Seleção de Judô que vai aos Jogos Pan-Americanos passa por simulado na concentração


Foi um grande teste. Além da estrutura montada em parceria com o COB que está sendo avaliada para os Jogos Olímpicos Rio 2016, os procedimentos da comissão técnica e a programação dos atletas nos dias de competição também passaram por uma observação durante a concentração para os Jogos Pan-Americanos que está sendo realizada em Mangaratiba, a cerca de 110km do Rio de Janeiro, no último sábado, 27 de junho. 

A estrutura foi a mais fidedigna possível. Houve placar exposto nas televisões ao lado das três áreas de combate, árbitros federados (Jeferson Vieira, Júlio Lapa e Gláucio Azevedo), técnicos orientando à beira dos tatames, lutas sendo gravadas para serem analisadas depois e até torcida organizada.

A simulação contou com três lutas no feminino e quatro no masculino para cada um dos 14 atletas convocados: Nathália Brigida (48kg), Érika Miranda (52kg), Rafaela Silva (57kg), Mariana Silva (63kg), Maria Portela (70kg), Mayra Aguiar (78kg), Maria Suelen Altheman (+78kg), Felipe Kitadai (60kg), Charles Chibana (66kg), Alex Pombo (73kg), Victor Penalber (81kg), Tiago Camilo (90kg), Luciano Correa (100kg) e David Moura (+100kg).

“Foi bom para os atletas que vão lutar em Toronto sentiram um pouco do peso de uma competição e se prepararem melhor para a competição. Mas foi muito importante também para os atletas de apoio. Muitos deles vão exercer essa função pela primeira vez em sua carreira e precisavam entender melhor o que os espera nos Jogos”, disse Ney Wilson.

A equipe de apoio que vai para os Jogos Pan-Americanos é composta por Gabriela Clemente (48kg), Raquel Silva (52kg), Flávia Cruz (57kg), Dione Barbosa (63kg), Karol Gimenes (70kg), Aine Schmidt (78kg), Ellen Furtado (+78kg), Vitor Hugo Delgado (60kg), Ricardo Santos Jr (66kg), Eduardo Katsuhiro (73kg), Eduardo Yuji Santos (81kg), Eduardo Faria (90kg), Horácio Antunes (100kg) e Matheus Rocha (+100kg).

Além dos atletas, as áreas funcionais também tiveram uma excelente oportunidade de testar seus procedimentos. Entre as que mais aproveitaram a simulação foram a nutrição, a preparação física e a psicologia. Para a nutricionista Roberta Lima, o importante foi poder verificar as quantidades adequadas de cada tipo de suplemento pensando no intervalo específico entre uma luta e outra, além do desafio de atender a todos os atletas em um único dia.

“Hoje tive que dar atenção aos 14 quando o normal é pra dois ou três atletas. O objetivo é testar os suplementos, quais ajudam na recuperação, na disposição e a diminuir a fadiga. Repetir o que deu certo e ajustar o que não funcionou tão bem”, disse Roberta. “Na competição, a gente faz uma combinação desses que já foram testados no treino. O que muda é a quantidade. Como os intervalos das lutas são pequenos, temos que adequar as quantidades, pensando na recuperação e em dar energia para o próximo combate”, concluiu.

Já a preparação física teve foco no aquecimento. Um componente extra de dificuldade foi que todos os atletas que vão disputar o Pan tiveram que se aquecer no mesmo horário.

“Cada atleta tem as suas especificidades na hora de aquecer. A não queríamos que eles alterassem essa rotina. Por isso, essa estratégia de ter uma equipe de apoio, com atletas que vão simular as dificuldades que eles terão com cada um dos adversários é algo muito positivo e foi testado hoje. Com isso, nossa maior preocupação passa a ser dar o estímulo certo, - força, velocidade, etc - na dosagem correta”, disse Josué.

Do ponto de vista da psicologia do esporte, é possível dizer que os atletas têm objetivos diferentes para o “shiai”. Mas a maioria com o direcionamento de se testar para a competição poliesportiva. Vale destacar que a preparação psicológica é um processo contínuo dentro da seleção brasileira como parte do treinamento global de cada um dos atletas.

“Como o nome define é uma simulação que tem como objetivo colocar o atleta no clima da competição para que o atleta tenha a vivência emocional e psicológica da competição, para que ele esteja familiarizado com as situações adversas e possa fazer até alguns ajustes pensando nos Jogos”, disse a psicóloga Luciana Castelo Branco.


Foto: Divulgação

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