Em prova muito forte, Athing Mu leva ouro nos 800m feminino de Tóquio - Surto Olímpico

Pesquisar:

Arquivo do blog

Últimas Notícias

Em prova muito forte, Athing Mu leva ouro nos 800m feminino de Tóquio

Compartilhe

A norte-americana Athing Mu conquistou nesta terça-feira (03) o ouro nos 800m rasos da Olimpíada de Tóquio. Em uma das provas mais fortes de todos os tempos, seis atletas, incluindo a própria campeã, fizeram as melhores marcas de suas vidas. Mu venceu com 1:55.21, novo recorde nacional. A britânica Keely Hodgkinson foi prata, enquanto a também estadunidense Raevyn Rogers foi bronze.


Athing Mu tem apenas 19 anos e despontou com bons resultados somente este ano. Ela venceu a seletiva norte-americana, em junho, e é líder do ranking mundial desde então. Em Tóquio, a jovem não se abalou com o nervosismo de uma primeira final olímpica e controlou a prova de ponta a ponta, tendo um excelente sprint na reta de chegada. 


Com o 1:55.21, Mu ainda estabeleceu a melhor marca da história em seu país na prova, superando em exatos quatro décimos a marca de Ajee Wilson, de 2017. Além desse, outro recorde nacional foi batido, por Keely Hodgkinson, que ficou com a prata, com 1:55.88. O antigo recorde britânico era de Kelly Holmes, com 1:56.21, de 1995.


Raevyn Rodgers, com 1:56.81 - medalhista de bronze -, Jemma Reekie (GBR), com 1:56.90, Wang Chunyu (CHN), com 1:57.00, e Alexandra Bell (GBR), com 1:57.66, ainda se superaram e bateram seus recordes pessoais. A etíope Habitam Alemu terminou na sexta colocação e fez 1:57.66, que deu a ela seu melhor na temporada. A única que não progrediu foi a jamaicana Natoya Goule, última colocada com 1:58.26.


A marca de Mu é a coloca na 11ª corredora mais rápida de todos os tempos nos 800m, enquanto Hodgkinson torna-se a 25ª. Apesar disso, elas ainda estão dois segundos distantes do recorde mundial, que é de 1:53.28, de Jarmila Kratochvilova, da Tchecoslováquia, de 1983, numa época de muitas suspeitas de doping para as provas femininas do atletismo.


Foto de capa: Aleksandra Szmigiel/REUTERS

Nenhum comentário:

Postar um comentário