Homem mais alto do Brasil é convocado para treinamentos com seleção de vôlei sentado



 A Seleção brasileira de vôlei sentado poderá ter um grande reforço para as próximas competições. Trata-se do paraibano Joelison Fernandes da Silva, de 36 anos e 2,37m, o homem mais alto do Brasil. Ninão, como é conhecido, teve parte da perna direita amputada no ano passado, devido a uma osteomielite, doença infecciosa que atinge os ossos, e foi convidado pelo técnico da seleção brasileira Fernando Guimarães para treinar com a equipe


 “Ninão me surpreendeu muito. Fizemos alguns testes e ele mostrou que conhece a modalidade, onde já praticou no âmbito escolar. Serão dias de treinos intensos duas vezes ao dia até o domingo e tenho certeza que ele irá evoluir bastante" Explicou Fernando


Ninão, antes de ser diagnosticado com osteomielite e apresentar maiores dificuldades de locomoção, realizava trabalhos braçais no garimpo e na agricultura. Hoje, aposentado por invalidez, o homem mais alto do país, que calça 58 e, em pé, tem um alcance de 3,05 m com os braços levantados, entende que o vôlei sentado pode ser uma nova atividade remunerada. 


"Nunca havia tido um contato com a modalidade. Foi amor à primeira vista. Estou gostando muito de treinar com a Seleção. Fui muito bem recebido por todos. Espero continuar no esporte. Estou realmente empolgado. É ótimo fazer algo que você gosta", disse o paraibano, que tem impressionado pelo seu poder de bloqueio. "Os caras falam: 'É difícil passar por você. É como se fosse uma muralha, um paredão'", contou aos risos. 


A inspiração de Ninão no esporte tem tamanho e nome: o iraniano Morteza Mehrzad, 34 anos e 2,46 m de altura, o segundo homem mais alto do mundo. Um dos astros da modalidade atualmente, Mehrzad não conhecia o esporte até 2011, quando recebeu um convite do técnico da seleção de seu país para treinar com a equipe - assim como aconteceu agora com Ninão no Brasil. 


Os treinos visam a preparação da seleçãopara o Mundial de vôlei sentado, que será realizado em novembro, na cidade de Sarajevo, na Bósnia. Para melhor trabalhar as seleções, a Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD) dividiu em dois grupos: De 24 a 31 de julho, a equipe masculina; e de 31 de julho a 7 de agosto, o time feminino.


foto: Ale Cabral/CPB

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