Osaka Naomi cita depressão e ansiedade ao anunciar desistência de Roland Garros - Surto Olímpico

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Osaka Naomi cita depressão e ansiedade ao anunciar desistência de Roland Garros

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A edição de 2021 de Roland Garros não terá mais a participação de Osaka Naomi. A tenista japonesa anunciou nesta segunda-feira (31) a desistência do torneio. Em um longo comunicado publicado nas redes sociais, a tenista revelou sofrer com crises de depressão e ansiedade, declarando que "o melhor para o torneio, para os outros jogadores e para o meu bem-estar é a minha saída (do torneio) para que cada um volte a se concentrar no tênis".


Naomi chegou a jogar a primeira rodada do torneio e venceu a romena Patricia Maria Tig (6/4 e 7/6[4]), e enfrentaria na segunda rodada em Paris outra romena, Ana Bogdan. Mas sua participação no saibro francês vinha sendo recheada de polêmicas, com sua recusa ao dar entrevistas coletivas, sendo multada pela organização em 15 mil dólares (aproximadamente 75 mil reais). Osaka não gostou nada da punição e fez duras criticas ao evento nas redes sociais.


Já em seu comunicado, Osaka revelou que tem tido "longas crises de depressão desde o US Open de 2018" - onde venceu a decisão contra Serena Williams - além de admitir que sofre crises de ansiedade antes de falar com a imprensa por não ser uma "boa oradora". 


Osaka também afirmou que espera discutir soluções com os grandes torneios sobre a questão onde todos os tenistas participantes das chaves masculina, feminina, de duplas e duplas mistas em torneios de Grand Slam são obrigados a participar de entrevistas coletivas. A multa para quem infringe a determinação pode chegar a R$ 105 mil reais.


Confira abaixo o comunicado de Osaka na íntegra:


"Oi, pessoal. Essa não era uma situação que imaginei ou pretendi passar quando postei aqui dias atrás. Acho que agora o melhor para o torneio, para as outras jogadoras e para o meu próprio bem-estar é abandonar (o torneio). Assim, todo mundo pode voltar o foco para o tênis que está sendo jogado em Paris. Eu nunca quis me tornar uma distração e eu aceito que meu timing não foi o ideal e minha mensagem poderia ter sido mais clara. 


Mais importante ainda, eu jamais exagerei em usar o termo 'saúde mental'. A verdade é que eu tenho sofrido longos períodos de depressão desde o US Open de 2018 e eu tive muita dificuldade em lidar com isso. 


Todos que me conhecem sabem que sou introvertida, e todos que me viram em torneios notam que eu geralmente estou com fones de ouvido porque eles ajudam a aplacar minha ansiedade mental. Embora a imprensa especializada em tênis tenha sempre sido carinhosa comigo (e eu quero me desculpar sobretudo com os bons jornalistas que eu possa ter magoado), eu não sou uma boa oradora e tenho enormes crises de ansiedade antes de falar com a imprensa. Eu fico realmente nervosa e acho realmente estressante me conectar e dar as melhores respostas que gostaria. 


Então, aqui em Paris eu já estava me sentindo vulnerável e ansiosa e por isso pensei que seria melhor me cuidar e não ir às entrevistas coletivas. Eu avisei isso preventivamente porque sinto que as regras são datadas em partes e eu queria destacar isso. Eu escrevi reservadamente ao torneio pedindo desculpas e dizendo que eu ficaria feliz de conversar com eles depois do campeonato, já que os Grand Slams são muito intensos. 


Eu vou me afastar um pouco das quadras agora, mas quando for a hora certa eu quero conversar com os executivos do circuito para tornar as coisas melhores para os jogadores, imprensa e fãs. De qualquer maneira, espero que todos estejam bem e seguros, amo vocês e nos vemos em breve"


Foto: Susan Mullane/ USA Today Sports/Reuters

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