Bicampeão olímpico em Pequim, sueco doa medalha a filha de dissidente detido na China


O patinador aueco Niels van der Poel deu uma das duas medalhas olímpicas conquistadas nos Jogos  Olímpicos de Inverno para a filha de um editor sueco de origem chinesa, atualmente detido por criticar o regime da China.

A doação da medalha conseguida na prova de patinação de velocidade dos 5.000 metros a Angela Gui foi, de acordo com a Anistia Internacional, uma forma de protestar contra a política de direitos humanos do governo de Pequim.

van der Poel, que também sagrou-se campeão nos 10.000 metros, criticou duramente o regime chinês quando voltou ao seu país após os Jogos Olímpicos de Inverno, que terminaram no domingo passado.

Em fevereiro de 2020, o editor e ativista sueco Gui Minhai foi condenado a dez anos de prisão pelas autoridades chinesas por "prestar serviços ilegais de inteligência a países estrangeiros".

Os problemas de Gui Minhai com o regime chinês começaram em 2015, quando cinco editores de Hong Kong, que vendiam livros críticos do Partido Comunista Chinês, desapareceram misteriosamente, para reaparecerem sob custódia da China volvidos alguns meses.

Após cumprir uma sentença de dois anos, o editor foi libertado em outubro de 2017, mas, meses depois, foi preso novamente pelas autoridades chinesas quando viajava num comboio para Pequim, acompanhado por diplomatas suecos, processo que culminou com a condenação anunciada em fevereiro de 2020.

O caso de Gui Minhai tem causado fortes tensões diplomáticas entre Estocolmo e Pequim.

Foto: Frankie Fouganthin
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