Ruy Fonseca carimba passaporte técnico no concurso completo de equitação dos Jogos Equestres Mundiais


O cavaleiro olímpico e medalhista pan-americano Ruy Fonseca, montando Ballypatrick, garantiu no último final de semana, entre 6 e 8/5, no Internacional de Concurso Completo CCI4*-L (longo), em Sopot, na Polônia, o 2º e definitivo índice técnico para Mundial 2022 e Pan 2023. 

 "Fiquei muito contente com a performance do Ballypatrick", destacou Ruy, que garantiu o 1º índice em um CCI4*-S (curto), também na Polônia. "É importante porque a diferença das provas do formato curto (6 a 7 minutos) para o longo (10 a 12 minutos) é a hora de saber se temos um cavalo a nível de uma prova como um Mundial, Olimpíadas, Badminton e outros 5 estrelas. Tive um sentimento muito bom, estivemos perto do tempo no cross, passamos dez pontos, tudo dentro das expectativas, e zeramos o salto. Esse ano, o Ballypatrick só fez uma falta em todos os concursos, foram 6 ou 7 entre nacionais e internacionas", comemorou o top brasileiro, radicado na Inglaterra.

A dupla cumpriu o Adestramento com -33,7 pontos perdidos (pp) largando em 3º lugar, o cross sem faltas, computando apenas 10 pp ultrapassar o tempo, e sem faltas no salto, 0.4 pp, totalizou -44,1 pp, fechando a competição na 6ª colocação. "Estamos em uma ascedente boa e conseguimos o índice. Temos a cultura de comemorar um índice, que na linguagem da FEI é MERs (minium elegibilty requirements). Às vezes não podemos nos contentar com o mínimo. Mas a performance foi muito boa e o índice faz parte do processo. Depois de um começo de temporada bem intenso, devemos ter um mini break de três semanas", acrescentou Ruy. "Agora na fase que antecede o Mundial, vamos buscar um pouco mais de experiência nesse nível. Temos que ser realistas. Um Mundial é de se respeitar e, ainda mais, na Italia, em Plantoni del Vivaro, que eu conheço. O cross vai fazer difícil devido a topografia, bem montanhosa e final de verão na Europa, a temperatura pode ser um fator", explicou o cavaleiro.

"Vamos planejar bem a segunda parte da temporada e ver se a gente realmente estiver com uma quilometragem boa rodar em provas fortes em preparação ao Mundial e, obviamente, tentar fazer parte da equipe brasileira. Ao mesmo tempo precisamos respeitar o cavalo, respeitar os seus limites. O Ballypatrick (11 anos) tem um potencial muito grande e está na idade certa para o nível certo. Agora em julho e de agosto para frente, quero fazer provas similares ao terreno de Pratoni, acostumar um pouco a subir e descer montanhas", adiantou Ruy, enquanto dirigia caminhão a caminho de casa. "O Ballypatrick (relinchando na estrada) está com saúde e terminou a prova bem. Foi um concurso em um lugar maravilhoso. Sopot é como se fosse uma Riviera da Polonia."

Finalmente, Ruy ainda falou sobre o momento do Concurso Completo no Brasil e Exterior. A vibe da modalidade é positiva no momento, com provas no Brasil fluindo bem, Internacionais acontecendo de novo, o que motiva a todos os cavaleiros desde a base até o alto rendimento. Os cavaleiros radicados fora do Brasil também estão bastante motivados em buscar performances. Enfim, vejo que a modalidade está se estruturando de novo e motivando os cavaleiros. Isso é muito positivo para o esporte em geral."

Carreira - Ruy, 48, entre outras conquistas é campeão sul-americano individual 1989 no Uruguai, ouro por equipe no Pan de Mar Del Plata 1995, bronze por equipe no Pan de Guadalajara 2011, bronze individual e prata por equipe no Pan de Toronto 2015.

De olho nos Jogos Equestres


Ruy e Ballypatrick estão entre os conjuntos que buscam uma vaga na equipe brasileira no Mundial 2022 da modalidade, entre 14 e 19/9, em Pratoni del Vivaro, na Itália. O cavaleiro olímpico e medalhista pan-americano Carlos Parro com Goliath HFI, melhor brasileiro em Toquio 2020+1, também está tecnicamente qualificado. Marcelo Tosi, também olímpico e medalhista pan-americnao, e Genfly buscam o 2º índice no começo de junho, na Irlanda, entre outros tops, em atividade no Exterior.

Foto: Divulgação

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