Guia Tóquio 2020: Wrestling - Surto Olímpico

Anúncio

Anúncio
Se inscreva em nosso canal!

Pesquisar:

Últimas Notícias

Como funciona o wrestling

FICHA TÉCNICA
Local de disputa: Makuhari Messe
Período: 01/08 a 07/08
Número de delegações participantes: 61 
Total de atletas: 289 (16 ou 17 por categoria)
Brasil: 3 atletas: Aline Silva (76kg feminino, luta livre), Eduard Soghomonyan (130kg masculino, luta greco-romana), Laís Nunes (62kg feminino, luta livre)

HISTÓRICO
Luta ou wrestling? O esporte que sempre foi conhecido na imprensa brasileiro como luta olímpica, ou por vezes era mesmo separado em dois esportes distintos nas listas olímpicas (luta greco-romana e Luta livre), hoje é conhecido oficialmente como wrestling mesmo no Brasil, um reflexo da internacionalização e globalização do esporte.

A união cada vez mais oficial dos esportes, por outro lado, pode ser interpretada também como reflexo do machismo inerente localizado nos rincões da política olímpica: a luta greco-romana segue sendo disputada apenas por homens, "como manda a tradição" - inventada -, e a união com luta-livre esconde esta disparidade entre gêneros.

A luta greco-romana, ao contrário do que o nome diz, não tem nada a ver com práticas esportivas ou culturais dos tempos dos romanos ou gregos. Foi uma invenção do início do século XIX e ganhou esse nome como forma de remeter a uma suposta tradição de justiça. A luta que era praticada na Grécia Antiga e chegou a fazer parte das Olimpíadas da Antiguidade era o pankration, com regras bem diferentes e que incluía elementos de boxe e MMA, com chutes e enforcamento, e o assassinato era aceito desde que feita com fair play, sem elementos externos.

A modalidade fez sua estreia no programa olímpico logo na primeira edição dos Jogos da modernidade, em Atenas-1896, apenas para homens. Depois de ficar de fora de Paris-1900, retornou em St.Louis-1904 e permanece até os dias atuais. As mulheres, por sua vez, só estrearam em Olimpíadas em Atenas-2004, mais de cem anos após os homens.

Wrestling feminino teve um ciclo ótimo e Risako Kawai e Mayu Mukaida são duas das principais estrelas (Foto: Kyodo News) 
Reiterando, os homens competem na luta greco-romana e na luta livre (em Tóquio, serão seis categorias em cada estilo), enquanto as mulheres participam apenas da livre (seis categorias). A principal diferença entre a luta greco-romana e a luta livre é que, na primeira, os atletas não podem usar as pernas, o que aumenta o número de throws, principal tática para derrubar os adversários e marcar pontos.


BRASIL
O Brasil tem uma história recente no wrestling olímpico, estreando apenas em Seul 1988. Roberto Neves Filho disputou os 90kg tanto na luta livre quanto na luta greco-romana. Floriano Spiess também participou das duas modalidades nos 100kg. Roberto voltou a Barcelona, desta vez apenas na luta-livre e em uma categoria abaixo (82kg).

O país voltou a competir em Atenas 2004 com Antoine Jaoude, nos 96kg da luta livre, e desde então sempre mandou um representante. A luta livre feminina chegou com Rosângela Conceição (72kg em Pequim 2008) e Joice Silva (55kg em Londres 2012).

Apesar de ser o país-sede, o Brasil conquistou cinco vagas diretas no tapete da Rio 2016, pelo Mundial de 2015 ou Pré-Olímpico americano. Eduard Soghomonyan (130kg, luta greco-romana), Joice Silva (58kg, luta livre) e Laís Nunes (63kg, luta livre) perderam na estreia enquanto Gilda Oliveira (69kg) e Aline Silva (75kg, luta livre) caíram nas quartas e infelizmente não puderam disputar a repescagem.

Joice foi a primeira campeã em Jogos Pan-Americanos, em Toronto 2015. Aline foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em um Mundial de wrestling, ficando com a prata em 2014.

