Em live, atletas e classificador contam desafios e experiências na classificação funcional paralímpica - Surto Olimpico

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Em live, atletas e classificador contam desafios e experiências na classificação funcional paralímpica

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Em uma live realizada na última quarta-feira (4), promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)., os atletas Verônica Hipólito e João Victor Teixeira contaram suas experiências esportivas relacionadas à classificação funcional. O coordenador de classificação esportiva do CPB, João Paulo Casteleti, também participou do bate-papo. 


Iniciada no mês de maio, a Live Paralímpica compõe o conjunto de ações feitas pelo CPB durante a pandemia do Covid-19. Ao todo, já foram realizadas 21 transmissões ao vivo. Confira a playlist completa aqui. 


A classificação esportiva é utilizada para separar os atletas de acordo com o tipo e o grau de deficiência para competirem nas provas paralímpicas. As regras utilizadas para este fim são instituídas pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) e o CPB é o responsável por aplicá-las em âmbito nacional. A classificação é dividida em três: visual, intelectual e funcional, sendo a última com o maior número de classes. 


O campeão mundial no lançamento de disco F37 João Victor Teixeira contou sobre como a equipe de classificação funcional atuou no Mundial de Dubai. “Eu vi que o atleta grego era [da classe] 38, pelo o que via que ele conseguia fazer. Ele competiu no peso como F37 e ficou com o ouro. A equipe de classificação já estava de olho nele e no dia seguinte reclassificaram ele como F38. Ele competiu e parecia outra pessoa, não fazia os movimentos do mesmo jeito. Mas a classificação o manteve na F38 e, com isso, ele perdeu o ouro do peso. Eu estava em quarto e fiquei com o bronze consequentemente”, relembrou o atleta. 


Já o especialista João Casteleti explicou que a equipe de classificação atua de diversas formas e uma dela é a observação. Segundo ele, outros países ou clubes podem contestar a classificação de outros atletas se houver a desconfiança de classificação indevida. 


“No caso do grego na prova do João, os classificadores já estavam o observando. Nós comentamos com eles sobre esse atleta, outros países também, e a World Para Athletics [divisão do IPC que cuida do atletismo] contestou a classificação dele”, explicou o coordenador nacional. 


A velocista Verônica Hipólito, medalhista paralímpica, mundial e parapan-americana, contou como lidou com a sua reclassificação após as cirurgias na cabeça para retirada de tumores. “Quando eu fui fazer a minha reclassificação, o João fez uma avaliação comigo na fisioterapia e me disse que eu seria 37 para baixo. Naquele momento, eu quis dizer para ele que estava errado. Mas quando eu voltei para o treino eu vi o quanto estava difícil correr, saltar, colocar peso. Eu demorei muito tempo para entender meu corpo”, contou a atleta que começou no esporte paralímpico na classe T38. 



João Casteleti explicou porque diferentes lesões, patologias diferentes, ficarem na mesma classe funcional. "No começo do Movimento Paralímpico, os atletas eram divididos por tipo de lesão e a competitividade era baixa. Se falava que um atleta, uma medalha, porque não se tinha muitos por classe. A classificação funcional veio exatamente para dar a competitividade e avaliamos os atletas pela funcionalidade dele de acordo com as regras da modalidade e não mais pela lesão que ele tem. Realizamos diversos testes, análises, para enquadrá-lo em uma das classes disponíveis no manual daquela modalidade."


Foto: Diuvlgação

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