Paraesgrima terá quatro brasileiros assumindo funções na IWAS a partir da próxima temporada


O Brasil terá representatividade maior na paraesgrima internacional. No último dia 18, em Budapeste, na Hungria, a Federação Internacional do Esporte para Amputados e Cadeirantes (IWAS) referendou os nomes de quatro brasileiros para fazerem parte das decisões da entidade a partir da temporada 2022: Arno Schneider, Carolina Anzolin, Eduardo Romão e Ricardo Ferrazzi.

Arno Schneider, que é vice-presidente da Confederação Brasileira de Esgrima, exercerá também a função de tesoureiro da entidade internacional. “Eu passo a cuidar da parte de projetos e da aplicação de recursos a nível mundial. Para mim, é uma satisfação muito grande, a nível de confiança dos membros da IWAS”, explica.

Outros três brasileiros vão atuar em comissões da entidade. A árbitra Carolina Anzolin passa a fazer parte da Comissão de Regulamentos. O técnico e árbitro Ricardo Ferrazzi, marcará presença na Comissão de Arbitragem. E Eduardo Romão, que também exerce as funções de técnico e árbitro, além de ser o coordenador do Instituto Brasileiro de Esgrima, estará na Comissão de Esportes.

“Isso demonstra o grande trabalho que a gente está fazendo na paraesgrima dentro da Confederação, com a coordenação da parte de esportes do Ivan Schwantes. Na parte de desenvolvimento, temos a escola, no CT Paralímpico, onde conseguimos, no primeiro ano, realizar cursos de técnicos, árbitros e classificadores funcionais, com certificação internacional. Isso é o primeiro passo para o desenvolvimento da paraesgrima na América Latina”, ressalta Schneider.

Por fim, o dirigente e, agora, tesoureiro da Federação Internacional, acredita que a paraesgrima brasileira terá um ganho importante com a presença dos quatro no centro das decisões.

“Acredito que seja uma projeção para o nosso país, com proteção para os atletas nas competições internacionais. Com a participação destes novos membros, teremos um impacto muito grande nas decisões técnicas. É de fundamental importância para que os nossos atletas consigam permanecer dentro do ranking internacional sem serem prejudicados em nenhum momento”, finaliza.

Foto: Augusto Bizzi/FIE

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