Lamine Diack admite que poderia ter sido mais vigilante ao comandar a IAAF - Surto Olimpico

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Lamine Diack admite que poderia ter sido mais vigilante ao comandar a IAAF

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Ex-presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) Lamine Diack, admitiu que "inquestionavelmente" deveria ter sido mais vigilante durante seu tempo no comando da organização, até 2015. A declaração foi dada em seu julgamento em Paris, conforme relatou a 'Agence France Presse'. Diack é acusado de corrupção, abuso de confiança e lavagem de dinheiro em seu mandato.

Além do dirigente senegalês, mais cinco pessoas também estão envolvidas no processo, entre elas Papa Massata Diack, filho de Lamine. Todos são acusados, principalmente, de atuarem num sistema de corrupção designado para defender atletas russos que estavam dopados.

O tribunal francês ouviu como Papa Massata, que detinha valiosos direitos de marketing da IAAF, supostamente ganhou milhões de euros em comissões exorbitantes e ilegais. Papa teria desviado 10 milhões de euros (pouco mais de 58 milhões de reais) apenas em um caso, quando o banco russo VTB efetuou pagamento de 29 milhões de euros para patrocinar a Federação. Apenas 19 milhões dos 29 milhões de euros teriam chegado à IAAF. Lamine Diack disse que ficou surpreso ao saber disso e nega qualquer participação nas acusações.

Leia mais: Presidente da Federação Internacional de Hóquei se defende de acusações de ilegalidades

O ex-dirigente, de 87 anos, também disse não lembrar de seu filho ou empresas associadas terem transferido cerca de U$ 600 milhões para sua conta bancária entre 2011 e 2015. No último domingo (14), ainda durante os julgamentos, Lamine disse que seu filho agiu como um bandido.

O ex-conselheiro de Diack, Habib Cissé e o ex-chefe antidopagem da IAAF Gabriel Dollé, também estão em julgamento, assim como o ex-presidente da Federação Russa de Atletismo Valentin Balankhnichev e o ex-treinador da seleção russa Alexei Melnikov.

Relatos constam que Diack desviou fundos russos para campanhas políticas em seu país natal, o Senegal, incluindo a candidatura presidencial de Macky Sall em 2012. Em troca, Diack apagaria provas de doping por atletas russos. Sall é presidente senegalês desde 2012 e é acusado pela promotoria do caso de não cooperar com as investigações do caso.

Lamine Diack presidiu a atual World Athletics (ex-IAAF) de 1999 a 2015, quando o caso veio à tona. Diack também é acusado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral, de ter intermediado a compra de votos para o Rio de Janeiro ser eleito sede das Olimpíadas de 2016.


Foto: AFP

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