Para Tóquio, Eduard Soghomonyan (luta greco-romana, 130kg), Laís Nunes (luta livre, 62kg) e Aline Silva (76kg, livre) garantiram vaga no Pré-Olímpico Pan-Americano, disputado ainda antes da pandemia, em 2020. Uma das melhores wrestlers do mundo, Giullia Penalber perdeu na disputa decisiva pela vaga e não estará em Tóquio.

Por que o wrestling se chama assim

FORMATO DE DISPUTA
Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, serão 18 disputas de medalha em três principais categorias: luta greco-romana, luta livre feminina, e luta livre masculina. Cada uma delas tem seis categorias de peso. No total, atletas representando 60 países ou delegações já ganharam medalhas olímpicas no esporte e o Brasil tem boas chances de entrar neste quadro histórico.

Cada categoria tem 16 atletas, ou seja, as disputas se iniciam já nas oitavas de final. Para conquistar o ouro, basta vencer quatro lutas. Em caso de derrota na semifinal, a briga é pela medalha de bronze. Caso um atleta seja perca nas oitavas ou quartas por um adversário que chegou na final, ele não é eliminado e volta à disputa pela repescagem, podendo faturar um bronze.

ANÁLISES

LUTA LIVRE 50kg FEMININA
Eliminatórias: 05/08 (noite) 06/08 (manhã)
Repescagem: 06/08 (noite)
Final: 07/08 (manhã)

Favoritas ao ouro: Susaki Yui (JPN) e Mariya Stadnik (AZE),
Candidatas ao pódio: Alina Vuc (ROU), Sarah Hildebrandt (USA), Sun Yanan (CHN), Yusneylys Guzmán (CUB)
Podem surpreender: -
Brasil: Não tem

Com três medalhas, Mariya Stadnik busca o ouro olímpico diante da japonesa (Foto: AZERTAC) 
Com apenas 21 anos, a japonesa Susaki Yui foi campeã mundial em 2017 e 2018 e, depois de ter pulado o Mundial em 2019, precisou passar pelo Pré-Olímpico Asiático, disputado este ano, em que dominou por completo.

Sua principal concorrente deverá ser Mariya Stadnik. Nascida na Ucrânia, defende o Azerbaijão desde 2007 e conquistou bronze em Pequim 2008 e prata em Londres 2012 e na Rio 2016. Ainda falta o ouro. A romena Alina Vuc, a norte-americana Sarah Hildebrandt, a chinesa Sun Yanan e a cubana Yusneylys Guzmán lutam pelo pódio.


LUTA LIVRE 53kg FEMININA
Eliminatórias: 04/08 (noite) e 05/08 (manhã)
Repescagem: 05/08 (noite)
Final: 06/08 (manhã)

Favoritas ao ouro: Mukaida Mayu (JPN)
Candidatas ao pódio: Vinesh Phogat (IND) e Sofia Mattsson (SWE)
Podem surpreender: Vanesa Kaladzinskaya (BLR), Pang Qianyu (CHN), Lianna Montero (CUB), Olga Khoroshavtseva (ROC)
Brasil: Não tem

Saiba tudo sobre Wrestling nos Jogos Olímpicos
Vinesh Phogat busca quebrar o favoritismo japonês (Foto: PTI)
Finalista dos quatro último Mundiais, Mukaida Mayu foi ouro em 2016 e em 2018, vice em 2017 e 2019. Ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquim 2014, ela é a principal favorita. Bicampeã dos Jogos da Comunidade Britânica, a indiana Vinesh Phogat foi bronze no Mundial de 2019 e venceu muitos torneios este ano, sendo uma forte candidata ao pódio. Ela busca continuar com o legado de Sakshi Malik, que conseguiu uma medalha inédita para o wrestling feminino no Rio.

Com a saída da Coreia do Norte dos Jogos Olímpicos, a campeã mundial em 2019, Pak Yong-mi está de fora. Campeã mundial em 2009 e bronze em 2016, a veterana Sofia Mattsson, da Suécia, não deve ser descartada na briga pelo ouro, assim como a representante de Belarus, Vanesa Kaladzinskaya, campeã mundial em 2012 (48kg) e 2017.


