Em Budapeste, Hungria conquista vaga olímpica inédita para equipe feminina de sabre; confira as 30 esgrimistas classificadas - Surto Olímpico

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Em Budapeste, Hungria conquista vaga olímpica inédita para equipe feminina de sabre; confira as 30 esgrimistas classificadas

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Com o andamento da Copa do Mundo de Sabre disputada em Budapeste, as 60 primeiras vagas olímpicas para a esgrima estão finalmente determinadas mesmo antes do término da competição.  A disputa feminina estava embolada, mas com a queda de Japão e Ucrânia, China e Hungria mantiveram suas posições no ranking, carimbando o passaporte para Tóquio, além da Tunísia que no último momento conseguiu furar o top16 mundial e garantir a última vaga. 


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Coreia do Sul garantiu a quarta colocação no ranking mundial, liberando uma vaga continental que ficou com a China. Apesar da queda inesperada na estreia para a Geórgia por 45 a 40, a derrota do Japão para a França nas quartas por 45 a 41 classificou a China ao torneio por equipes. Resta ao Japão uma das vagas no individual destinada a Ásia/Oceania, com Emura Misaki. Quem também garantiu sua vaga pela região foi a indiana Chadalavada Anandha Sundhararaman Bhavani Devi, ou simplesmente Bhavani Devi. Ela será a primeira esgrimista de seu país a disputar os Jogos Olímpicos. 



Além da Rússia, França e Itália que já estavam classificadas, a Hungria carimbou sua vaga por equipes, um feito inédito para o sabre feminino. A Ucrânia precisava do título, mas também caiu nas quartas para a Coreia do Sul por 45 a 36. A líder mundial Olga Kharlan representará o país no torneio individual e tentará sua terceira medalha olímpica, desta vez de ouro para fazer companhia ao bronze de Londres 2012 e Rio 2016. A grega Theodora Gkountoura ficou com a segunda vaga continental. Apesar do campanha incrível, a Polônia ainda não tem vagas no sabre feminino.


A Tunísia começou o dia em 17º lugar, fora da zona de classificação, mas como não tinha participado da Copa do Mundo de 2019, somou todos os pontos desta Copa do Mundo e ultrapassou a Venezuela ao vencer o Egito na primeira rodada por 45 a 39. É necessário que a seleção esteja entre as 16 melhores do mundo para confirmar a vaga continental.Curiosamente, o Egito também se beneficiou com a vitória tunisiana sobre sua equipe e classificou Nada Hafez para o torneio individual pela vaga africana. 


Fechando os classificados, o time estadunidense representará a América, enquanto a canadense Gabriella Page classificou-se no torneio individual.


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Quatro torneios pré-olímpicos continentais (Ásia e Oceania contam como um, além de África, Europa e América) serão disputados em abril definindo as últimas quatro vagas do torneio direto olímpico. Karina Trois defenderá o Brasil no Pan-Americano a ser disputado na Cidade do Panamá. O Japão tem direito a no mínimo oito vagas em todas as armas, além de eventuais convites do COI. 


Ainda que o ranking final para a definição de vagas será o de 5 de abril, nenhuma outra competição de sabre acontecerá até lá.  À espera ainda de oficialização por parte da Federação Internacional de Esgrima (FIE), o Surto Olímpico com base em projeção própria do novo ranking apresenta os classificados para os Jogos Olímpicos de Tóquio no sabre.

Torneio por equipes (8 equipes, 24 sabristas)


Os oito países abaixo se classificam pelo ranking para a disputa por equipes. Os quatro primeiros como líderes do ranking mundial e os quatro seguintes pelas vagas continentais. Cada país pode escolher os três membros, não necessariamente os três melhores do ranking. 


Até 2016, cada país tinha quatro integrantes - incluindo um reserva -, mas como desta vez o número de competições aumentou de 10 para 12, o número de integrantes diminuiu, aumentando a margem de zebra no caso de lesão ou qualquer problema que um atleta possa ter.

A classificação ao lado se refere ao ranking mundial.


1ª Rússia - Sofya Velikaya (2ª), Olga Nikitina (11ª), Sofia Pozdniakova (17ª), Yana Egorian (23ª), Alina Mikhailova (48ª)

2ª França - Manon Brunet (3ª), Cecilia Berder (12ª), Charlotte Lembach (15ª), Sara Balzer (32ª), Caroline Queroli (40ª)

3ª Itália - Irene Vecchi (18ª), Rossella Gregorio (20ª), Martina Criscio (21ª), Sofia Ciaraglia (53ª), Michela Battiston (62ª)

4ª Coreia do Sul - Kim Jiyeon (8ª), Yoon Jisu (14ª), Choi Sooyeon (25ª), Seo Jiyeon (27ª), Hwang Seona (43ª)

5ª (Europa) Hungria - Marton Anna (5ª), Pusztai Liza (7ª), Katona Renata (44ª), Pohl-Mikulik Julia (76ª), Zahonyi Petra (129ª)

