Belarussa que fugiu de seu país após Tóquio-2020 sonha com Paris-2024



A atleta belarussa Krystina Tsimanouskaya, que se recusou a voltar para Belarus após os Jogos de Tóquio-2020 e foi retirada da equipe de revezamento do país durante as Olimpíadas, disse nesta segunda (01) à Reuters, que deseja competir em Paris-2024.

Tsimanouskaya foi impedida de participar o revezamento 4x400m feminino após reclamar que os treinadores da seleção a colocaram em uma prova na qual ela não está acostumada a competir. Por isso, foi expulsa da equipe e teria que voltar para seu país, mas no dia 1º de agosto de 2021,se recusou e atualmente mora na Polônia como refugiada. 

Ela está tentando a cidadania polonesa e quer competir sob a bandeira do país que a acolheu. Belarus vive uma ditadura comandada por Aleksandr Lukashenko e a atleta tinha medo do que poderia acontecer assim que ela voltasse ao país. Seu maior desejo é correr os 200m, prova para qual ela se preparou para os últimos Jogos. 

"Estou decepcionada por não ter competido na prova, pela qual eu tanto treinei. Mas eu não perdi a esperança, continuo treinado aqui (Varsóvia). Eu sonho em voltar para as Olimpíadas e dessa vez correr na minha distância e alcançar resultados decentes", disse ela, que está morando na capital polonesa.

Por enquanto, ela só pode correm em meetings, já que para competir em alto nível, ela tem que esperar a sua cidadania sair. É válido ressaltar que Belarus está suspensa pela IAAF, assim como a Rússia, por causa da invasão da Ucrânia. 

Krystina foi vista como herói por parte do ocidente, uma vez que sua atitude foi um ato de resistência, mas ela rejeita este rótulo. 

"Eu não me vejo como herói, mas minhas atitudes talvez sirvam de inspiração para alguém", disse ela.

"Com o tempo, minha vida foi se encaixando direito no lugar. Continuo com a minha carreira e sigo planejando o meu futuro e mostro as pessoas, que elas não devem ter medo", completou a atleta.

Foto: Aleksandra Szmigiel/ Reuters


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