Badminton tem novo sistema de qualificação olímpica divulgado - Surto Olimpico

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Badminton tem novo sistema de qualificação olímpica divulgado

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A Federação Internacional de Badminton (BWF) divulgou nesta quarta-feira, 27, os novos moldes de seu sistema de qualificação olímpica para os Jogos de Tóquio, atualizados depois do adiamento do megaevento em um ano por conta da pandemia do coronavírus.

Os rankings olímpicos, congelados desde março, só serão descongelados no próximo ano. Será acrescido um período de 17 semanas à corrida olímpica, com o ranking sendo encerrado em 2 de maio de 2021.

Apesar da BWF já ter divulgado seu calendário revisado para o restante da temporada, com competições sendo realizadas ainda este ano, a entidade optou por não retomar a corrida olímpica em 2020, para que jogadores e delegações possam se recuperar da larga paralisação causada pela Covid-19. Todos os resultados obtidos entre 29 de abril de 2019 e 15 de março de 2020 foram mantidos.

“Embora nosso objetivo seja retomar os torneios internacionais até o final de 2020, optamos por retomar o processo de qualificação olímpica e paralímpica apenas em 2021 para garantir que as restrições de viagem e outros impactos relacionados ao COVID-19 sejam limitados", explicou o secretário-geral da BWF, Thomas Lund.

Durante as semanas de 4 de janeiro a 2 de maio do ano que vem, haverá a mesma quantidade de eventos que estavam programados para ocorrer este ano, mas que foram impedidos de ser realizados pela pandemia. Serão 21 torneios do circuito mundial e três competições continentais, incluindo o Campeonato Pan-Americano Individual.

China e Hong Kong terão direito a um benefício exclusivo. Apenas os jogadores destes países estarão elegíveis para ganhar pontos no Campeonato Asiático por Equipes de 2021, uma vez que as duas delegações não puderam participar da edição de 2020 por serem os epicentros iniciais da crise sanitária global no começo do ano.

Via-ranking olímpico, serão distribuídas 34 vagas nos torneios de simples masculino e feminino, 16 para cada um dos torneios de duplas (masculinas, femininas e mistas). No individual, há um limite de dois atletas por país entre os 16 primeiros colocados e um atleta por país a partir do 17º colocado.

Também no individual, é garantida a presença de ao menos um atleta de cada um dos cinco continentes pelo ranking e o Japão tem direito a uma vaga por ser o país-sede. Haverá três convites para a Tripartite, também em cada um dos naipes de simples.

O calendário da temporada de 2021 ainda será revisado pela BWF, considerando as propostas do novo sistema de qualificação olímpica. Vale destacar que o Campeonato Mundial de Badminton de 2021, que deveria ocorrer em agosto, já foi transferido para novembro e dezembro, a fim de evitar um conflito de datas com os Jogos de Tóquio, previstos para ocorrerem entre 23 de julho e 8 de agosto do próximo ano.


Situação brasileira


Ygor Coelho está com a vaga olímpica encaminhada (Alexandre Loureiro/COB)
Atual campeão dos Jogos Pan-Americanos, Ygor Coelho está numa posição confortável na disputa individual masculina, sendo o 22º do ranking olímpico e 49º do ranking mundial. No simples feminino, Fabiana Silva está no limite das vagas, sendo a 35ª colocada do ranking (hoje estaria classificada pela realocação da vaga japonesa de país-sede).

Já nas duplas, a situação brasileira é um pouco mais complicada. Nas masculinas, a parceria dos irmãos Francielton e Fabrício Farias está na 56ª colocação do ranking mundial e, hoje, precisaria chegar no 35º lugar para garantir uma vaga em Tóquio.

Mesma situação das também irmãs Jaqueline e Sâmia Lima na disputa feminina. Hoje, estão em 56º lugar do ranking mundial e precisariam atingir a 22ª colocação para terem a vaga. Nas mistas, Fabrício Farias e Jaqueline Lima são os 53º no ranking mundial e a vaga das Américas está com os canadenses Joshua Hurlburt-Yu e Josephine Wu, no 29º lugar.

Foto: PBSI

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