7ª (América) EUA - Anne-Elizabeth Stone (6ª), Mariel Zagunis (9ª), Dagmara Wozniak (28ª), Aleksandra Shelton (55ª), Francesca Russo (85ª) 

9ª (Ásia) China - Shao Yaqi (4ª), Qian Jiauri (10ª), Yang Hengyu (45ª), Jia Xiaoye (56ª), Ma Yingjia (127ª)

16ª (África) Tunísia - Amira Ben Chaabane (31ª), Azza Besbes (52ª), Yasmine Daghfous (74ª), Khadija Chemkhi (105ª)



Classificados apenas para o Torneio individual:

Além dos 24 integrantes das equipes, mais 10 atletas participam do individual, 6 por ranking e 4 por torneio. As duas melhores da região Ásia/Oceania e da Europa se classificam, assim como a melhor da América e África, dentre os países que não se classificaram por equipes. 

A classificação ao lado se refere ao ranking mundial.


1ª (Europa 1) Olga Kharlan (Ucrânia) 

13ª (Europa 2) Theodora Gkountoura (Grécia)

22ª (Ásia/Oceania 1) Emura Misaki (Japão)

30ª (América) Gabriella Page (Canadá)

35ª (África) Nada Hafez (Egito)

42ª (Ásia/Oceania 2)  Chadalavada Anandha Sundhararaman Bhavani Devi (Índia)




Quem vai disputar o Pré-Olímpico?


Os países sem vaga enviam seus melhores atletas para a disputa das últimas vagas. Confira os melhores atletas em cada competição.


África em Cairo, Egito (23/04)

Sem Egito e Tunísia, Argélia é a favorita para levar a vaga, seja com Zohra Nora Kehli (69ª) ou Kaouther Mohamed Belkebir (77ª). Blessing Olaode, da Nigéria (103ª), busca a primeira vaga olímpica para a esgrima de seu país enquanto Jeanne Frebault, da República Democrática do Congo quebrou o domínio egípcio no pódio dos Jogos Africanos de 2019. Olho no Togo que surpreendeu e levou o bronze no Marrocos.



Europa em Madri, Espanha (em 24 e 25/04)

Sem França, Grécia, Hungria, Itália, Rússia e Ucrânia, Bianca Pascu, da Romênia, é a sabrista com melhor ranking que ainda não tem vaga em Tóquio. A espanhola Araceli Navarro (24ª) será a segunda cabeça de chave e tentará aproveitar o fator casa. Também no bolo de favoritas estão Anna Limbach, da Alemanha (26ª), Anna Bashta (36ª), do Azerbaijão, ou ainda Teodora Kakhiani (63ª) da Geórgia. 


De olho nas polonesas que acabaram de levar a Copa do Mundo de Sabre, mas ainda não possuem resultados significativos no individual. Dentre as opções para o país estão Marta Puda (47ª), Sylwia Matuszak (49ª), Malgorzata Kozaczku (57ª), ou Angelika Wator (70ª), que se destacou na grande final.


Ásia/Oceania em Tashkent, Uzbequistão (25 e 26/04)

 Sem China, Índia, Japão e Coreia do Sul, a vaga deverá ficar entre Cazaquistão - Aigerim Sarybay (64ª) ou Tamara Pochekutova (84ª) - e Hong Kong - Lam Hin Wai (78ª), Au Sin Ying (79ª) ou Chan Yin Fei (92ª). Uzbequistão em casa não pode ser ignorada, com Yana Obvintseva (89ª), Zaynab Dayibekova (121ª) ou Sevinch Ismoilova (135ª) e Vietnã, com Thi Thu Ha Bui (113ª) pode surpreender. Fãs de nomes diferentes devem torcer para a tailândesa Pornsawan Ngernrungruangroj (130ª).



Américas em Cidade do Panamá (29 a 30/04) 

Sem Canadá e EUA, Maria Belen Perez Maurice (38ª), da Argentina e medalhista de prata no Pan de Lima 2019, é a principal cabeça, seguida da venezuelana Alejandra Benítez Romero (46ª) , medalhista de bronze no Pan. Eileen Grench (58ª), 5ª colocada em Lima pode aproveitar o fator casa e é a principal chance do Panamá em conquistar uma vaga na esgrima. Todas as três estiveram na Rio 2016.


A República Domincana levou a prata por equipes em Lima e deve ser representada por Heyddys Valentin (73ª). Natalia Botello (80ª), uma das principais juvenis do mundo com 18 anos deve ser a aposta do México no torneio. Colômbia deverá ser representada por Jessica Morales Linares (93ª) ou Maria Angelica Blanco Narvaez (98ª) e ambas tem condições de brigar pela vaga.


Quem pode surpreender é a cubana Leidis Maris Veranes Mustelier, que ficou em 21ª. no Mundial de Budapeste em 2019, mas não participou de outros eventos desde então. O Brasil será representado por Karina Trois (158ª). 


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Foto: Augusto Bizzi / FIE

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