Maria Suelen e Bia Souza conquistam o bronze no Mundial de judô - Surto Olímpico

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Maria Suelen e Bia Souza conquistam o bronze no Mundial de judô

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É bronze! É dobradinha! Depois de seis dias em branco, o Brasil finalmente conseguiu conquistar suas primeiras medalhas no Mundial de judô. E elas vieram em dose dupla. Beatriz Souza e Maria Suelen Altheman venceram fortes adversárias na disputa de terceiro lugar e conquistaram neste sábado (12) os bronzes da categoria acima de 78kg. Rafael Silva (+100kg) foi quinto colocado.


As medalhas vieram com emoção. Maria Suelen espantou um fantasma de longa data e derrotou a cubana Idalys Ortiz com um lindo ippon na luta decisiva. A brasileira jamais havia vencido a caribenha, que já foi campeã olímpica e é atual líder do ranking mundial, tendo perdido as 17 vezes em que se enfrentaram.


Antes de chegar à decisão pela medalha, Suelen havia vencido três adversárias e passado pela repescagem. Com o pódio, ela chega a sua quarta medalha mundial - foi vice-campeã individual em 2013 e 2014 e prata por equipes em 2017. Nas duas últimas edições, em 2018 e em 2019, "Sussu" foi quinta colocada, perdendo a disputa do bronze. 



A jovem Bia, por sua vez, conseguiu imobilizar a francesa Julia Tolofua para ficar com o outro bronze da categoria. Em sua trajetória, ela venceu três lutas e perdeu na semifinal para Tomita Wakaba, mesma algoz de Suelen nas quartas de final e que foi campeã mais tarde. Esta foi apenas a terceira aparição de Bia, que tem 23 anos, em Mundiais Adultos e já conseguiu uma medalha. 


Bia e Maria disputam uma vaga olímpica no peso pesado feminino. As duas estão em posições muito próximas no ranking mundial e as campanhas "iguais" neste Mundial acirraram ainda mais a briga. A Confederação Brasileira de Judô  (CBJ) escolherá quem será a representante da categoria em Tóquio-2020 a partir de alguns critérios subjetivos, tais como resultados recentes, confrontos diretos e idade.


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Rafael Silva, o Baby, chegou perto de também faturar um bronze, mas perdeu para o neerlandês Roy Meyer por levar três shidôs. Em sua campanha antes de chegar na disputa pela medalha, Rafael, cabeça de chave número 2, venceu três lutas seguidas e só foi derrotado na semifinal, pelo japonês Kageura Kokoro, o mesmo que tirou a invencibilidade de dez anos de Teddy Riner no ano passado.


Apesar da não conquista, Baby praticamente carimbou seu passaporte para a Olimpíada de Tóquio, onde tentará sua terceira medalha olímpica. Em Mundiais, ele tem três pódios - foi bronze em 2014 e 2017 e prata em 2013. Em nove edições que já participou, ele terminou entre os cinco primeiros seis delas. 


Foto de capa: Arquivo/CBJ


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