Parada das Nações Tóquio 2020 - Costa Rica - Surto Olímpico

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Parada das Nações Tóquio 2020 - Costa Rica

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 A República da Costa Rica é um dos principais países da América Central e tem cerca de cinco milhões de habitantes, 300 mil apenas na capital San José. O país se destaca pelo seu alto grau de educação, democracia e estabilidade numa região marcada por diversos conflitos políticos e tem o melhor ranking de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre todos os países da América Latina.


As terras costa-ricenses foram descobertas em 1502 por Cristovão Colombo. Na época, ela era habitada por cerca de trinta mil indígenas de três tribos distintas. Após a descoberta dos primeiros indícios de ouro na região, iniciou-se um plano de colonização liderada pelo irmão de Cristovão, Bartolomé Colombo. Inicialmente, as tentativas não deram resultado, mas, quase trinta anos depois, a região foi conquistada pelos colonizadores.

Em 1540, a Nova Cartago (nome oficial da região na época) foi anexada a Capitania Geral da Guatemala, tornando-se uma província. A Costa Rica passou por dois momentos de independência em sua história. A primeira aconteceu em 1821. Porém, três anos depois ela se uniu por pouco tempo ao México.

Em 1824, após a dissolução do Império Mexicano, deu-se a criação da República Federal da América Central. Uma tentativa, por parte dos liberais da região, de criar uma nação independente e nos moldes praticados pelos Estados Unidos; formada pelos atuais países: Costa Rica, Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua. No entanto, essa união ficou marcada por diversos problemas políticos e conflitos internos, que resultaram numa guerra civil em 1838, e acabaram por dissolver a federação em 1840.

Por diversas vezes, tentativas de reunir novamente os países da América Central em uma só nação ocorreram, mas sem sucesso.




Desempenho nas Américas


Dentro do cenário pan-americano, a Costa Rica não tem grande destaque. O país vem participando dos Jogos desde a primeira edição na Argentina em 1951. Com exceção apenas da edição de 1963, em São Paulo.

Até hoje, a nação conquistou apenas 20 medalhas em sua história. Sendo cinco ouros, seis pratas e nove bronzes. Na última edição dos jogos, a Costa Rica levou pra casa um ouro e cinco bronzes. Uma participação no mínimo interessante após a seca de pódios da edição anterior em Toronto 2015.

Até mesmo no cenário centro-americano, o país não possui muitas conquistas. Ocupando apenas a décima segunda colocação no ranking dos Jogos Centro-Americanos e do Caribe.

Com certeza, o futebol é o esporte preferido na Costa Rica. Além de conquistas continentais na modalidade, a Costa Rica é, quase sempre, figurinha carimbada nos mundiais. Em 2014, a seleção fez uma excelente campanha no mundial em terras brasileiras, alcançando na ocasião uma inédita quartas-de-final.

Além do futebol, o país centro-americano também se destaca em esportes aquáticos. O Surfe, por exemplo, é altamente praticado e adorado no país, com diversas praias que servem como locais para prática e competição esportiva. Outro esporte radical que faz sucesso por lá é o rafting. Modalidade no qual os integrantes de um pequeno bote precisam descer uma corredeira em alta velocidade.
 

Trajetória Olímpica


O comitê olímpico da Costa Rica foi criado em 1 de janeiro de 1936. No mesmo ano, o país enviou o seu primeiro atleta para uma edição dos Jogos, o esgrimista Bernardo de La Guardia.

A Costa Rica só voltaria a ser representada nos Jogos Olímpicos de 1964 em Tóquio. Desta vez os seus representantes vieram do judô. Desde então, o país se fez presente em todas as edições, e aumentando gradativamente o número de esportes e integrantes de sua delegação. Obtendo o recorde de 29 atletas nos Jogos Olímpicos de 1980 na extinta União Soviética.

Contudo, é impossível falarmos da Costa Rica em Jogos Olímpicos, sem citarmos a família Pool Ahrens.

As irmãs, Sílvia e Claudia são responsáveis pelas únicas medalhas olímpicas do país da América Central. Silvia foi medalhista de prata no 200m livres da natação em Seul 1988. Já a sua irmã, Claudia, foi campeã olímpica oito anos depois na mesma prova. Ela ainda conquistou mais duas medalhas de bronze em Sidney 2000, nas provas do 200 e 400m livres da natação.

Curiosamente, a família Pool Ahrens não é originária da Costa Rica. Elas nasceram no país vizinho, Nicarágua. Seus pais – que são de origem alemã – decidiram se mudar para a Costa Rica quando elas ainda eram pequenas, uma vez que a Nicarágua passava, na época, por diversos problemas políticos.



Modalidades


Atletismo


A delegação costa-ricense em Tóquio provavelmente não será das maiores de sua história. Já que o futebol (esporte mais popular do país) não conseguiu a vaga. Porém, alguns atletas de destaque podem ser a esperança do país de ver novamente a sua bandeira tremulando em um pódio olímpico.

Entre eles está a barreirista Andrea Carolina Vargas. Sendo a primeira atleta a conseguir vaga para o seu país durante o mundial de atletismo em Doha, Qatar, em 2019. Ela alcançou a marca de 12.64s, colocando-a entre as dez melhores do ranking mundial, tornando-se uma das principais esperanças de medalhas para a Costa Rica.


                                                                 Foto:latinxtoday.com

Surfe


Outra forte candidata à um pódio em Tóquio é a surfista Brissa Hennessy, única atleta da América Central e do Caribe no circuito mundial da WSL (World Surf League), a principal competição da modalidade. Na última temporada, em 2019, ela terminou a competição em décimo primeiro lugar, garantindo assim, a sua vaga para os jogos de Tóquio.

Devida a tradição e a cultura de surfe no país, a Costa Rica ainda conta com a classificação de mais algum surfista para os Jogos Olímpicos, durante o ISA World Games 2021.

Os principais candidatos à estas vagas são: Carlos Munoz e Jair Perez, no masculino. E Leilani McGonagle e Eva Woodland, no feminino.


Foto:www.airbnb.com.br

Ciclismo BMX Freestyle


Por fim, a nova disciplina das competições de BMX que estreará em Tóquio pode ser uma outra grande oportunidade de medalha. Kenneth Tencio Esquivel foi o quinto colocado na prova freestyle durante os Jogos Panamericanos de Lima em 2019, além do décimo terceiro lugar no Mundial de BMX Freestyle na China, também em 2019.

Kenneth ainda não tem a sua classificação garantida para os Jogos. Contudo, caso ele consiga a vaga, com certeza estará entre os candidatos ao pódio, pois a competição contará somente com 9 atletas.

Além desses atletas citados, a Costa Rica também carimbou uma vaga no feminino e outra no masculino para a disputa do Ciclismo de Estrada. Os representantes ainda serão definidos pelo comitê olímpico do país.

                                            
                                                  Foto:es.wikipedia.org/wiki/Kenneth_Tencio

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