Barreiristas Lucas Maia e Adriana Campigotto são destaques no segundo dia do Brasileiro Sub-18 de Atletismo - Surto Olimpico

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Barreiristas Lucas Maia e Adriana Campigotto são destaques no segundo dia do Brasileiro Sub-18 de Atletismo

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As finais das barreiras foram destaque do segundo dia do Campeonato Brasileiro Sub-18 de Atletismo, no sábado (21), no Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), da CBAt, em Bragança Paulista (SP). Nos 110 m a vitória ficou com Lucas Maia (ITV-RJ) e nos 100 m com Daniele Campigotto (CAC-SC). Já Ana Luísa Couto Ferraz (Orcampi-SP) protagonizou um recorde inusitado do campeonato nos 100 m com barreiras, numa prova singular, mas dentro da disputa do heptatlo (13.74, com 1.2 de vento).


Nos 110 m o ouro ficou com Lucas Henrique de Souza Maia, com 14.06 (0.4). Completaram o pódio Gustavo Pedra Cadan (Geração Atletismo Cianorte-PR), com 14.31, e José Eduardo Mendes de Silva (Instituto Edson Luciano Ribeiro-SP), com 14.33. 


Lucas treina no grupo de Aldemir Gomes Júnior, dos 200 m, com a treinadora Vânia Valentino da Silva, na ESEFEX, na Urca, Rio de Janeiro. "Minha felicidade é muito grande, ter a medalha de ouro no grupo. O Lucas é muito talentoso e o Aldemir ajuda muito", disse Vania.


"Meu pai (Adriano), minha mãe (Patrícia), tia (Samanta) e treinadora (Vânia) foram barreiristas. Minha genética favoreceu e amo essa prova. A Vania é uma excelente treinadora e o Aldemir o meu segundo técnico, sempre me dando dicas", disse referindo-se ao atleta olímpico Aldemir Gomes Junior, pentacampeão dos 200 m do Troféu Brasil Caixa. "É muito bom treinar com a equipe em dois períodos, é como uma família", disse Lucas, que tem 1,92 m e 17 anos, fez a sua melhor marca pessoal na prova e vai brigar pelo índice para ir ao Mundial Sub-20 de Nairóbi, no Quênia, em 2021.


Nos 100 m com barreiras a vitória ficou com Daniele Campigotto (CAC-SC), com 14.10 (0.4), a prata com Larissa Brito Candido (Sesi-SP, 14.43) e o bronze com Jonane Linhares da Costa Azevedo (ASA-Sorriso-MT, 14.60).


Nos 400 m Marina Severina Pereira de Siqueira (CASO-DF) venceu com 57.13, seguida por Taimara Pereira de Melo (Instituto Edson Luciano Ribeiro-SP), com 57.81, e por Camille de Oliveira (Barra Bonita-SP), com 58.26. Marina conquistou no início de novembro a medalha de ouro no Brasileiro Caixa Sub-20, também em Bragança Paulista.


Marina ficou emocionada e levou ao pódio uma camiseta com uma foto dela e o pai numa carroça. "Cheguei ao atletismo por uma professora, em Brasília, e meu pai era meu incentivador. Ele é carroceiro e eu andava junto com ele - sempre me dizia que eu tenho talento e que acredita muito em mim. O meu desejo é virar uma atleta olímpica e dar orgulho para os meus pais", disse Marina, que fez sua melhor marca este ano. "Ela é talento puro e vai longe", disse Gianetti Senna Bonfim, treinadora da CASO, que trouxe dez marchadores para o Brasileiro Sub-18, mas também competidores em várias outras provas. 


Nos 400 m o ouro ficou com João Henrique Ribeiro Santos (ASPMP-SP), bicampeão do torneio, com 48.20, com Luís Ricardo Salazar Júnior (IEB-Codó-MA) em segundo, com 48.97, e Gabriel Alves dos Santos (ASEMPAR/Paranavaí-PR), com 49.36.



"Estou feliz com o resultado, eu e meu treinador estamos fazendo um bom trabalho. Me senti muito bem na prova, consegui me concentrar", disse João Henrique que começou no atletismo na escola e treina com Luiz Custavo Consolino em Pindamonhangaba. Joaõ dedicou a medalha ao avô João, já falecido. "Ele é bem talentoso, surgiu nos Jogos Escolares", afirmou o treinador. João treina há apenas dois anos e disse que "se encaixou muito bem nos 400 metros".


Ana Luísa Couto Soares Ferraz estabeleceu novo recorde do campeonato dos 100 m com barreiras de forma inusitada. Ana Luísa ainda disputou a qualificação do salto em distância - deu um único salto (5,34 m) para se classificar - e foi para a disputa dos 100 m com barreiras no heptatlo e, na sequência, para a disputa do salto em altura, também prova do heptatlo. O recorde do campeonato era de Paolla Luchin, com 13.84, desde 23/5/2014.


