Surto em Tóquio #6: depois de um grande perrengue olímpico, finalmente no Japão!! - Surto Olímpico

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Surto em Tóquio #6: depois de um grande perrengue olímpico, finalmente no Japão!!

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Surto Olímpico Tóquio

(Neste espaço, o repórter Mateus Nagime, enviado a Tóquio, contará todos os dias os bastidores da segunda cobertura olímpica do Surto. Acompanhe aqui os textos anteriores: dia 1, dia 2, dia 3, dia 4, dia 5)

Cheguei em Tóquio!!! A gente já sabia da dificuldade que seria chegar no aeroporto de Narita, quase 40 horas depois da saída para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, mas nada disso foi perto das quase 12 horas entre o desembarque do avião e finalmente entrar no meu quarto. Senta que lá vem história:


Não sei se vocês já acompanharam, mas eu postei bastante stories da viagem e vale acompanhar lá os detalhes. 38 horas depois do embarque, chegamos finalmente em solo japonês. A emoção foi enorme!! Logo que a gente sai, temos uma fila de cadeira para sentarmos e esperarmos nossa vez. 



Funcionários de Tóquio 2020 passam regularmente para checar todos os documentos, exames e ir nos direcionando cada vez mais a frente da fila. Depois de uma hora desta fase inicial, lá pelas 18h30 finalmente avançamos para o centro de coleta. Foi realizado o teste antígeno, em que precisamos cuspir num frasco. É mais simples do que o cotonete no nariz, mas olha, não é fácil encher o frasco não.... Realizaremos este teste todos os dias, e em alguns casos o RT-PCR também


Com tudo isso concluído, eu e os amigos da Olimpíada Todo Dia fomos para uma outra salinha esperar os resultados do exame. Daí bota chá de cadeira… ficamos mais de três horas lá na companhia de outros jornalistas, a maioria suíços, todos vindos do mesmo voo de Zurique. Os brasileiros, claro, arrumaram uma mesinha e começamos a jogar um baralho para descontrair.


Atletas suíços tóquio 2020
Atletas da Suíça também a espera do teste de COVID-19 no aeroporto de Narita


Como tinham vários atletas suíços também esperando, a organização de Tóquio 2020 deu preferência para soltar os resultados deles primeiro, mas não muito cedo também. Só às 21h50, depois de muita leitura, truco, tentativa de sono e lembrança das histórias de viagem, fomos buscar nosso resultado: negativo.


As primeiras cinco horas foram fichinha perto do que aconteceu depois

Em certo momento, percebemos que um jornalista que havia reservado já o táxi teve prioridade, já que o motorista o estava esperando. Antes de contar nossa saga para chegar ao hotel, vou fazer um resumo do esquema de  transporte: a partir do dia 9, teremos transporte do TOCOG (mas ainda não está claro qual será o esquema), e estamos proibidos de utilizar o transporte público de Tóquio durante os primeiros 14 dias, quando, enfim, ganharemos até um cartão com acesso ilimitado.


Porém, pensando numa quarentena mais ampla, decidimos chegar com antecedência e pegamos, talvez, um buraco de organização. Se esperamos cinco horas, com menos de 100 pessoas sendo processadas, imagina quando centenas - ou milhares - de pessoas chegarem juntas? De qualquer forma, no sábado, pouco antes de viajarmos, a organização enviou um e-mail com a indicação de uma empresa, que seria o único transporte disponível para nós usarmos do aeroporto à cidade. Porém, achei que não faria sentido reservar com tanta antecedência, se não sabíamos a hora em que saíriamos do aeroporto. Deixei preparado para ligar na hora de buscar as malas e sair.


Eu e o pessoal do OTD, que estava na mesma situação, ligamos para o serviço que nos disse precisar de dois dias de antecedência para atender a pedidos do aeroporto de Narita, por ser muito longe de Tóquio. Daí pedimos ajuda ao pessoal da organização, que não foi de muita ajuda. Eles falaram que poderíamos entrar em contato com o serviço de táxi do lado de fora e que estaríamos liberados para “sair do esquema oficial”. Maravilha!!!


A esta altura já eram 22h30 e fomos os últimos a sair. Uma pausa em tanta confusão para um momento mágico: a entrevista com a oficial de imigração que enfim colou o selinho de Tóquio 2020, que funciona como visto de entrada por três meses no Japão.

Funcionários do Comitê Organizador verificando os documentos 

 

Saímos e fomos buscar stands de táxi, todos fechados.  Achamos um motorista que em um carro pequeno nos disse que o táxi custaria 31 mil ienes além dos pedágios. Algo como 300 euros, ou 1600 reais. Por um táxi!! E eu que achava o táxi no Rio bem caro… O pior é que um amigo meu que morou aqui me disse depois que esse preço é o normal para a madrugada e durante o dia sairia uns 20% mais barato em média!


Tentamos Uber e não estava disponível para o aeroporto. Cogitamos pegar o trem, mas além de ficarmos na dúvida se não seria uma falta grave no protocolo, teríamos menos de 20 minutos para comprar os bilhetes e entender todo o processo de baldeação. As duas malas por pessoa não ajudavam muito. Daí bateu o desespero e a chamada para ação. A ideia de passar a noite no aeroporto era real, mas a perspectiva de ter algo melhor durante a manhã não era das maiores.


Cada um foi tentando algum jeito, até que conseguimos alternativas paralelas e complementares: O pessoal do OTD conseguiu alugar uma van - que saiu bem mais barato que um táxi e coube todos eles apertadinhos e com uma mala minha ainda de “brinde” - e um grande amigo meu do Sri Lanka conseguiu que um amigo dele que mora numa cidade próxima a Tóquio fosse me buscar de carona no aeroporto. Como ele chegou apenas às 3 da manhã, e acredite, havia engarrafamento a esta hora, eu só consegui entrar no hotel já amanhecendo, quase às 5 horas. Mais do que perrengue chique, perrengue olímpico!!


Um bom banho depois de 55 horas na estrada e meras três horas de sono antes de começar o dia, já com altas aventuras. As primeiras impressões do Japão e o dia-a-dia aqui ficam para amanhã. Boa noite pessoal, vou lá que o dia está começando aqui!!!


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