Medalhista paralímpica, Verônica Hipólito supera mais de 200 tumores e inspira alunos/atletas em competição estudantil

nica competição promovida pela inciativa privada a incluir portadores de deficiência, além de criar uma ação inédita ao unir esporte e paradesporto no Brasil, a LIGA NESCAU Jovem Pan não poderia deixar passar despercebido o Dia Nacional do Atleta Paralímpico, neste sábado (22). A marca de achocolatados NESTLÉ aproveitará a data para oficializar a paratleta Verônica Hipólito como embaixadora da competição estudantil que reúne 7.660 estudantes de 300 instituições de ensino de São Paulo. Dona de duas medalhas na Paralimpíada do Rio-2016 e campeã mundial, a velocista estará presente na segunda rodada de disputas do torneio, a partir das 10h30, no clube Esperia, na capital paulista.

Verônica Hipólito é um fenômeno do paradesporto e verdadeira guerreira. Conquistou as medalhas de prata e bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016, nas provas de 100 metros e 400m na classe T38 feminino (para atletas com deficiência física oriunda de paralisia cerebral). Também foi campeã mundial nos 200m e vice nos 100m em Lyon/2013, ouro nos Jogos Parapanamericanos de Toronto nos 100m, 200m, 400m e prata no salto em distância, campeã sul-americana nos 100m, 200m e salto em distância, além de ser pentacampeã brasileira dos 100m e 200m. Atualmente, se recupera da terceira cirurgia para retirada de um tumor no cérebro, mas segue em atividade e já está de volta aos treinos.

“Estou muito feliz e honrada de fazer parte desse time, de representar uma marca que acredita em valores que sempre tive em minha vida, ou seja, nas pessoas, na bondade, na energia positiva. A educação e o esporte caminham juntos. E podem transformar o mundo para melhor. NESCAU tá aí mostrando isso: podemos ser o que quisermos, quando quisermos. Só precisamos acreditar, nos esforçar, e daquele empurrãozinho que amigos, técnicos, professores, familiares e agora empresas como a NESTLÉ, nos dão”, afirma Verônica.

Verônica será a sétima embaixadora da LIGA NESCAU, que já conta com a jogadora de vôlei Tandara, o craque Falcão, a judoca Mayra Aguiar, o ex-nadador Thiago Pereira, a ginasta Flávia Saraiva e o jogador de basquete Yago Mateus. Neste final de semana, a competição vai envolver jovens alunos/atletas portadores de deficiência. Neste sábado (22), o clube Esperia vai receber a competição de judô para deficientes visuais. No domingo (23), é a vez da natação adaptada. Para os competidores sem deficiência, a rodada terá atletismo, futsal e natação. Nos dois dias estarão envolvidos mais de 2 mil participantes. Ao todo, são 15 modalidades, sendo seis delas de paradesporto.

A LIGA NESCAU traz nove modalidades para meninos e meninas, de 10 a 16 anos. São elas: futsal, vôlei, basquete, handebol, atletismo, ginástica artística, natação, tênis de mesa e judô. O paradesporto estará presente com atletismo, basquete sobre rodas, tênis de mesa, vôlei sentado, natação e judô. Na quarta edição, a competição é disputada nas categorias pré-mirim (sub-12 anos), mirim (sub-14) e infantil (sub-16). As rodadas serão nos clubes Sírio, Juventus e Esperia. As finais estão programadas para os dias 24 e 25 de novembro, no Pacaembu.

História de superação
O atletismo entrou na vida de Verônica para garantir qualidade de vida. Ela praticava judô desde os dez anos, mas foi obrigada a interromper as atividades para retirar um tumor no cérebro quando tinha 13 anos, em 2009. Em 2011, antes de completar 15 anos, sofreu um AVC e teve todo o lado direito do corpo paralisado. Os médicos chegaram a dizer que ela não mais andaria. Seus pais, José Dimas e Josenilda, a incentivaram a não desistir. O esporte foi a ferramenta para a reabilitação, Voltou a caminhar. Em meados de 2012, resolveu tentar correr. E como correu. Um ano depois, ganhava seu primeiro campeonato mundial adulto, com 17 anos.

No início de 2013 descobriu que o tumor na cabeça havia voltado. Decidiu, juntamente aos médicos, iniciar um tratamento a base de medicamentos. Em 2015, após uma anemia, descobriu ser portadora de uma síndrome rara, chamada Polipose Adenomatosa Familiar, sendo obrigada a remover 90% do intestino grosso, comprometido por mais de 200 tumores. O diagnóstico veio as vésperas do Jogos Parapanamericanos de Toronto e do campeonato mundial. Assim, antes de encarar a cirurgia, decidiu competir. Ganhou três medalhas de ouro e uma de prata, se tornando a mais jovem medalhista do Parapan. Voltou a treinar somente em 2016, pouco antes dos Jogos do Rio.

Por causa do tumor no cérebro, Verônica seguiu tratamento com forte medicação e mesmo assim conseguiu participar os Jogos Paralímpicos do Rio para subir ao pódio duas vezes. No início do 2017, foi submetida a uma nova cirurgia no cérebro para a retirada do tumor descoberto em 2013. Após quatro meses voltou aos treinos e retomou a carreira de alto rendimento. Neste ano, mais uma vez Veronica precisou operar o cérebro para a retirada de um novo tumor. Agora, volta aos poucos seus treinamentos e pretende voltar o quanto antes e fazer história no paradesporto nacional.

Foto: Fotojump


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