LUTA LIVRE 57kg FEMININA
Eliminatórias: 03//08 (noite) e 04/08 (manhã)
Repescagem: 04/08 (noite)
Final: 05/08 (manhã)

Favorita ao ouro: Kawai Risako (JPN)
Candidatas ao pódio: Rong Ningning (CHN), Helen Maroulis (USA), Odunayo Adekuoroye (NGR) e   Iryna Kurachkina (BLR)
Podem surpreender: -
Brasil: Não tem

Japonesa wrestling
Foto: UWW
Ouro na categoria até 63kg na Rio 2016, a japonesa Kawai Risako busca o biolímpico depois de conquistar tricampeonato mundial em 2017, 2018 e 2019, mas em categorias diferentes: 60kg, 59kg e finalmente 57kg.

Nesse "vácuo", a chinesa Rong Ningning e a estadunidense Helen Maroulis conquistaram títulos mundiais na categoria olímpica em 2018 e 2017, respectivamente. O ouro de Maroulis em 53kg na Rio 2016 foi o primeiro para a luta feminina dos EUA.

A nigeriana Odunayo Adekuorove, duas vezes ouro nos Jogos da Comunidade Britânica, tem uma característica curiosa: ela medalhou nos três últimos Mundiais em anos ímpares (bronze em 2015 e 2019, prata em 2017) e espera subir no primeiro pódio olímpico em ano ímpar. O país, potência africana na luta feminina, ainda não tem medalhas olímpicas no esporte.

A lamentar que com uma chave bem aberta, se a brasileira Giullia Penalber tivesse se classificado, seria uma das favoritas às medalhas.


LUTA LIVRE 62kg FEMININA
Eliminatórias: 02/08 (noite) e 03/08 (manhã)
Repescagem: 03/08 (noite)
Final: 04/08 (manhã)

Favoritas ao ouro: Aisuluu Tynybekova (KGZ) e Kawai Yukako (JPN)
Candidatas ao pódio: Marianna Sastin (HUN), Iryna Koliadenko (UKR), Taybe Yusein (BUL), Henna Johansson (SWE) e Lyubov Ovcharova (ROC)
Pode surpreender: Laís Nunes (BRA)
Brasil: Laís Nunes

Aisuluu Tynybekova Quirguistão
Vem aí a primeira medalha de ouro do Quirguistão? (Foto: akipress.com)
Aisuluu Tynybekova, de Quirguistão, chegou na semifinal da Rio 2016, mas terminou em quinto lugar. Atual campeã mundial, ela busca ser a primeira campeã olímpica de seu país. Vice-campeã mundial em 2018 e bronze em 2019, a japonesa Kawai Yukako perdeu a final de 2018 para a búlgara Taybe Yusein. As duas são favoritas ao ouro.

Em uma categoria embolada, que tem pelo menos cinco atletas na briga pelo pódio, a brasileira Laís Nunes busca ter uma boa chave e avançar para a disputa de medalhas, podendo surpreender.


LUTA LIVRE 68kg FEMININA
Eliminatórias: 01º/08 (noite) e 02/08 (manhã)
Repescagem: 02/08 (noite)
Final: 03/08 (manhã)

Favoritas ao ouro: Dosho Sara (JPN), Tamyra Mensah (USA), Alla Cherkasova (UKR)
Candidatas ao pódio: Soronzonboldyn Battsetseg (MGL), Anna Schell (GER), Koumba Larroque (FRA), Blessing Oborududu (NGR)
Podem surpreender: -
Brasil: Não tem

Dosho Sara Japão
Japonesa buscará festa em casa (Foto: http://toshinjuken.co.jp) 
Ouro na Rio-2016, a japonesa Dosho Sara busca o bicampeonato olímpico. Depois do título mundial de 2017, ela perdeu para a estadunidense Tamyra Mensah e a alemã Alla Schell e terminou fora do pódio em 2019, mas com vaga. Campeã mundial em 2019 e ouro no Pan de Lima 2019, Mensah conseguirá vencer Dosho novamente, desta vez em Tóquio?