"Ela veio da UFMG de Belo Horizonte para Campinas este ano. Com a pandemia retornou para casa e voltou novamente em agosto. Estou com ela há oito meses e há muito trabalho a fazer ainda. Ela vai melhorar muito", disse o treinador Dino Cintra de Ana Luísa, acrescentando que o objetivo é o índice no salto em distância, nos 100 m com barreiras ou no heptatlo para o Mundial de Nairóbi. 


Julia Barbosa é bicampeã no arremesso de peso


A paulista Júlia Barbosa (IPEC-PR) conquistou o bicampeonato do lançamento do disco. Medalha de bronze no Brasileiro Sub-20, realizado no início de novembro, também em Bragança, a atleta nascida em Bauru comemorou muito a vitória, mas principalmente o lançamento de 40,04 m, a sua melhor marca pessoal. “Passei dos 40 m!”, disse. Ela chorou de emoção no pódio e abraçada ao pai e treinador Carlão Barbosa. Ela manteve 100% de aproveitamento ao ficar sempre entre as três primeiras em todas as competições que disputou.


“Eu estou muito feliz porque finalmente consegui ultrapassar a barreira dos 40 m. Ganhei o campeonato no ano passado, mas este ano eu vim para fazer ao menos 40 m e consegui, melhorei minha marca no Ranking”, disse. “Agora sou bicampeã sub-18 e fui medalha de bronze no sub-20. Foi muita emoção, mas eu tinha mesmo esperança de fazer esse resultado.”


Maria Eduarda Dantas de Matos (APCEF/MG) ficou com a medalha de prata no disco (35,94 m) e Taniele Rodrigues Jesus da Silva (Pomerode-SC) terminou com o bronze (35,45 m).


Nos 2.000m com obstáculos, Aylana Ferreira Cezar (Centro Olímpico-SP) ganhou o ouro, com 7:22.37, seguida por Gabriela Tardivo (IPEC-PR), com 7:36.89, seguida de Amanda de Souza Silva (CASO-DF, com 7:52.95).


Na prova masculina, Vinícius de Carvalho Alves (Orcampi-SP) confirmou o favoritismo e venceu com 6:03.77, recorde pessoal. “Corri tranquilo para o bicampeonato. Fiquei atrás no início e sai no último quilômetro”, lembrou Vinícius. Ele treina com o grupo do treinador Alex Sandro Lopes, em Campinas (SP). No Brasileiro Sub-20, disputado no início de novembro, ele ganhou os 5.000 m e foi segundo colocado nos 3.000 m com obstáculos. “Não parei de treinar um dia sequer durante os meses da pandemia. Ao contrário. Sem a escola eu conseguia dormir mais cedo, descansar mais e treinar melhor.”

Kauê Orvalho de Almeida Domingues (IEMA-SP) ficou em segundo lugar, com a marca de 6:16.30, seguido de José Matheus Lohn da Silva (UCA-SC), com 6:27.12.


No decatlo, José Darlan Souza de Lima (Sport Club do Recife-PE) comemorou o título, com 5.894 pontos. Luiz Arthur Caetano Santos (APCEF-MG), com 5.637 pontos, ficou em segundo lugar, seguido de Cauã Ferreira da Silva (Santana de Parnaíba-SP), com 5.502.


No salto em distância feminino, Mariana de Oliveira Muller (Corville-SC), com 5,77 m (6.4), recorde pessoal. Ana Luisa Couto Soares Ferraz (Orcampi-SP), que bateu o recorde do torneio nos 100 m com barreiras na disputa do heptatlo, ganhou prata, com 5,72 m (3.5), seguida de Maria Eduarda Candido Teixeira (APCEF-MG), com 5,68 m (4.7).


Nos 5.000 m marcha atlética, Gabrielly Cristina dos Santos (PM Colombo-PR) também confirmou seu favoritismo e venceu a prova, com 25:46.48. Lilian Dumes Bittencourt (Balneário Camboriú-SC) ficou com a prata, com 27:00.38, seguida de Thaliane Janaina Miranda da Cruz (PM Colombo-PR), com 28:50.81.


E na final do lançamento do disco, Matheus Aparecido de Barros (ASEMPAR/Paranavaí-PR) foi o vencedor, com 54,29 m, com recorde pessoal. João Marcelo Silva de Souza (APADA-MT) levou a prata, com 51,02 m, seguido de Rodrigo da Silva Trenhago (AABLU-SC), com 50,59 m.


Após as quatro primeiras provas, a mineira Ana Luísa Couto Soares Ferraz (Orcampi-SP), que bateu o recorde do torneio nos 100 m com barreiras, lidera com 3.228 pontos. Giovana Corradi (Centro Olímpico-SP) ocupa a segunda colocação, com 3.014, seguida da Stefany Beatriz Navarro (ASEMPAR/Paranavaí-PR), com 2.787 pontos.


Na classificação geral, o IPEC-PR manteve a liderança, com 60 pontos. APCEF-MG está e segundo lugar, com 50, seguido do Centro Olímpico (49), do CASO-DF (45) e da Orcampi-SP (42).


Foto: CBAt/Wagner Carmo

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