*Com Jennifer Camargos e João Vitor Prudente
Levantadora falou, em entrevista exclusiva ao SurtoCast, sobre retorno após o afastamento por doping
Aos 30 anos, Bruna Costa, mais conhecida como Bruninha, voltou a fazer o que mais ama: jogar vôlei profissionalmente. A levantadora do Fluminense, que esteve afastada das quadras por três anos devido a uma suspensão por doping, em 2022, reencontra o espaço na elite do esporte com a mesma determinação que a levou ao profissionalismo ainda adolescente. Em entrevista ao SurtoCast, ela compartilhou os desafios da suspensão, o retorno ao vôlei e as expectativas para o futuro.Bruninha em quadra pelo Fluminense. Foto: Reprodução Instagram @bruniscosta
O início de um sonho
Bruninha nasceu em São Paulo, mas cresceu em Curitiba, onde iniciou sua trajetória esportiva na natação. O vôlei surgiu por acaso, quando sua mãe a matriculou na modalidade escolar aos 12 anos. "Minha mãe me colocou para jogar porque era o esporte que tinha na escola. Eu nem imaginava que isso se tornaria minha profissão", relembra. Aos 16, seu talento natural já a levava para um clube de base em São Paulo. De lá, sua carreira decolou: a levantadora passou por equipes como Barueri, Pinheiros e Minas, consolidando-se como uma das principais nomes da nova geração.
A suspensão de três anos foi um golpe duro. "Nos primeiros seis meses, eu não queria mais ver vôlei na minha frente. Foram dias muito sombrios, principalmente no início. Eu pensava: 'E agora, o que vou fazer?'", conta. Entre incertezas e tentativas de recomeço em outras áreas, Bruninha encontrou no estudo uma forma de se manter ativa. Formou-se em Educação Física, fez pós-graduação em Gestão Esportiva e abriu sua própria empresa de consultoria online.
Mesmo sem atuar profissionalmente, Bruninha nunca deixou de treinar. "Sabia que se voltasse, teria que estar fisicamente pronta. Nesses três anos, posso contar nos dedos os dias em que não treinei." Com esse foco, ela manteve sua forma física e, no último ano da suspensão, voltou aos poucos a treinar com bola. "Foram nove meses de treinos intensos, quatro vezes por semana. Eu sabia que queria voltar."
O período mais difícil
A suspensão de três anos foi um golpe duro. "Nos primeiros seis meses, eu não queria mais ver vôlei na minha frente. Foram dias muito sombrios, principalmente no início. Eu pensava: 'E agora, o que vou fazer?'", conta. Entre incertezas e tentativas de recomeço em outras áreas, Bruninha encontrou no estudo uma forma de se manter ativa. Formou-se em Educação Física, fez pós-graduação em Gestão Esportiva e abriu sua própria empresa de consultoria online.
Mesmo sem atuar profissionalmente, Bruninha nunca deixou de treinar. "Sabia que se voltasse, teria que estar fisicamente pronta. Nesses três anos, posso contar nos dedos os dias em que não treinei." Com esse foco, ela manteve sua forma física e, no último ano da suspensão, voltou aos poucos a treinar com bola. "Foram nove meses de treinos intensos, quatro vezes por semana. Eu sabia que queria voltar."
O presente e o futuro
De volta à Superliga, Bruninha reencontrou o apoio de antigas companheiras, como Lays e Lana, e a calorosa torcida tricolor. "A torcida do Fluminense tem um carinho enorme por mim. Voltar a jogar em um ginásio cheio foi emocionante", afirma. O time vive um grande momento. Mesmo com a derrota desta quinta (13/2) para o Praia Clube, o time tem oito vitórias nas últimas 10 rodadas da competição. A levantadora sabe que ainda tem muito a evoluir. "Eu treino mais do que qualquer um. Sei que a Bruninha de três anos atrás não volta do dia para a noite, mas a cada jogo me sinto mais próxima do meu melhor."
Olhar para o futuro também significa sonhar alto e, por isso, a Seleção Brasileira segue no horizonte. "Todo atleta de alto nível tem que ter essa ambição. Se surgir a oportunidade, estarei preparada."
Além do vôlei, Bruninha também se dedica a outros projetos. Ela e sua esposa gerenciam uma empresa de consultoria esportiva online, voltada à preparação física de mulheres. "Já atendemos mais de 400 alunas e queremos expandir ainda mais." No meio do ano, a levantadora também pretende iniciar os estudos em Nutrição. "Quero continuar aprendendo e ajudando as pessoas de alguma forma."
A história de Bruninha é uma de resiliência e paixão pelo esporte. Para conhecer mais sobre sua trajetória e bastidores dessa volta às quadras, ouça agora o episódio com a levantadora!

0 Comentários