Coronavírus: cerimônia de acendimento da tocha olímpica de Tóquio 2020 não terá espectadores - Surto Olimpico

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Coronavírus: cerimônia de acendimento da tocha olímpica de Tóquio 2020 não terá espectadores

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Pela primeira vez desde Los Angeles-1984, a cerimônia de acendimento da tocha olímpica dos Jogos de 2020, em Olímpia, na Grécia, não contará com a presença do público. A medida foi tomada pela organização do evento na tentativa de prevenir a propagação do novo coronavírus, uma vez que o número de casos na Grécia saltou de 7 para 73 nos últimos dias.

A cerimônia ocorrerá na quinta-feira, 12, e antecederá um revezamento da tocha de sete dias que culminará em Atenas no dia 19. Em nota, o Comitê Olímpico Grego anunciou nesta segunda-feira, 09, que os espectadores estão excluídos do ensaio geral de quarta-feira, bem como da cerimônia de acendimento, a ocorrer na quinta.

Assim, o número de participantes para o mais tradicional dos eventos olímpicos ficou muito restrito. Cerca de apenas 150 pessoas, sendo algumas dezenas de representantes da organização de Tóquio-2020, estarão presentes no Estádio Antigo de Olímpia, berço das Olimpíadas da Antiguidade, para acompanhar a cerimônia.

O centro de imprensa também será fechado logo após o fim do evento, a fim de evitar a concentração de pessoas em lugares fechados. Na quarta-feira, os jornalistas não poderão cobrir o ensaio geral. 

"A cerimônia de acendimento da chama olímpica será realizada sem a presença de espectadores e apenas 100 convidados convidados e credenciados", afirmou o Comitê Olímpico Grego em comunicado. "O ensaio geral de 11 de março será fechado para espectadores e mídia", completou.

Vale lembrar que o governo de Tóquio já havia barrado 340 crianças japonesas de participarem da cerimônia, sob a justificativa da Covid-19 ser mais fatal em um grupo específico de pessoas com baixa vulnerabilidade, como é o caso de crianças.

Neste domingo, todos os eventos esportivos e excursões escolares foram banidas pelo governo grego por um período de duas semanas. O prefeito de Olímpia chegou a enviar uma carta ao presidente do COI, Thomas Bach, propondo o adiamento da cerimônia de acendimento da tocha para maio caso medidas restritivas não fossem tomadas.

Foto: Aris Messinis/AFP

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