LUTA LIVRE 76kg FEMININA
Eliminatórias: 31/07 (noite) e 01º/08 (manhã)
Repescagem: 01º/08 (noite)
Final: 02/08 (manhã)

Favorita ao ouro: Adeline Gray (USA)
Candidatas ao pódio: Erica Wiebe (CAN), Minagawa Hiroe (JPN), Yasemin Adar (TUR) e Aline Rotter-Focken (GER)
Podem surpreender: Alla Belinska (UCR), Aline Silva (BRA), Zhou Qian (CHN), Elmira Syzdykova (KAZ), Vasilisa Marzaliuk (BLR), Epp Mäe (EST), Natalia Vorobieva (ROC)
Brasil: Aline Silva

Como é wrestling nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Grey é a melhor lutadora da atualidade mas ainda busca o sonhado ouro (Foto: Anvar Ilyasov, The Associated Press)
Cinco vezes campeã mundial, a estadunidense Adeline Gray busca superar a frustração da Rio 2016 quando caiu na segunda rodada. Desde então, ela só perdeu uma luta por lesão em nível internacional. A japonesa Minagawa Hiroe, bronze nos Mundiais de 2017 e 2018 e prata em 2019, espera subir de nível no momento e local certo.

Depois do ouro olímpico no Rio, Erica Wiebe se mudou para a Índia, onde luta na liga profissional do país, e competiu pouco em nível amador. Ainda assim, foi bicampeã nos Jogos da Comunidade Britânica e bronze no Mundial de 2018. O título no Matteo Pellicone deste ano indica que ela continua em forma e de olho no segundo ouro seguido.

Vice-campeã mundial em 2014, Aline Silva era uma das favoritas ao pódio no Rio, mas caiu nas quartas e foi eliminada. Desta vez, seu ciclo olímpico foi menos impactante, mas talvez com uma pressão maior para ser a primeira medalhista do esporte, ela possa ir mais longe. O problema é que este é um dos torneios olímpicos mais fortes do wrestling.

Das 16 participantes, uma é campeã olímpica e mundial; outra é atual campeã olímpica; três já foram campeãs mundiais; outras quatro foram vice (inclusive Aline); mais três já foram medalhistas olímpicas ou mundiais. Das quatro que restam, a ucraniana Alla Belinska tem tido ótimos resultados este ano; "sobram" Quirguistão, Tunísia e Egito.


LUTA GRECO-ROMANA 60kg MASCULINA
Eliminatórias: 31/07 (noite) e 01º/08 (manhã)
Repescagem: 01º/08 (noite)
Final: 02/08 (manhã)

Favorito ao ouro: Fumita Kenichiro (JPN)
Candidatos ao pódio: Sergey Emelin (ROC) e Meirambek Ainagulov (KAZ),
Podem surpreender: Elmurat Tasmuradov (UZB), Lenur Temirov (UKR), Alireza Nejati (IRI), Victor Ciobanu (MDA), Walihan Saikike (CHN)
Brasil: Não tem

O que acontece no wrestling Jogos Olímpicos de Tóquio
Fumita irá com sangue nos olhos para a disputa do ouro olímpico (Foto: Christophe Ena / AP)
O japonês Fumita Kenichiro dominou o ciclo, ganhando os Mundiais de 2017 e 2019, além do Mundial sub-23 em 2018. O Japão levou prata nesta categoria no Rio com Ota Shinobu, campeão mundial da categoria não-olímpica de 63kg em 2019 e que não competirá em Tóquio. Em 2018, com a ausência de Fumita do Mundial adulto, quem se aproveitou foi o russo Sergey Emelin, vice em 2019 e segundo favorito. Meirambek Ainagulov, do Cazaquistão, foi vice em 2017 e bronze em 2019, e luta pelo pódio.


LUTA GRECO-ROMANA 67kg MASCULINA
Eliminatórias: 02/08 (noite) e 03/08 (manhã)
Repescagem: 03/08 (noite)
Final: 04/08 (manhã)

Favorito ao ouro: Ismael Borrero (CUB)
Candidatos ao pódio: Ryu Han-su (KOR), Artem Surkov (ROC) e Frank Stäbler (GER)
Podem surpreender: Bálint Korpási (HUN), Mate Nemes (SRB), Mohammad Reza Geraei (IRI) e Ramaz Zoidze (GEO)
Brasil: Não tem

Cubanos na luta
Cuba segue força no wrestling e Borrero pode levar novo ouro (Foto: AP / Prensa Libre)
Ouro nos 59kg no Rio, o cubano Ismael Borrero subiu de categoria e tem alcançado glórias, com o ouro em Lima 2019 e o título mundial no mesmo ano. Não surpreenderia uma nova final com o russo Artem Surkov, que foi campeão mundial em 2018. 

