Medalhista de prata em Tóquio, paraesgrimista Jovane Guissone enaltece ano memorável


O ano de 2021 de Jovane Guissone não foi menos do que espetacular. O esgrimista disputou a Paralimpíada de Tóquio e colocou mais uma medalha do megaevento na estante. Depois de sair do Japão com uma prata, o ídolo paralímpico ainda foi absoluto em competições disputadas no Brasil, como a Copa Satélite e o Campeonato Brasileiro de Paraesgrima. E não para por aí. Além das conquistas desportivas, o gaúcho ainda ganhou mais dois presentes na temporada: o nascimento das gêmeas Alícia e Cecília.

Tudo isso é motivo para Guissone exaltar 2021. O atleta, que empilhou grandes momentos na temporada, comemorou o que viveu no ano e ressaltou que termina o período na terceira colocação do ranking mundial da espada B.

“Foi um ano de muitas vitórias para mim, estou bem feliz mesmo com isso. Além de ganhar a medalha de prata na Paralimpíada, a Copa Satélite e o Brasileiro, eu ganhei dois troféus, que foram os nascimentos das minhas gêmeas (nasceram em maio). É muita alegria, é um ano que estou terminando muito bem mesmo. Com a medalha e a terceira posição no ranking”, disse o ídolo.

Na temporada, além do vice-campeonato no Japão, o atleta foi avassalador na disputa da Copa Satélite, em São Paulo (SP), torneio em que faturou três ouros (um na espada B individual e outra por equipes, além do título no florete B individual) em outubro. Dois meses mais tarde, ele foi a Santo André (SP) para jogar o Brasileiro e saiu do ABC Paulista com quatro pódios: três primeiras colocações em todas as três armas nos jogos de simples e uma segunda no florete por equipes.

O seu grande combustível para conseguir tudo isso foi a família. Guissone lembra que o filho Júnior foi um dos motivos de ele ter alcançado o ouro em Londres 2012. Em 2021, não foi diferente. Ele prometeu ao primogênito que ganharia uma medalha para ele e para as gêmeas recém-nascidas. Em Tóquio, ele mostrou que cumpre o que promete.

“Em 2012, quando fui campeão paralímpico, eu prometi a medalha para o meu filho. Agora, quando competi em Tóquio, foi perto do aniversário dele, e ele me mandou uma mensagem pedindo para eu conquistar uma medalha como presente de aniversário, não pude deixar de atender. Então, a prata foi para ele, para as minhas filhas, para a minha família, foi para o paradesporto, para a Confederação e para o Brasil”, dedicou.

As suas glórias no ano tiveram um gosto ainda mais saboroso por todo o processo que teve de passar. Por conta da pandemia, o atleta teve de se adaptar à nova realidade de confinamento e superar tal adversidade para obter bons resultados.

“Teve a pandemia, fiquei um ano e dois meses sem poder treinar forte como eu estava antes. Tive de adaptar treinos na minha casa e na academia. Foi bem difícil para conseguirmos encontrar esses caminhos, foi complicado termos de nós reerguer e continuarmos treinando, mas fomos lutando e acreditando que tudo ia dar certo”, lembrou Guissone.

Apesar da dificuldade imposta pela pandemia, o esgrimista sabia que não poderia parar, pois os oponentes da Paralimpíada manteriam a forma: “Eu sabia que não podia parar, porque os meus adversários estavam treinando também. O meu objetivo sempre foi o mesmo, eu queria buscar a minha medalha em Tóquio. Treinei o que pude para isso”.

Depois de um ano memorável, Guissone não pretende se dar férias totais dos treinos, a intenção é diminuir a intensidade e ficar um pouco com a família. O atleta acredita que para alcançar os seus objetivos, o ritmo deve ser mantido.

“O foco agora é o ano que vem. Estamos a menos de três anos para a próxima Paralimpíada. O objetivo é começar janeiro já treinando firme para buscar Paris 2024”, garantiu.

Foto: Takuma Matsushida

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