Ex-presidente da IWF é banido do esporte por acusações de ter "alterado o processo de controle antidoping"


O ex-presidente da Federação Internacional de Halterofilismo (IWF), Tamas Aján, sofreu dura punição por parte do Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e foi banido da modalidade.

O ex-atleta e ex-vice-presidente da Comissão Antidoping da modalidade Nicu Vlad, também recebeu a mesma punição.

As sanções aos dirigentes são de acusações de que ambos tenham “alterado o processo do controle de doping”.

Eles também foram acusados de “violações das regras antidoping envolvendo vários atletas de levantamento de peso por um período de muitos anos desde 2012”.

As infrações cometidas incluem “encobrir, atrasar e obstruir a gestão de resultados para certos atletas que cometeram violações das regras antidoping (ADRVs)”.

“Os ADRVs declarados contra os dois ex-funcionários da IWF foram comprovados para a satisfações confortável do único arbitro do CAS ADD”, disse comunicado do CAS.

“Dada a gravidade dos ADRVs e o período de tempo em que foram cometidos, o único árbitro do CAS ADD considerou a ilegibilidade vitalícia como a sanção apropriada”.

Aján renunciou ao cargo de presidente da IWF em 2020, após ser acusado no documentário ARD Lord of the Lifters, de corrupção em procedimentos antidoping e negligência financeira e após isso foi acusado pelo ITA de conspirar junto com Nicu Vlad, membro do conselho da IWF, de permitir que uma atleta romena conquistasse uma medalha em Londres 2012, quando ela foi suspensa duas vezes por doping e troca de amostras.

O ex-presidente de 83 anos antes do escândalo, era também membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O programa antidoping independente do levantamento de peso foi conduzido pelo ITA e que desde então tem investigado inúmeros casos não resolvidos do período de 2009 – 2019.

De acordo com a entidade, os ex-dirigentes negam todas acusações.

As decisões do CAS podem ser apeladas pela Divisão de Apelações do CAS.

Após exibição do documentário que gerou a queda de Ájan, Richard Mclaren foi nomeado para conduzir uma ampla investigação na IWF.

Desde de então inúmeros escândalos como a descoberta de 10 milhões de dólares na contabilizados (Cerca de 50 milhões de reais) não contabilizados, compra de votos e diversos casos positivos de doping encobertos vieram à tona.

Atravessando por uma enorme crise de credibilidade, a IWF está em processo de eleição e conta com onze candidatos para eleição marcada para acontecer em 25 e 26 de junho, na Albânia.

Inclusive essa eleição impactará diretamente no futuro do esporte no programa olímpico, visto que inicialmente a modalidade está fora do programa inicial de Los Angeles 2028 e só pode retornar a lista se os oficiais estiverem convencidos de que a cultura do esporte mudou.

Foto: Reuters/ Yves Herman


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