O alemão Frank Stäbler, campeão mundial em 2015 nos 66kg, subiu para a categoria não-olímpica 71/72kg, onde foi campeão mundial em 2017 e 2018, mas voltou para os 67kg para garantir sua vaga e pode causar estrago. O sul-coreano Ryu Han-su, campeão mundial em 2017, é outro favorito para medalha.


LUTA GRECO-ROMANA 77kg MASCULINA
Eliminatórias: 01º/08 (noite) e 02/08 (manhã)
Repescagem: 02/08 (noite)
Final: 03/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Tamás Lorincz (HUN), Mohammad Ali Geraei (IRI) e Aleksandr Chekhirkin (ROC)
Candidatos ao pódio: Alex Bjurberg Kessidis (SWE), Aik Mnatsakanian (BUL), Rafig Huseynov (AZE)
Podem surpreender: -
Brasil: Não tem

Tamás Lorincz Hungria wrestling
Tamás e seu irmão mais novo podem fazer história levando dois ouros (Foto: United World Wrestling) 
Prata em Londres 2012 no 66kg, o húngaro Tamás Lórincz finalmente venceu um Mundial, em 2019, desta vez nos 77kg. Esta é, aliás, uma das categorias mais emboladas da luta greco-romana. O russo Aleksandr Chekhirkin foi vice-campeão mundial em 2017, mas foi pego no controle antidoping, dando a volta por cima em 2018, quando foi campeão.

Campeão mundial em 2017, e irmão gêmeo de Mate Nemes (ver categoria acima), o sérvio Viktor Nemes caiu no Pré-Olímpico Europeu e Mundial e ficará de fora.


LUTA GRECO-ROMANA 87kg MASCULINA
Eliminatórias: 02/08 (noite) e 03/08 (manhã)
Repescagem: 03/08 (noite)
Final: 04/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Zhan Beleniuk (UKR), Viktor Lorincz (HUN),
Candidatos ao pódio: Lasha Gobadze (GEO), Denis Kudla (GER), Zurab Datunashvili (SRB), Rustam Assakalov (UZB), John Stefanowicz (USA)
Podem surpreender: -
Brasil: Não tem

Políticos que disputaram as Olimpíadas
Primeiro deputado negro na história da Ucrânia, Beleniuk divide foco entre esporte e política (Foto: Instagram)
O ucraniano Zhan Beleniuk chegou no Rio com o status de campeão mundial e ficou com a prata olímpica. Desta vez, ele espera transformar o Mundial de 2019 em ouro. Sua história é interessante: filho de um piloto de aviação ruandês, falecido na guerra civil, e uma mãe ucraniana, é atual deputado, e foi o primeiro membro negro do parlamento ucraniano.

Atual vice-campeão mundial, o húngaro Viktor Lorincz é irmão mais novo de Tamás Lőrincz, da categoria abaixo. O georgiano Lasha Gobadze é o atual campeão mundial, mas na categoria abaixo e não-olímpica (82kg).

Duas ausências importantes abriram bastante a briga por medalhas nesta categoria. Campeão olímpico em 2016 e mundial em 2018, o russo Davit Chakvetadze perdeu na semifinal do Pré-Oímpico Mundial. É a única das 18 categorias do wrestling que não terá um representante do Comitê Olímpico Russo.

O turco Metehan Basar parecia estar dominando a categoria, com os títulos mundiais em 2017 e 2018, mas falhou nos três torneios classificatórios a Tóquio: caiu na estreia do Mundial de 2019, nas oitavas do Pré-Olímpico Europeu e quartas do Pré-Olímpico Mundial.


