Como a evolução na construção de pistas auxiliou atletas a pulverizar recordes - Surto Olímpico

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Como a evolução na construção de pistas auxiliou atletas a pulverizar recordes

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O processo de profissionalização do atletismo fez com que recordes cada vez mais impressionantes acontecessem nas pistas dos principais eventos do mundo. E vários fatores proporcionaram essa melhora: evolução na preparação física, evolução nas condições de treinamento, novas técnicas de saída de bloco - termo técnico para “largada” - e também os equipamentos, como tecidos e calçados mais leves e que potencializam a performance do atleta.


Mas nada disso se compara a evolução das pistas de atletismo. Essa sim, um fator decisivo na obtenção de marcas impressionantes que presenciamos nos últimos anos. As pistas de atletismo tiveram evoluções notórias ao longo da história do esporte – há cerca de 100 anos, eram construídas com terra batida. Hoje possuem mantas de amortecimento com superfície de resina de poliuretano bicomponente e grânulos de EPDM.


Essa evolução aconteceu de maneira gradual. A primeira grande inovação tecnológica veio em 1920, nos Jogos da Antuérpia, onde se usou uma mistura de cascalho e brita com a terra batida que permitia maior aderência dos calçados dos atletas. Em 1932, em Los Angeles, usou-se uma turfa de carvão esmagada que aumentou sensivelmente a estabilidade do atleta. Em 1968 na Cidade do México, pela primeira vez foi usada uma pista feita de tartan - um material sintético, derivado da borracha - que além de durável, oferecia uma condição melhor aos atletas.


A partir daí, as pistas tiveram uma evolução contínua. Novos compostos de borracha surgiram com o intuito de reduzir o impacto da pisada e “devolver” a energia como impulsão, ranhuras na superfície para ajudar na estabilidade, material mais resistente e com maior desempenho. Mas não é apenas a fabricação do material que conta. A maneira que a pista é construída é igualmente importante.


“Hoje em dia, três técnicas de construção de pistas são predominantes: A pré-fabricada, onde toda a superfície é produzida industrialmente; moldada in-loco, em que todos os componentes são feitos no local da pista; e o modelo híbrido, com a manta de base emborrachada pré-fabricada industrialmente, mas a camada superior de uso é moldada no local da obra. Não se pode definir qual das técnicas é a melhor, pois isso depende de inúmeros fatores. Existem pisos sintéticos para pistas nas três técnicas, que são aprovadas pela World Athletics e podem receber certificação Classe 1 ou Classe 2”, afirma Sergio Schildt, presidente da Recoma.


Ainda que o modelo totalmente pré-fabricado seja o mais utilizado em competições oficiais, foi em uma pista híbrida que o jamaicano Usain Bolt quebrou o recorde mundial da prova de 100 metros rasos, marca que nenhum outro velocista superou até hoje. No Campeonato Mundial de Atletismo de 2009, disputado em Berlim, Alemanha, conseguiu a marca de 9,58s, chocando o mundo e levando o atletismo para um outro nível competitivo.


E a tendência é de que, com o avanço da tecnologia, novos recordes aconteçam no mundo do atletismo, com profissionais mais preparados, pistas cada vez melhores e equipamentos que favoreçam o desempenho.


Foto: Pixabay

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