Em grupo forte, vôlei masculino do Brasil prega atenção rumo ao bicampeonato - Surto Olímpico

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Em grupo forte, vôlei masculino do Brasil prega atenção rumo ao bicampeonato

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Dona de três medalhas de ouro e três pratas na história dos Jogos Olímpicos, a seleção brasileira masculina de vôlei inicia neste sábado, 24, a caminhada em busca da quarta láurea dourada. O primeiro desafio nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 será contra a Tunísia, às 11h05 do Japão (23h05 de Brasília), na Ariake Arena, pelo Grupo B. Os demais adversários na primeira fase serão Argentina, COR (Comitê Olímpico Russo), Estados Unidos e França.

“Temos consciência de que é um grupo forte e perigoso. É preciso muita atenção jogo a jogo. Na estreia, temos um adversário pouco conhecido do vôlei brasileiro. E estreia é sempre um jogo de risco. Na segunda rodada, temos um clássico contra a Argentina. Os russos estão entre os melhores do mundo ao lado de EUA e França. Precisamos buscar, além da classificação, uma boa posição no grupo”, afirmou o técnico Renan Dal Zotto.

Em Tóquio, a seleção brasileira conta com os levantadores Bruninho e Fernando Cachopa; os opostos Wallace e Alan; os centrais Lucão, Maurício Souza e Isac; os ponteiros Lucarelli, Leal, Maurício Borges e Douglas Souza, e o libero Thales. Entre eles, Bruninho, os dois Maurícios, Lucão, Lucarelli, Douglas Souza e Wallace estavam na campanha vitoriosa do Rio 2016 e podem entrar para a lista de bicampeões olímpicos.

O Brasil subiu pela primeira vez ao topo do pódio em Jogos Olímpicos em Atenas 2004. Em Los Angeles 1984, Pequim 2008 e Londres 2012, o time ficou sem segundo lugar.

Mais do que integrar o rol de bicampeões olímpicos, Bruninho pode se tornar o recordista de medalhas olímpicas do vôlei masculino, igualando-se ao ex-líbero Serginho. O ex-jogador soma quatro medalhas, sendo dois ouros e duas pratas, enquanto o levantador é dono de um ouro e duas pratas.

“É uma marca que seria muito especial, mas, neste momento, eu penso apenas no nosso trabalho, em buscar nosso objetivo como grupo. Quando eu parar de jogar, farei as contas e vejo o que deu. O mais importante é a seleção, as marcas pessoais e os recordes ficam para depois”, disse Bruninho, escolhido para ser porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura ao lado da judoca Ketleyn Quadros.

Sobre a defesa da medalha de ouro dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o levantador frisou que a responsabilidade de vestir a camisa da seleção sempre foi muito grande. “Tivemos a maior pressão das nossas vidas ao disputar os Jogos Olímpicos em casa. Passamos por momentos difíceis nos jogos e conseguimos superar. Está todo mundo calejado, ciente do seu papel dentro de quadra e prontos para jogar”, finalizou Bruninho.

Na primeira fase, as 12 equipes estão divididas em dois grupos de seis times cada um. Os países se enfrentam dentro de cada grupo e os quatro mais bem colocados de A e B se classificam para as quartas-de-final, em cruzamento olímpico (1A x 4B, 2A x 3B, 1B x 4A e 2B x 3A). Os vencedores avançam para as semifinais. Os ganhadores fazem a disputa da medalha de ouro, enquanto os perdedores se enfrentam pelo bronze.

Foto: Miriam Jeske/COB

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