LUTA GRECO-ROMANA 97kg MASCULINA
Eliminatórias: 01º/08 (noite) e 02/08 (manhã)
Repescagem: 02/08 (noite)
Final: 03/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Musa Evloev (ROC), Artur Aleksanyan (ARM)
Candidatos ao pódio: Gabriel Rosillo (CUB), Mikheil Kajaia (SRB) e Cenk İldem (TUR)
Podem surpreender: G'Angelo Hancock (USA), Kiril Milov (BUL) e Arvi Savolainen (FIN)
Brasil: Não tem

Russo e armênio são os principais favoritos para uma nova final (Foto: United World Wrestling)
A expectativa é de uma nova final entre o russo Musa Evloev e o armênio Artur Aleksanyan. Campeão mundial em 2018 e 2019, campeão da tradicional Matteo Pellicone este ano, o russo não cai em torneio importante deste a final de 2017 Aleksanyan é atual campeão olímpico, foi bronze em Londres 2012 e tricampeão mundial entre 2014, 2015 e 2017, além de ser o atual vice-campeão mundial.


LUTA GRECO-ROMANA 130kg MASCULINA
Eliminatórias: 31/07 (noite) e 01º/08 (manhã)
Repescagem: 01º/08 (noite)
Final: 02/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Mijaín Lopez (CUB), Rıza Kayaalp (TUR)
Candidatos ao pódio: Sergey Semenov (ROC), Iakob Kajaia (GEO), Amin Mirzazadeh (IRI)
Podem surpreender: Artur Vititin (EST), Eduard Popp (GER)
Brasil: Eduard Soghomonyan

Mijaín Lopez Cuba Wrestling
Lenda cubana, Mijaín Lopez é franco favorito para o tetra olímpico (Foto: Ricardo López Hevia)
Quatro vezes campeão mundial (2011, 2015, 2017, 2019), prata na Rio 2016, bronze em Londres 2012, o turco Riza Kayalp chega pela terceira vez chega numa Olimpíada como o atual campeão mundial, mas terá novamente o cubano Mijaín Lopez pela frente. Medalhista de bronze em 2017 e 2018, e prata em 2019, Óscar Pino garantiu a vaga cubana mas não representará o país.

Em seu lugar estará a lenda Mijaín Lopez, buscando fazer história: atual tricampeão olímpico, campeão mundial por cinco vezes (2005, 2007, 2009, 2010 e 2014), cinco vezes campeão dos Jogos Pan-Americanos (desde Santo Domingo 2003), foi porta-bandeira de Cuba por um recorde de três vezes (2008, 2012 e 2016) - e será em 2021 -, repetindo o feito de Teófilo Stevenson (1972 a 1980); Ele buscará um inédito tetracampeonato nos pesados. O soviético/russo Aleksandr Karelin, nove vezes campeão mundial, levou três ouros representando três delegações (entre 1988 e 1996) e ficou com a prata em Sidney 2000.

O armênio naturalizado brasileiro Eduard Soghomonyan buscará ser a surpresa nesta categoria.


LUTA LIVRE 57kg MASCULINA
Eliminatórias: 03/08 (noite) e 04/08 (manhã)
Repescagem: 04/08 (noite)
Final: 05/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Zaur Uguev (ROC)
Candidatos ao pódio: Takahashi Yuki (JPN), Nurislam Sanayev (KAZ)
Podem surpreender: Süleyman Atlı (TUR) Thomas Gilmore (USA), Stevan Mićić (SRB), Ravi Kumar Dahiya (IND)
Brasil: Não tem

Quem vai parar Zaur Uguev em Tóquio? (Foto: United World Wrestling)
O russo Zaur Uguev apenas entrou no forte time russo em 2017 ao vencer o campeonato nacional, título alcançado também em 2018, 2020 e 2021. Atual bicampeão mundial em 2018 e 2019, é o nome a ser batido no wrestling. Nos últimos quatro anos, sua única derrota para um rival internacional foi para dois azeris e adivinha: Azerbaijão não conseguiu classificar nenhum atleta nesta categoria.

Campeão mundial em 2017 e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura 2010, o japonês Takahashi Yuki garantiu sua vaga apenas no Pré-Olímpico Mundial, mas é forte candidato a medalha. O cazaque Nurislam Sanayev venceu o Torneio Matteo Pellicone e vem no embalo.


