Brasil sofre apagão no segundo tempo, mas bate Argentina no handebol masculino e vence a 1ª em Tóquio 2020 - Surto Olímpico

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Brasil sofre apagão no segundo tempo, mas bate Argentina no handebol masculino e vence a 1ª em Tóquio 2020

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O Brasil sofreu, chegou a levar 10 gols seguidos em um apagão no segundo tempo, mas venceu sua primeira partida no torneio de handebol masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio. E foi justamente no clássico contra a Argentina. Placar de 25-23, que mantém o Brasil com chances de classificação às quartas de final na modalidade e que eliminou os adversários sul-americanos.

Nossa seleção começou muito bem a partida, dominando o jogo nos primeiros 45 minutos (30 do primeiro tempo e 15 do segundo). Mas sofreu com um blackout no fim do jogo e garantiu o triunfo graças à larga vantagem aberta anteriormente.

O Brasil encerra sua participação na fase de grupos do torneio olímpico em Tóquio, jogando contra a Alemanha, precisando da vitória para manter o sonho da classificação vivo. 

Primeiro tempo

Com 54 segundos, a Argentina abriu o placar com um pelo disparo de Martinez. Aos 2:34 o Brasil buscou o empate com gol de João Pedro, em arremate que chegou a 80 km/h. Com 5 minutos de jogo o placar estava em 2-2, com destaque para o goleiro Leonardo Terçariol, o ‘Ferrugem’, que já tinha feito duas grandes defesas na partida.

Haniel foi o primeiro atleta a levar a punição de exclusão por dois minutos, após fazer uma falta. Com isso a Argentina até foi ao ataque, mas quem marcou o gol foi o Brasil, com Fabio Chiuffa, aos 7:39.

Chegando na metade do primeiro tempo, o Brasil chegou ao sétimo gol, com Haniel, ajudando o time a abrir três gols de vantagem diante os argentinos. Com passes precisos e tranquilidade na armação das jogadas, os brasileiros passaram a dominar a partida.

Aos 19:42, o armador esquerdo Pablo Simonet fez o quinto gol argentino, com o acerto de um tiro de sete metros. Mas na sequência o Brasil voltou a colocar cinco tentos de vantagem, com mais um remate preciso de Haniel.

Com problemas no setor central, principalmente quando precisava se fechar na defesa, a Argentina passou a levar muitos gols do Brasil. Mesmo com dois jogadores a menos, abrimos ainda mais vantagem contra os ‘hermanos’, terminando a parcial com 14-7 no placar, com direito a 8 defesas do goleiro Ferrugem, em 14 tiros dos adversários.

Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters
Segundo tempo

Com gol marcado no tiro de sete metros, Rudolph abriu o placar do Brasil no segundo tempo do jogo. Mas o lance de maior impacto no início da parcial foi a forte falta sofrida por Haniel. O lance foi tão perigoso, que a arbitragem decidiu expulsar Pedro Martinez.

O Brasil aproveitou a vulnerabilidade da seleção argentina e abriu 21-10 no marcador, após mais um gol de Rudolph. Nossa seleção se destacou também nos momentos em que precisou se defender. Aos 11:40, Borges fez uma interceptação de passe fundamental para impedir o ataque dos adversários.

Mas a partir da marca dos 15 minutos, o Brasil começou a cometer muitos erros de passe e ataque, vendo a Argentina reduzir a vantagem aberta no início do segundo tempo. Nossos adversários mudaram de postura defensiva e arrumaram o problema no setor central. Com disparo livre do argentino Ramiro Martinez, o placar foi a 22-16, o sexto gol seguido dos ‘hermanos’.

O Brasil seguiu em jejum no ataque, seguindo num blackout total, enquanto os argentinos chegaram a marca de dez gols seguidos, diminuindo para 22-20. Quem colocou fim na sequência negativa foi Thiagus Petrus, aos 21:26.

Um gol de Vinícius Teixeira aos 29:34, o Brasil conseguiu evitar a derrota de virada. Ainda assim, tivemos a expulsão de Thiagus Petrus, para completar o apagão brasileiro em quadra.

O destaque do Brasil no ataque foi João Pedro, que marcou sete gols em oito remates. No lado argentino, Ramiro Martinez roubou a cena, com cinco gols em seis tentativas. Nossa seleção teve 63% dos ‘chutes’ ao gol, com 100% de eficiência nos tiros de 7 metros. O que assustou foi o placar do segundo tempo, que ficou em 16-11 para a Argentina, que tentou, mas não conseguiu descontar toda a vantagem brasileira.

Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

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