China e Grã-Bretanha vencem no primeiro dia da Copa do Mundo de Saltos Ornamentais - Surto Olímpico

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China e Grã-Bretanha vencem no primeiro dia da Copa do Mundo de Saltos Ornamentais

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Tom Daley e Mathew Lee segurando medalha
Tom Daley e Matthew Lee no Mundial de 2019 - Foto: Reprodução/Instagram
*com Wesley Felix

A Copa do Mundo de Saltos Ornamentais começou neste sábado (1º), no Centro Aquático de Tóquio, que será sede da modalidade nos Jogos Olímpicos. No primeiro dia de competições, Chang Yani e Chen Yiwen, da China, venceram a prova do trampolim de 3m sincronizado no feminino, enquanto Tom Daley e Matthew Lee, da Grã-Bretanha, venceram na plataforma de 10m sincronizada masculina. O evento serve também como pré-olímpico dos saltos ornamentais, definindo as últimas vagas para Tóquio 2020.

A dupla chinesa dominou a disputa do trampolim sincronizado feminino, com boa execução em todos os seus saltos, recebendo nenhuma nota abaixo de 7.0. O melhor salto de Chang e Chen foi o seu quarto, um triplo mortal e meio carpado para frente (dificuldade 3.1) que lhe renderam nota 76.26. A somatória da dupla foi de 317.16 pontos. A prata ficou com o Canadá. Jennifer Abel e Melissa Beaulieu somaram 289.98 nos seus cinco saltos. E o bronze foi para Chiara Pellacanni e Elena Bertocchi, da Itália, com 283.77.

Chinesas Saltos Ornamentais
Chang Yani e Chen Yiwen em ação na Copa do Mundo de Saltos Ornamentais - Foto: Eugene Hoshiko/AP Photo
As italianas garantiram uma vaga em Tóquio 2020, terminando em primeiro lugar entre os países que ainda não estavam classificados. Também ganharam vagas Alemanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha. China, Canadá e México se classificaram pelos resultados do Mundial de 2019, com o Japão garantindo uma vaga por ser o país sede.

O Brasil não conseguiu se classificar para a final da prova. Anna Lúcia Santos e Luana Lira conseguiram um 42.00 no primeiro salto, com dificuldade de 2.0. Ao final da rodada, apareciam na 12ª colocação. Em seguida, obtiveram 41.40, ainda com dificuldade de 2.0. No somado, a dupla tinha 83.40 e permanecia na 12ª colocação. Em sua terceira tentativa, já com dificuldade de 2.7, ficaram com 52.65, ainda em 12º com os 136.05 agregados.

As brasileiras estavam muito bem, mas acabaram cometendo uma grave falha de execução no quarto salto e tiveram nota de 36.96, com dificuldade de 2.8, e caíram três posições, ficando na 15ª colocação. Na última rodada, ganharam nota 43.20 e terminaram a competição com 216.21, no 16º e último lugar.

Resultado Final:
1. China 317.16
2. Canadá 288.98
3. Itália 283.77
4. Alemanha 281.70
5. Estados Unidos 278.49
6. Grã-Bretanha 276.00
7. Rússia 272.94
8. Japão 270.00
9. México 264.60
10. Países Baixos 263.40
11. Suíça 258.90
12. Coreia do Sul 247.47
16. Brasil 216.21

Na Plataforma 10m sincronizada masculina, vitória de Tom Daley e Matthew Lee da Grã-Bretanha. A dupla, que ficou com a prata no Mundial de 2019, quando se classificou para Tóquio 2020, aproveitou a ausência da China na prova e venceu com facilidade, somando 453.60 pontos. O melhor salto dos britânicos foi um triplo e meio mortal em ponta pé a lua na posição grupada, que recebeu nota 89.76.

A medalha de prata ficou com Randal Willars Valdez e Ivan Garcia Navarro do México, 405.69 pontos. Vincent Riendeau e Nathan Zsombor-Murray do Canadá ficaram na terceira posição com 393.81. Mexicanos e Canadense garantiram uma vaga nos Jogos Olímpicos, assim como as duplas da Ucrânia e da Coreia do Sul. Grã-Bretanha, China e Rússia já haviam se classificado pelo Mundial de 2019, assim como o Japão, como sede da Olimpíada.

Os representantes do Brasil na prova foram Isaac Souza e Kawan Pereira, que ficaram a uma posição de se classificarem para a final da Copa do Mundo. Finalistas no último Mundial, eles não fizeram um bom salto de estreia e tiraram nota 43.80, encerrando a primeira rodada na 16º colocação. Em seguida, melhoraram seus desempenhos com um 45.00, ainda com dificuldade 2.0, e subiram para a 14ª colocação geral, com 88.80 pontos agregados.

Com a dificuldade aumentada para 3.2, os brasileiros realizaram um excelente salto da série 5253B (duplo mortal e meio com parafuso e meio) e conseguiram 70.08. A critério de comparação, eles realizaram o mesmo salto no Mundial de 2019 e tiveram uma nota de 62.80. Com o desempenho, eles encerraram a terceira rodada na oitava colocação, com 158.88.

Em seguida, Isaac e Kawan executaram o salto 207c (triplo e meio mortal de costas grupado), de dificuldade 3.3. Eles tiraram 64.38 e somaram 223.23, ficando em nono lugar ao final da rodada. Eles caíram apenas uma posição por conta de uma grave falha da dupla da Rússia, que tirou 46.92 em um nível de dificuldade de 3.4.

Os brasileiros não foram bem na quinta rodada. Com um salto de dificuldade 3.4, tiveram uma nota de 44.88, o que fez com que caíssem para a 14ª colocação. Ainda assim, eles estavam na briga pela vaga na final, a apenas três pontos do último classificado. 

Isaac e Kawan mais uma vez cometeram falhas na última rodada. Com um salto de dificuldade de 3.7, marcaram apenas 61.05 e terminaram com 329.16 pontos no agregado. Eles ficaram na 13ª colocação geral e não se garantiram na final, ficando a oito pontos dos últimos classificados, os italianos Andreas Larsen e Eduard Gugiu.

Resultado Final:
1. Grã-Bretanha 453.60
2. México 405.69
3. Canadá 393.81
4. Ucrânia 393.54
5. Coreia do Sul 383.43
6. Alemanha 382.14
7. Rússia 379.44
8. Estados Unidos 369.18
9. Malásia 359.82
10. Grécia 350.28
11. Itália 344.91
12. Japão 344.37
13. Brasil 329.16

Homenagem Silina Braga saltos ornamentais
Foto: Reprodução/Sportv
As finais da Copa do Mundo estão sendo transmitidas no Brasil pelo SporTV. O canal fez uma homenagem em sua transmissão à Silina Braga, ex-atleta, técnica e árbitra de saltos ornamentais, que faleceu na última semana, vítima de um câncer na barriga. Silina atuou como comentarista do Grupo Globo em vários eventos como Jogos Olímpicos, Mundiais de Esportes Aquáticos e Jogos Pan-Americanos. A homenagem do canal destacou o que sempre será lembrado dos seus comentários: a habilidade de Silina Braga em prever as notas de cada salto antes deles serem divulgados, devido aos seus anos de experiência como árbitra. 





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