Nova capitã do Brasil, Gabi estreia na quarta-feira na Liga das Nações de Vôlei


Gabriela Braga Guimarães tinha apenas 18 anos quando foi convocada pela primeira vez para a seleção brasileira feminina. Naquela época, em 2012, ela era a Gabizinha, a caçula com vontade de conquistar o próprio espaço. Uma década depois, assume o posto de capitã do time brasileiro. A estreia é nesta quarta-feira (15.06), contra a Turquia, às 21h, no primeiro desafio do Brasil na segunda etapa da Liga das Nações 2022. O jogo acontece no ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF).

“É a minha décima temporada na seleção adulta, 10 anos de muito aprendizado. Tive a oportunidade de conviver com atletas de uma geração muito vitoriosa, que trabalhava muito, treinava muito e soube superar momentos difíceis. Aprendi que temos que ter entrega, dedicação, treinar mais que os outros times. Não temos as jogadoras mais altas ou as mais fortes, mas o nosso conjunto é muito bom. Depois de 10 anos, ter a oportunidade de ser a capitã da seleção brasileira e receber a confiança do técnico e das meninas, é um crescimento, um aprendizado e uma responsabilidade. É bom poder trabalhar com um grupo jovem, que quer evoluir, que quer estar aqui, que gosta de representar o Brasil”, diz a Gabi.

Medalha de prata em Tóquio 2021, Gabi conhece bem as adversárias da estreis. Afinal, joga no voleibol turco desde 2019 – em maio, conquistou o título da Copa dos Campeões com Vakifibank e foi eleita a melhor jogadora da competição. A partida desta quarta-feira será sua estreia na temporada 2022 da seleção brasileira, já que não disputou a primeira etapa da Liga das Nações. “Já chego pegando a Turquia pela frente. Jogo com várias atletas de lá e o Giovanni (Guidetti) é o meu técnico no clube. Todos me conhecem muito bem, este é o lado ruim. Mas eu também conheço bem o lado de lá, então é um aspecto positivo. Sei a maneira de pensar do Giovanni. A etapa de Brasília é a mais difícil para a nossa equipe. Será uma vantagem termos a torcida em nosso favor. A partida contra a Turquia será um grande desafio, pois é uma seleção que mostrou força e evolução, e entra como favorita em qualquer competição”, concluiu.

Mas como será a Gabi capitã da seleção feminina?

“Ser capitã é uma responsabilidade enorme. Quero liderar pelo exemplo no dia a dia. Me entregar 110% ao trabalho. As meninas também têm esta vontade de vencer e assim fica mais fácil. Essa troca traz aprendizado para todas. Há 10 anos era eu quem chegava na seleção, com muita vontade de mostrar meu valor, de aprender, buscar meu espaço. Ao longo do tempo conquistei a posição de titular e hoje sou a capitã. Passei por todo este processo e quero contribuir mostrando às mais novas o que aprendi com tudo isso”.

Para a segunda etapa da Liga das Nações o técnico José Roberto Guimarães selecionou as levantadoras Macris e Roberta; as opostas Rosamaria e Kisy; as centrais Carol, Diana, Lorena e Júlia Kudiess; as ponteira Gabi, Pri Daroit, Julia Bergmann e Ana Cristina; e as líberos Natinha e Nyeme.

Foto: Wander Roberto/INOVAFOTO/CBV

Postar um comentário

To Top