debinha e Geyse são os destaques no ataque, enquanto a dupla Angelina e Luana deve ser a base de sustentação no meio-campo. Na defesa, Rafaelle e Tainara devem formar a zaga titular ao lado da lateral esquerda Tamires. A lateral direita, por sua vez, segue sendo uma incógnita desde os Jogos Olímpicos de Tóquio. 
  • Para a partida de estreia, Pia terá os desfalques de Luana e Duda Francelino, pois as atletas testaram positivo para Covid-19 antes da concentração. Elas se juntarão à delegação no sábado.

Argentina:

  • Única seleção a derrotar o Brasil na Copa América, a Argentina é uma das melhores seleções sul-americanas. As jogadoras convocadas jogam, em sua maioria, na Argentina, no Brasil e na Espanha, campeonatos que tiveram grande evolução desde a última edição do torneio em 2018. 
  • Entre os destaques hermanos, podemos citar Agustina Barroso, zagueira do Palmeiras, Soledad Jaimes, atacante do Flamengo com passagem vitoriosa pelo Santos, Florencia Bonsegundo, atacante habilidosa do Madrid CFF, e Estefanía Banini, meio-campista armadora do Atlético de Madrid e artilheira argentina na última Copa América, com três gols marcados. 

Peru, Venezuela e Uruguai:

  • São seleções com pouca tradição no futebol feminino. No retrospecto recente de amistosos, é a Venezuela que obteve melhores resultados: foram duas vitórias e três empates nos últimos cincos jogos. 

Abaixo, confira as posições das seleções sul-americanas no ranking da FIFA.

Brasil - 9º

Colômbia - 28º

Argentina - 35º

Chile - 38º

Paraguai - 50º

Venezuela - 52º

Peru - 66º

Equador - 68º

Uruguai - 71º 

Bolívia - 91º 

Transmissão 

Os jogos da seleção brasileira serão transmitidos com exclusividade na TV aberta pelo SBT, canal que também exibirá a final. Na TV fechada, a transmissão será do Sportv. 


Fotos: reprodução/Conmebol


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