Ketleyn Quadros conquista a prata no Grand Slam de Kazan de judô - Surto Olímpico

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Ketleyn Quadros conquista a prata no Grand Slam de Kazan de judô

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Depois de um primeiro dia apagado, o judô brasileiro subiu ao pódio no Grand Slam de Kazan, na Rússia, nesta quinta-feira (06). Ketleyn Quadros conquistou a medalha de prata na categoria até 63kg após vencer três lutas e perder para a polonesa Agata Ozdoba-Blach na final. Maria Portela chegou também chegou perto da medalha, mas ficou na quinta colocação na categoria até 70kg ao ser derrotada na disputa do bronze.


Cabeça de chave número 3, Ketleyn iniciou sua trajetória batendo a sul-coreana Cho Mokhee por imobilização. Em seguida, passou pela espanhola Cristina Cabaña Perez por ippon. Na semifinal, encarou uma parada dura: a eslovena Andreja Leski, número 5 do mundo. Após uma luta amarrada, a brasileira conseguiu um lindo ippon no golden score e avançou à decisão.


Valendo o título, ela enfrentou a polonesa Agata Ozdoba-Blach e foi superada com um waza-ari no golden score, após revisão do VAR. Curiosamente, Ozdoba-Blach também foi a algoz de outra brasileira em Kazan. A polonesa passou por Aléxia Castilhos, por waza-ari, na segunda rodada. Aléxia fazia sua estreia, enquanto a europeia já estava na segunda luta. 



Esta foi a quinta medalha de Ketleyn em Grand Slams, a segunda de prata. Ela voltou a subir ao pódio em um torneio do nível depois de quase dois anos. Sua última conquista havia sido o bronze em Abu Dhabi, em outubro de 2019. Com a medalha, a medalhista olímpica deve subir para a oitava colocação do ranking mundial, tornando-se momentaneamente a sexta cabeça de chave de Tóquio-2020


Portela também entrou na disputa nas oitavas de final. Terceira atleta mais bem ranqueada da categoria, ela passou pela eslovena Anka Pogacnik e pela neerlandesa Hilde Jager nas duas primeiras lutas ao forçar três shidôs. A brasileira foi parada pela alemã Giovanna Scoccimarro na semifinal, também com punições. Pela disputa de bronze, perdeu por waza-ari da sueca Anna Bernholm.


Maria Portela está virtualmente classificada à Olimpíada de Tóquio (Abelardo Mendes Jr./rededoesporte.gov.br)


Portela tem dez medalhas em Grand Slams e chegou perto de conquistar sua segunda da temporada. Neste ano, ela já havia sido campeã em Tbilisi, na Geórgia, em março. Com o "quase pódio" desta vez, ela somou 108 pontos no ranking olímpico, mas segue na nona colocação, ainda consolidada como uma das cabeças de chave do peso médio em Tóquio-2020.


Além das mulheres, dois brasileiros competiram no dia, mas nenhum passou das oitavas de final. Em situação complicada na classificação olímpica, Eduardo Yudy venceu o italiano Antonio Esposito, um adversário direto, mas perdeu para o belarrusso Yunus Bekmurzaev, apenas o 80º colocado do ranking, nas oitavas, ambas as lutas decididas por waza-ari. 


Eduardo Barbosa, por sua vez, perdeu na primeira luta para o romeno Alexandru Raicu, por waza-ari. Com os resultados ruins dos xarás, Yudy deixou a zona de qualificação olímpica direta e "tomou" a cota continental de Barbosa, que deixa de estar classificado para a Olimpíada. Vale lembrar que, depois de Kazan, restará apenas o Mundial, em junho, a ser disputado antes da definição final das vagas.


O Grand Slam de Kazan será encerrado nesta sexta-feira, com os pesos mais pesados. Sete brasileiros entrarão em ação: Rafael Macedo (90kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Buzacarini (100kg), Rafael Silva (+100kg), David Moura (+100kg), Beatriz Souza (+78kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg). 


Surte +: Entenda como está a situação de cada um dos brasileiros na corrida olímpica do judô


Foto de capa: Arquivo/Roberto Castro/rededoesporte.gov.br


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