Gio Queiroz denuncia ter sofrido abuso moral enquanto jogava pelo Barcelona



A jogadora da seleção brasileira, Giovana Queiroz, conhecida também como Gio, publicou uma carta aberta em suas redes sociais nesta terça (29), denunciando situações de abuso moral, sofridos durante seu tempo jogando pelo Barcelona


Atualmente jogadora do Levante, a atacante de 18 anos contou ter sofrido pressão para não aceitar ir para a seleção, logo após sua primeira convocação, porque isso não seria o suficiente para ela. Gio também tem cidadania espanhola e poderia optar por jogar pela Espanha. 


"Primeiro recebi indicações de que jogar na seleção brasileira não seria o melhor para o meu futuro dentro do clube. Apesar do desagradável e persistente assédio, não dei muita importância e atenção ao assunto", falou a jogadora na carta.


A atacante continua a carta, afirmando que recebeu outros tipos de pressões para renunciar à seleção brasileira e que chegou a ser colocada em quarentena ilegal pouco antes da final da Copa da Rainha e de uma Data-FIFA.


Segundo ela, a equipe médica do clube colocou-a em isolamento, dizendo que Gio tinha tido contato direto com uma pessoa infectada pela Covid-19. Com a certeza de que a ordem médica estava fora dos protocolos sanitários, a jogadora então, resolveu entrar em contato com as autoridades sanitárias da Catalunha, que lhe informaram que o seu caso não era para isolamento, pois não houve contato direto com uma pessoa doente.


Por causa disso, ela ficou de fora da final da competição nacional, mas conseguiu viajar com a seleção para os Estados Unidos. No retorno ao clube, em conversa com o diretor de futebol feminino, Giovana foi acusada de indisciplina e foi ameaçada de ser afastada da equipe.

Giovana jogando pela seleção (Foto: Thaís Magalhães/CBF)

A partir de então, a atacante conta ter sofrido situações humilhantes e vergonhosas durante meses no clube, com o objetivo de acabar com a sua autoestima, destruir sua reputação e menospreza-la.


O fato de eu ser menor de idade não parece ter sido um impedimento, um dilema moral para o meu agressor", completa a atacante. "Certamente atuou com a sensação de impunidade, de que contava com a proteção de seu cargo dentro do FC Barcelona", finalizou Gio.


Ao fim da carta, a atacante diz que o clube não é diretamente responsável pelos abusos sofridos, mas lembra que sua vida profissional e pessoal foi muito afetada e que irá lembrar disso por anos, sofrendo os traumas e efeitos do ocorrido por muito tempo.


Até o momento da publicação desta reportagem, o clube blaugrana não se pronunciou sobre o assunto. Na carta, Giovana pede que o presidente lidere uma investigação interna. O time está concentrado para o jogo contra o Real Madrid pelas quartas de final da Liga dos Campeões.


No Brasil, essas práticas podem ser denunciados no 180 (disque-mulher) ou nas delegacias da mulher. 


Foto: Divugação/ FC Barcelona

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