Capitão Thiagus Petrus critica nas redes sociais mais uma mudança de treinador na seleção de handebol: 'Cargo virou moeda de troca'




Capitão da seleção de Handebol masculino Thiagus Petrus se posicionou publicamente contra mais uma mudança no comando técnico da seleção. Ao fim dos Jogos Pan-americanos de Lima, Washington Nunes foi demitido e o espanhol Daniel Gordo assumiu. Em agosto de 2020, Daniel foi demitido e Washington reassumiu a seleção, mas agora em outubro ele mais uma vez perdeu o cargo que agora é de Marcus Tatá. Thiagus acusou a CBHb de tratar o cargo de técnico da seleção masculino de forma política:


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"É a terceira ou quarta alteração em um ano. Tudo indica que a posição de técnico deixou de considerar as competências profissionais e esportivas, passando a ser - sobretudo - uma posição política.(...) É triste para o esporte - e especialmente para mim - que a posição de técnico da seleção tenha se tornado uma moeda de troca, priorizando sentimentos pessoais e interesses individuais em claro detrimento do interesse coletivo e nacional"


Petrus manteve em toda a sua declaração um tom forte nas críticas a Confederação Brasileira de Handebol, que segundo ele, não tem levado a sério o trabalho da seleção nacional e que a opinião dos atletas sobre a troca de técnicos nunca foi levada em consideração: 


" É triste a situação que estamos vivendo na nossa modalidade, como se já não fosse a pandemia mundial que a todos afetou. Ainda não sei que sentimentos eu tenho em relação ao momento atual da seleção brasileira. Sinceramente acredito que o melhor caminho seria buscar um técnico estrangeiro que possa contribuir, efetivamente, na evolução dos jogadores  e no desenvolvimento da modalidade no Brasil, como feito no passado.  Mas não é apenas isso! Necessitamos, urgentemente, dar uma continuidade efetiva nos acampamentos regionais e nacionais e cuidar das categorias de base, que são o futuro do nosso esporte, a curto, médio e longo prazo." Disse Petrus que relembrou que o Brasil não envio equipes para os mundiais da base.


Petrus ressaltou que muitos jogadores tem medo de se pronunciar por conta de retaliações da confederação e não ser mais convocado, o que é inadmissível em sua visão.  Petrus encerrou dizendo que apesar de tudo, que continuará a servir a seleção sempre que for chamado:


"Seguindo minha consciência, continuarei lutando pelo melhor do handebol e defendendo a seleção, quando convocado, dando o máximo, como sempre fiz. Diante de toda má política em que o Handebol está envolvido, vejo um cabo de guerra em diferentes partes. Não sabemos quem vai ganhar, mas sabemos quem vai perder: O handebol." concluiu.


O comunicado completo você poderá ver abaixo:



 

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