Rússia diz que possível boicote dos EUA a Pequim 2022 é "sem sentido" - Surto Olímpico

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Rússia diz que possível boicote dos EUA a Pequim 2022 é "sem sentido"

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Representantes do governo russo descreveram o possível boicote estadunidense aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, que serão realizados em Pequim, como “sem sentido”.

Autoridades dos Estados Unidos aprovaram em junho, no senado, uma série de medidas destinadas a combater a política externa e influência externa econômica chinesa e vai agora para aprovação da Câmara dos Deputados. Caso avance, essa série de leis precisaria passar para aprovação do presidente Joe Biden antes de ser posta em prática.

A acusação do Estados Unidos e de outros países é de que a China tem submetido os muçulmanos da etnia uigur a trabalhos forçados, operação de programa de vigilância em massa, detenção de milhares em campos de internamento, esterilizações forçadas e destruição intencional do patrimônio cultural em Xinjiang.

Em resposta, o governo local alega que os campos são centro de treinamento projetados para reprimir o extremismo islâmico e o separatismo, e nega todas acusações. Em contrapartida, a Rússia, que é parceira econômica de Xi Jinping, garantiu presença na competição e será representada na cerimônia de abertura por seu presidente Vladmir Putin.

“Parece-me que precisamos prestar menos atenção ao que estão discutindo em seus senados ou congresso”, disse a porta-voz russa Maria Zakharova, a agência russa TASS. “Não é a primeira e nem a última vez que ouvimos todo esse absurdo de lá, referindo-se aos Estados Unidos..

Grupos de direitos humanos e políticos de países do ocidente estão entre os que apoiam que seus respectivos países boicotem os Jogos de Inverno em retaliação as atitudes tomadas pelo governo chinês em relação ao suposto desrespeito aos direitos humanos como no caso dos uigures.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) se recusou a mencionar os uigures pelo nome e Thomas Bach já havia insistido que a organização não é um “super governo mundial” quando questionado sobre o histórico da China em direitos humanos.

Foto: Reuters

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