LUTA LIVRE 65kg MASCULINA
Eliminatórias: 05/08 (noite) e 06/08 (manhã)
Repescagem: 06/08 (noite)
Final: 07/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Gadzhimurad Rashidov (ROC) e Haji Aliyev (AZE)
Candidatos ao pódio: Alejandro Valdés (CUB) e Otoguro Takuto (JPN)
Podem surpreender: Bajrang Punia Bajrang (IND), Iszmail Muszukajev (HUN), Magomedmurad Gadzhiev (POL), Vazgen Tevanyan (ARM)
Brasil: Não tem

Gadzhimurad Rashidov  Haji Aliyev,
Aliyev venceu Rashidov no mundial de 2018 e busca repetir o feito em Tóquio (Foto: Xinhua/Chen Yichen)
Neste ciclo olímpico, o russo Gadzhimurad Rashidov teve apenas três derrotas em nível internacional: duas para o azeri Haji Aliyev, incluindo na final do Mundial de 2017 e para o cubano Yowlys Bonne, na final do Mundial de 2018, ambas na 61kg. Campeão mundial em 2019 (já na 65kg) e vice em 2017 e 2018, é o lutador a ser batido.

Conhecido como "All-American killer", por conta de sua invencibilidade contra americanos, deve ter como seu principal rival justamente o Aliyev. Tricampeão mundial entre 2014, 2015 e 2017 e medalhista de bronze na Rio 2016, o azeri vem com tudo para sua segunda medalha.

O cubano Yowlys Bonne, ouro no Pan de Toronto 2015, campeão mundial em 2018 e bronze em 2017 e 2014 na 61kg, optou por não subir de categoria e Alejandro Valdés, ouro em Lima 2019 e bronze nos Mundiais de 2017 e 2018, será o representante cubano. Campeão mundial em 2018, o japonês Otoguro Takuto pode surpreender pelo título


LUTA LIVRE 74kg MASCULINA
Eliminatórias: 04/08 (noite) e 05/08 (dia)
Repescagem: 05/08 (noite)
Final: 06/08 (noite)

Favoritos ao ouro: Zaurbek Sidakov (ROC)
Candidatos ao pódio: Frank Chamizo (ITA), Kyle Dake (USA)
Podem surpreender: Avtandil Kentchadze (GEO), Bekzod Abdurakhmonov (UZB), Daniyar Kaisanov (KAZ), Mostafa Hosseinkhani (IRI), Geandry Garzón (CUB), Franklin Gómez (PUR)
Brasil: Não tem

Zaurbek SIDAKOV wrestling rússia
Zaurbek Sidakov foi campeão mundial em 2018 e 2019 (Foto: UWW)
Uma das crianças sequestradas no Ataque de Beslan em 2004, o russo Zaurbek Sidakov começou a carreira com um título num torneio internacional disputado no Brasil em 2014. Invicto em Campeonatos Mundiais, com dez vitórias - bicampeão em 2018 e 2019 -, sua única derrota para um adversário estrangeiro foi diante do azeri Gadjimurad Omaranov, que não estará em Tóquio.

Frank Chimizo, italiano nascido em Cuba, deve ser seu principal adversário. Campeão mundial em 2015 nos 65kg e em 2017 nos 70kg e bronze na Rio 2016 na 65kg, ele foi vice-campeão mundial em 2019.

O norte-americano Jordan Borroughs, ouro em Londres 2012 e quatro vezes campeão mundial (2011, 2013, 2015 e 2017) e grande rival de Sidakov e Chimizo, perdeu nas semifinais justamente para o russo em 2018 e 2019 terminando com o bronze e parecia ser o grande rival, mas foi derrotado na seletiva americana para Kyle Dake, campeão mundial em 2018 e 2019 na categoria não-olímpica de 79kg.


