A dois meses para a Olimpíada, duplas masculinas do vôlei de praia seguem caminhos de preparação distintos - Surto Olímpico

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A dois meses para a Olimpíada, duplas masculinas do vôlei de praia seguem caminhos de preparação distintos

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Faltando pouco mais de dois meses para o início da Olimpíada de Tóquio, as duplas que representarão o Brasil no torneio masculino de vôlei de praia no Japão estão com foco total na preparação para os Jogos. Mas, em um ciclo olímpico muito diferente por causa da pandemia da COVID-19, cada uma seguirá um caminho próprio até a disputa na arena montada no Parque Shiokaze, na capital japonesa.

No último sábado (22), Alison e Álvaro Filho embarcaram para a Rússia, onde jogarão pelo Circuito Mundial em Sochi, entre 26 e 30 de maio. Na sequência, Ostrava, na República Tcheca, recebe mais uma etapa da competição internacional, de 2 a 6 de junho.

“Estamos treinando forte, mantendo a nossa rotina de preparação, seguindo todos os protocolos de segurança por causa da pandemia. Este foi um ciclo bem diferente para mim em vários sentidos: pandemia, adiamento dos Jogos, um novo parceiro, uma corrida olímpica complicada, tive Covid, minha filha nasceu", disse Alison.

"Estamos crescendo, evoluindo como dupla, a sequência de etapas no México fez com que nosso time subisse mais um degrau na preparação. Nós estamos abdicando de muita coisa para que possamos fazer o nosso melhor no Japão. Todo atleta precisa fazer sacrifícios para alcançar os seus objetivos, estamos nos dedicando ao máximo, focados e unidos pensando nas Olimpíadas”, afirmou o campeão olímpico.

A outra dupla olímpica brasileira não participará das etapas de Sochi e Ostrava. Com Bruno Schmidt buscando melhorar a forma física após se recuperar da internação por Covid-19 em fevereiro, ele e Evandro vão intensificar os treinamentos no Brasil, com direito a dois períodos de treinos no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ), de 24 a 28 de maio e 7 a 11 de junho.

“A intenção de ter ido para Cancún era justamente averiguar minha situação atlética. E a gente diagnosticou alguns problemas que estamos atacando diretamente. Obviamente, pela minha situação de ter ficado bem debilitado por conta da COVID, prejudicou bastante minha parte física. Então estamos tentando contornar esse problema. Acho que competir sem uma parte física adequada não é vantajoso", explicou Bruno, que também foi campeão olímpico na Rio-2016.

Até os Jogos Olímpicos, ainda há a previsão de Evandro e Bruno disputarem a etapa do Circuito Mundial em Gstaad, na Suíça, de 6 a 11 de julho, além da nona etapa do Circuito Brasileiro e do SuperPraia, que ainda terão as datas e locais divulgados pela CBV.

Foto: Ana Patrícia/INOVAFOTO/CBV

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