Brasil fecha participação em Open de Atletismo Paralímpico com mais três recordes mundiais - Surto Olimpico

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Brasil fecha participação em Open de Atletismo Paralímpico com mais três recordes mundiais

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Um dia depois de Petrucio Ferreira quebrar o recorde mundial nos 200m classe T47, o Brasil conquistou mais três marcas mundiais no encerramento do Open Internacional de Atletismo, no sábado (25.04), no Ibirapuera, em São Paulo.

No salto em distância, os brasileiros Mateus Evangelista, da classe T37, e Rodrigo Parreira, da T36, estabeleceram novos recordes ao cravarem 6m34 e 5m53, respectivamente. Mateus superou a antiga marca de 6m31, que era do russo Gocha Khugaev, e Rodrigo bateu o ucraniano Roman Pavlyk, que detinha o recorde de 5m44.

Além dos dois, Cícero Valdiran Lins Nobre conquistou a melhor marca do mundo no lançamento de dardo, classe F43, com 41m33. Os Jogos Paraolímpicos e Mundiais não têm a classe de Cícero no lançamento de dardos. Para participar dos dois eventos, Cícero precisará competir com atletas da classe T44, com deficiência menor. Com a quebra do recorde, Cícero foi eleito o melhor atleta por índice técnico do Open de Atletismo e recebeu uma premiação de 3 mil euros. O total de prêmios distribuídos para atletas e delegações, no atletismo, foi de 35 mil euros.

Em comum, Petrucio, Mateus e Rodrigo têm a juventude. O recordista mundial dos 200m tem apenas 18 anos, enquanto Cícero tem 22, Mateus tem 21 e Rodrigo, 20. “São todos da nossa geração pós-Londres 2012, da nossa Seleção de jovens, todos do projeto que a gente fez de renovação. A gente pensa muito no nosso quinto lugar no Rio, mas mais do que isso, a gente não quer ter uma geração do Rio, a gente quer ter um projeto e um legado, a gente quer que o Rio deixe uma história no esporte paraolímpico”, explica Edílson Alves, diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), se referindo à meta do CPB de terminar os Jogos Paraolímpicos Rio 2016 no quinto lugar do quadro de medalhas.

Após três dias de competição, o Brasil terminou no primeiro lugar do quadro de medalhas, com 29 de medalhas de ouro, 22 de prata e 18 de bronze, um total de 69. Em segundo lugar, ficou a delegação da África do Sul, com 22 medalhas: 15 ouros, 5 pratas e 2 bronzes. A Venezuela terminou em terceiro, somando 11 medalhas de ouro, 10 de prata e 7 de bronze, 28 no total.

Prova do alto nível do torneio disputado em São Paulo foi a quebra de quatro recordes mundiais. Além de Petrucio, Mateus e Rodrigo, a sul-africana Ilse Hayes estabeleceu nova marca nos 100m, classe T13, ao correr a distância em 11s89.

“A gente tem conseguido a cada ano consolidar essa competição como uma referência internacional para quem quer conquistar os melhores índices. Como o Brasil tem uma grande quantidade de atletas tanto do atletismo quanto da natação nas primeiras posições do ranking, o mundo quer vir aqui fazer esse teste, quer competir. Como o Brasil vai sediar os próximos Jogos Paraolímpicos, isso também é outro atrativo. Então, esse ano, sem sombra de dúvidas, foi o nosso melhor Open em termos técnicos, de organização e de participação. Isso deixa a gente muito contente, porque a gente conseguiu superar recordes mundiais e muitos recordes das Américas, o que se reflete agora nos Jogos Parapan-Americanos”, completa Edílson Alves.

Depois de quebrarem os recordes mundiais, Rodrigo e Mateus não esconderam a alegria. “Estou me sentindo muito emocionado. Não tenho nem palavras para descrever a sensação. Estou feliz, querendo chorar (risos)... Mas, graças a Deus, este recorde mundial saiu. Vamos conseguir mais para o Brasil nas próximas competições. Estava treinando para isso, mas não esperava que saísse hoje", admitiu Rodrigo Parreira.

Para Mateus, a marca foi fruto de muita dedicação. “Há muito tempo que eu já vinha esperando essa marca e não saía. Ano passado foi por pouco e eu não consegui, mas esse ano com muito trabalho e muita dedicação aos treinos, consegui bater essa marca. Quando eu vi ali no placar 6m34, já saí vibrando, comemorando, porque eu sabia que era o recorde mundial. Ainda fiquei um pouco apreensivo por causa do vento, mas quando vi que foi recorde mundial mesmo, aí foi muita alegria”, contou.

Fonte: rio2016.gov.br
Foto: Mateus Baeta

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