LUTA LIVRE 86kg MASCULINA
Eliminatórias: 03/08 (noite) e 04/08 (manhã)
Repescagem:  04/08 (noite)
Final: 05/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Hassan Yazdani (IRI) e David Taylor (USA)
Candidatos ao pódio: Boris Makojev (SVK), Artur Naifonov (ROC), Osman Göçen (TUR), Deepak Punia (IND), Ali Shabanau (BLR), Takatani Sosuke (JPN)
Podem surpreender: -
Brasil: Não tem

Hassan Yazdani David Taylor Wrestling Irã e EUA
Hassan Yazdani e David Taylor fazem bons confrontos e pode ser uma grande final (Foto: Agência Mehr)
Ouro na Rio 2016 em uma categoria abaixo, o iraniano Hassan Yazdani foi campeão mundial já nos 86kg em 2017 e 2019, levando o bronze em 2018. Suas únicas derrotas neste ciclo foram para o norte-americano David Taylor, campeão mundial em 2018 e que por sua vez não perde internacionalmente desde 2016, ainda que não tenha participado dos Mundiais de 2017 ou 2019. É uma das únicas duas categorias do estilo livre em que o representante russo não é o favorito.


LUTA LIVRE 97kg MASCULINA
Eliminatórias: 05/08 (noite) e 06/08 (manhâ)
Repescagem: 06/08 (noite)
Final: 07/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Abdulrashid Sadulaev (ROC) e Kyle Snyder (USA)
Candidatos ao pódio: Mohammad Hossein Mohammadian (IRI), Sharif Sharifov (AZE), Reineris Salas (CUB) e Süleyman Karadeniz (TUR)
Podem surpreender:  Elizbar Odikadze (GEO), Magomedgadzhi Nurov (MKD), Aliaksandr Hushtyn (BLR) e Magomed Ibragimov (UZB)
Brasil: Não tem

Ultra-rivais, Snyder e Sadulaev são considerados a 'rivalidade do século' (Foto: FloWrestling)
Campeão mundial em 2014 e 2015 e ouro olímpico na Rio 2016 na categoria 86kg, o russo Abdulrashid Sadulaev espera repetir a "tripladinha", desta vez no 97kg, após títulos mundiais em 2018 e 2019. Sua única derrota em oito anos de competições internacionais foi para o norte-americano Kyle Snyder na final do mundial de 2017.

O "Capitão América" Kyle Snyder, ouro na Rio e antiga força dominante na categoria, com títulos mundiais em 2015 e 2017, teve que se contentar com prata em 2018 e bronze em 2019. Foi ouro em Toronto 2015 e Lima 2019.

O azeri Sharif Sharifov, campeão olímpico em Londres 2012 na 84kg e bronze na 86kg na Rio, e campeão mundial em 2011 (84kg), subiu de categoria e espera melhorar o resultado do Mundial de 2019, quando venceu Snyder na semi mas caiu na final para Sadulaev.

O iraniano Mohammad  Mohammadian se garantiu nas Olimpíadas em uma disputa interna programada para o Aberto da Polônia e fez bonito: venceu os compatriotas Alireza Karimi na semi e Ali Shabani nas finais e entra como um dos favoritos à medalha. 

LUTA LIVRE 125kg MASCULINA
Eliminatórias: 05/08 (noite) e 06/08 (manhã)
Repescagem: 06/08 (noite)
Final: 07/08 (manhã)

Favoritos ao ouro: Gino Petriashvili (GEO) e Taha Akgül (TUR)
Candidatos ao pódio: Deng Zhiwei (CHN), Gable Steveson (USA), Sergei Kozyrev (ROC), Amarveer Dhesi (CAN)
Podem surpreender: Nick Gwiazdowski (USA), Amir Hossein Zare (IRI)
Brasil: Não tem

Geno Petriashvili (GEO) Taha Akgül (TUR) Wrestling
Geno Petriashvili (GEO) e Taha Akgül (TUR) tem grande rivalidade e podem brigar pelo ouro (Foto: UWW)
Atual tricampeão mundial na categoria pesada, o georgiano Geno Petriashvili busca subir mais alto do que o bronze conquistado na Rio 2016. Uma curiosidade é que ele foi pego no doping em 2014, por tomar um medicamento desde que foi sequestrado ainda quando criança. Vice em 2017 e 2019 e bicampeão mundial (2014-15), o turco Taha Akgül vai com tudo para defender seu título olímpico.

É a categoria mais difícil para a Rússia - sob nome de Comitê Olímpico Russo - medalhar, mas se conseguir um pódio aqui é provável que tenha 100% de aproveitamento na luta livre masculina.

Nenhum comentário:

Postar um comentário